Château

Château Saint-Georges Côte Pavie

5 hectares na encosta de Pavie, num terreno que já abrigou uma villa romana, da mesma família desde que Jules Charoulet o comprou nos anos 1870, com a parcela histórica feita à parte como Clos 1873.

Classificação
Grand Cru Classé (2022)

O château

Os restos de uma villa romana dos séculos III e IV estão no terreno do Saint-Georges Côte Pavie. Em 1110 o arcebispo de Bordeaux deu à colegiada de Saint-Émilion uma igreja aqui dedicada a São Jorge; em 1420 o domínio pertencia à abadia de La Sauve Majeure, e a família de Grailly foi dona dele nos séculos XVII e XVIII. Jules Charoulet, nascido em 1838, o comprou nos anos 1870, junto com o Clos La Madeleine, e a propriedade guarda uma medalha de ouro da exposição de Paris de 1867. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, davam a Charoulet 8 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) entre os 1ers crus em 1874; em 1908 o filho, Adolphe, produzia 20, em 1 dos poucos vinhedos de Saint-Émilion que tinham conservado as velhas cepas francesas, e em 1922 eles notavam que era o único cru de Saint-Émilion chamado Château Saint-Georges.

Adolphe Charoulet, deputado da Gironde em 1924, morreu em 1936, e a propriedade passou à filha, Hélène, e ao marido dela, René Masson; Jacques Masson assumiu em 1980 e o filho, Philippe Masson, em 2016. Philippe trouxe Stéphane Derenoncourt e Hannah Fiegenschuh como consultores e construiu uma nova sala de cubas, pronta para a colheita de 2020. Em 2017 decidiu, com o mestre de adega Aurélien Baylan, vinificar à parte a parcela histórica de 0,5 hectare: o Clos 1873, todo de merlot, colhido pela primeira vez em 2018, envelhecido 18 meses em barrica e batizado com o ano da compra. A lista aprovada em setembro de 2022 confirmou a propriedade como Grand Cru Classé.

As vinhas cobrem 5 hectares de argila e calcário na encosta de Pavie, de frente para a estação, com 80% de merlot e 20% de cabernet franc, de 35 anos em média, e a propriedade tem a certificação ISO 14001. As uvas são colhidas à mão e vinificadas em concreto e inox, e o grand vin (o primeiro vinho da propriedade) é envelhecido 30% em barricas novas e 70% em barricas de 1 vinho ou mais. São cerca de 20.000 garrafas, e uma loja chamada Clos 1873 fica na entrada sul da cidade.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Émilion, na encosta de Pavie, de frente para a estação
Classificação
Grand Cru Classé, 2022
Proprietários
A família Masson, herdeira de Jules Charoulet; Philippe Masson desde 2016
Direção
Aurélien Baylan, mestre de adega
Consultoria
Stéphane Derenoncourt e Hannah Fiegenschuh
Vinhedo
5 hectares, 0,5 deles para o Clos 1873; vinhas de 35 anos em média
Solo
Argila e calcário
Uvas
Merlot 80%, cabernet franc 20%
Cultivo
ISO 14001
Adega
Colheita à mão; concreto e inox; sala de cubas de 2020; 30% de barricas novas para o grand vin; 18 meses em barrica para o Clos 1873
Produção
Cerca de 20.000 garrafas
Vinhos
Château Saint-Georges Côte Pavie; Clos 1873
Na história
Uma igreja doada à colegiada de Saint-Émilion em 1110; 1er cru com 8 tonneaux em 1874

Fontes: Château Saint-Georges Côte Pavie, a herança · Château Saint-Georges Côte Pavie, o Clos 1873 · Conseil des Vins de Saint-Émilion, Château Saint-Georges Côte Pavie · Institut National de l’Origine et de la Qualité, a classificação de Saint-Émilion de 2022

O registro

O Château Saint-Georges Côte Pavie é Grand Cru Classé (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

Cru Classé

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