Château

Château La Dominique

O Grand Cru Classé que faz divisa com o Cheval Blanc e tem o mesmo solo, comprado pelo construtor Clément Fayat em 1969 e dono de uma adega de Jean Nouvel revestida de vermelho.

Classificação
Grand Cru Classé (2022)
No Instagram
@chateau_ladominique

O château

Foi o terreno que fez La Dominique. Em 1886 Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o promoveram a primeiro cru de Saint-Émilion e disseram o porquê sem rodeios: ele estava exatamente no mesmo terreno do Cheval Blanc, onde cascalho, argila e areia ferruginosa se revezam, e só uma linha reta traçada pelos proprietários separava os 2 vinhedos. Tinha então uns 21 hectares, nas mãos de Henri Greloud, que o manteve por 29 anos, do guia de 1868 ao levantamento de Libourne feito por Féret em 1897. Antes dele, uma lista de 1841 punha 2 propriedades em Dominique entre os crus das areias, 1 delas de um Chaperon, com 30 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas).

Clément Fayat, o construtor, comprou La Dominique em 1969. Foi a primeira propriedade dele, e ela continua na família: Jean-Claude Fayat é o proprietário hoje, Gwendeline Lucas a diretora e Yann Monties o diretor técnico. Michel Rolland foi o consultor por anos, e hoje é Julien Viaud, do laboratório Rolland. A adega é de Jean Nouvel, revestida de vermelho, e fez a primeira safra em 2013; o restaurante La Terrasse Rouge, na cobertura, abriu em 2014. La Dominique é 1 dos 71 Grands Crus Classés da classificação de 2022.

O vinhedo tem 29 hectares num bloco único, ao lado do Cheval Blanc e do Figeac, sobre argila e cascalho, argila e calcário, e areia sobre argila, plantado a 7.500 pés por hectare: 77% de merlot, 19% de cabernet franc e 4% de cabernet sauvignon, com vinhas de 30 anos em média. A adega acompanhou o tempo: o 2023, com 88% de merlot e 12% de cabernet franc, foi envelhecido metade em barricas novas, 40% em barricas de 1 vinho e o resto em ovos de polímero vegetal, ânforas e um Wine Globe. São cerca de 80.000 garrafas por ano. O Relais de La Dominique é o segundo vinho, e a casa também faz um Crémant de Bordeaux, o Empreinte, e um rosé, o Nuances de La Dominique.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Émilion, o noroeste, ao lado do Cheval Blanc e do Figeac
Classificação
Grand Cru Classé, 2022
Proprietário
A família Fayat; comprado por Clément Fayat em 1969
Direção
Gwendeline Lucas; Yann Monties, diretor técnico
Consultor
Julien Viaud, do laboratório Rolland
Vinhedo
29 hectares num bloco único; 7.500 pés por hectare; vinhas de 30 anos em média
Solo
Argila e cascalho, argila e calcário, areia sobre argila
Uvas
Merlot 77%, cabernet franc 19%, cabernet sauvignon 4%
Adega
De Jean Nouvel, primeira safra em 2013; La Terrasse Rouge na cobertura desde 2014
Produção
Cerca de 80.000 garrafas por ano
Vinhos
Château La Dominique; Relais de La Dominique; Empreinte; Nuances de La Dominique
Na história
Primeiro cru de Saint-Émilion em 1886, no mesmo terreno do Cheval Blanc

Fontes: Château La Dominique, ficha técnica 2019 · Château La Dominique, ficha técnica 2009 · Château La Dominique, nossos vinhos · Union des Grands Crus de Bordeaux, La Dominique · Groupe Fayat, Château La Dominique · INAO, Saint-Émilion grand cru: a classificação para a próxima década

O registro

O Château La Dominique é Grand Cru Classé (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

1

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