Château

La Mondotte

4,5 hectares no planalto a leste de Saint-Émilion que a família von Neipperg engarrafou com nome próprio a partir de 1996 e viu subir a Premier Grand Cru Classé B em 2012.


O château

Mondotte é um nome antigo em Saint-Laurent-des-Combes. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, punham os vinhos dessa comuna, em geral, entre os segundos crus em 1886, mas lembravam que alguns eram vendidos quase ao preço dos primeiros crus de Saint-Émilion, vários dos quais tinham vinhas ali. Os guias de 1868 a 1908 mostram Mondotte dividida entre pequenos proprietários, primeiro Métayer e Mme Verneuil, depois a família Loiseau, com 10 a 15 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), ao lado de um Belle-Isle-Mondotte e de um Bellevue-Mondotte.

O conde Joseph-Hubert von Neipperg comprou a parcela em 1971, na mesma compra do Château Canon La Gaffelière. O filho, Stephan von Neipperg, fez dela um vinho próprio com a safra 1996 e tirou a palavra château do rótulo para marcar o recomeço; a casa da propriedade, aliás, mal chegava a ser um château. A classificação de 2012 elevou La Mondotte a Premier Grand Cru Classé B, junto com o Canon La Gaffelière, e a lista aprovada em setembro de 2022 o confirma entre os 14 Premiers Grands Crus Classés. A Vignobles Comtes von Neipperg também tem o Clos de l’Oratoire, o Château Peyreau, o Château d’Aiguilhe e o Clos Marsalette.

Os 4,5 hectares ficam no planalto de argila e calcário a leste de Saint-Émilion, sobre argila muito siltosa e subsolo rochoso: um solo raso e pobre, que drena bem e obriga as raízes a descer fundo. As vinhas têm 60 anos em média, com 75% de merlot e 25% de cabernet franc, e o corte muda com a safra. O vinhedo recebeu a certificação orgânica em 2014, no mesmo ano do Canon La Gaffelière, e ambos têm a ISO 14001; a cobertura verde, o composto e as sebes plantadas vêm de 1988. As uvas são colhidas à mão e passam por 2 triagens, fermentam de 28 a 35 dias em cubas de madeira, e o vinho passa de 16 a 18 meses em carvalho novo.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Laurent-des-Combes, no planalto a leste de Saint-Émilion
Classificação
Premier Grand Cru Classé B, 2012 e 2022; Guia MICHELIN, 1 uva (2026)
Proprietário
Vignobles Comtes von Neipperg, desde 1971
Direção
Stephan von Neipperg
Vinhedo
4,5 hectares; vinhas de 60 anos em média
Solo
Argila muito siltosa sobre subsolo rochoso
Uvas
Merlot 75%, cabernet franc 25%
Cultivo
Orgânico, certificado em 2014; ISO 14001; cobertura verde, composto e sebes desde 1988
Adega
Colheita à mão; 28 a 35 dias em cubas de madeira; 16 a 18 meses em carvalho novo
Vinhos
La Mondotte, sem a palavra château desde a safra 1996

Fontes: Vignobles Comtes von Neipperg, La Mondotte · Vignobles Comtes von Neipperg, La Mondotte, premier grand cru classé · Vignobles Comtes von Neipperg, o respeito pelas vinhas · Conseil des Vins de Saint-Émilion, a classificação de 2022 · INAO, Saint-Émilion grand cru: a classificação para a próxima década

O registro

La Mondotte é Premier Grand Cru Classé B (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Na primeira seleção de Bordeaux do Guia MICHELIN, anunciada em 8 de setembro de 2026, recebeu 1 uva, o símbolo do guia, de 3 possíveis, 1 dos 37 châteaux nesse patamar.

Fontes: INAO, Saint-Émilion grand cru · Guia MICHELIN, seleção de Bordeaux

Cru Classé

Somente por convite.

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