Château
Château Canon
Primeiro cru de Saint-Émilion desde a primeira lista, de 1955, no planalto calcário acima da cidade, da família Wertheimer, dona da Chanel, desde 1996, e arado a cavalo.
- Denominação
- Saint-Émilion Grand Cru
- No Instagram
- @chateaucanonofficial
O château
O Canon já era um nome famoso muito antes de alguém classificar Saint-Émilion. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, o pôs em segundo lugar entre os vinhos de Saint-Émilion da primeira marca em 1853, em nome de Mme Tranchère, com 30 a 35 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas). Para Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, ele era em 1868 o célebre cru Canon-Saint-Émilion, de reputação muito antiga, a sudoeste da velha cidade, atrás da antiga igreja de Saint-Martin, havia pouco passado de M. Ovyn-Tranchère ao conde de Bonneval; em 1874 acrescentaram que era o único cru da comuna com direito ao nome Canon. Os donos mudaram, Domecq-Cazeaux em 1886, Félix Guignard em 1897, André Fournier em 1922, e o tamanho também: em 1922 eram 20 hectares de vinhas no planalto dos primeiríssimos crus, com 90 tonneaux.
A classificação de 1955 fez do Canon um primeiro cru, e ele continua sendo: a lista aprovada em setembro de 2022 o confirma como Premier Grand Cru Classé B, 1 dos 14 Premiers Grands Crus Classés. A família Wertheimer, dona da Chanel, o comprou em 1996 e tem também o Rauzan-Ségla, em Margaux. Nicolas Audebert está na direção geral. Em 2017 o Canon incorporou o Château Berliquet, que segue conduzido à parte como Grand Cru Classé.
Os 34 hectares ficam sobre o calcário de astéries, uma rocha porosa o bastante para beber a chuva e devolvê-la devagar, cortada por milhares de fissuras de argila que guardam água. O plantio é de 62% de merlot e 38% de cabernet franc, com 6.500 a 7.200 pés por hectare. Todas as fileiras são aradas a cavalo, a adega trabalha sem bombas mecânicas, o chapéu é molhado à mão, e a propriedade tem certificação orgânica a partir da safra 2024. O Château Canon envelhece 18 meses em barricas, metade novas. O Croix Canon, segundo vinho, vem de 11 hectares e tem sala de cubas e adega próprias numa capela do século XII.
De relance
- Denominação
- Saint-Émilion Grand Cru
- Comuna
- Saint-Émilion, no planalto calcário acima da cidade
- Classificação
- Premier Grand Cru Classé B, 2022; primeiro cru desde 1955; Guia MICHELIN, 2 uvas (2026)
- Proprietário
- A família Wertheimer, dona da Chanel, desde 1996
- Direção
- Nicolas Audebert, na direção geral
- Vinhedo
- 34 hectares; 6.500 a 7.200 pés por hectare
- Solo
- Calcário de astéries cortado por fissuras de argila
- Uvas
- Merlot 62%, cabernet franc 38%
- Cultivo
- Arado a cavalo; orgânico certificado a partir da safra 2024
- Adega
- Sem bombas mecânicas; chapéu molhado à mão; 18 meses em barrica, 50% novas
- Vinhos
- Château Canon; Croix Canon, de 11 hectares
- Na história
- Segundo entre os vinhos de Saint-Émilion da primeira marca em 1853, com 30 a 35 tonneaux; 90 tonneaux em 1922
Fontes: Château Canon, terroir · Château Canon, o saber-fazer · Château Canon, os vinhos · Château Canon, ficha técnica · Union des Grands Crus de Bordeaux, Château Canon · INAO, Saint-Émilion grand cru: a classificação para a próxima década
O registro
O Château Canon é Premier Grand Cru Classé B (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.
Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.
Na primeira seleção de Bordeaux do Guia MICHELIN, anunciada em 8 de setembro de 2026, recebeu 2 uvas, o símbolo do guia, de 3 possíveis, 1 dos 16 châteaux nesse patamar.
Fontes: INAO, Saint-Émilion grand cru · Guia MICHELIN, seleção de Bordeaux
Cru Classé
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