Château

Château Pavie Macquin

Um Premier Grand Cru Classé B no planalto calcário, montado pedaço por pedaço, boa parte com terras dos velhos Pavies, por Albert Macquin, o agrônomo que replantou com vinhas enxertadas em plena filoxera, e ainda da família dele.


O château

Albert Macquin, que viveu de 1852 a 1911, chegou à Gironde em plena filoxera e a enfrentou. Em Maison-Neuve, a propriedade que comprou em Saint-Georges-de-Montagne, replantou as vinhas arrancadas com cabernet sauvignon enxertado sobre cepas americanas, riparia e jacquez, e a família lhe atribui a chegada da vinha enxertada a Saint-Émilion. Depois ele montou um vinhedo. Em 1893 Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, já podiam descrever o que ele reunira: 26 hectares num bloco só, na encosta de frente para a abside da igreja de Saint-Émilion, entre o Troplong e o cru de Ferdinand Bouffard, entre eles 6,30 hectares de Mme Pigasse, cujo vinho sempre fora vendido como Pavie, 3,72 hectares do Pavie de M. Chapus, 5 hectares de Puygenestou comprados do conde de Malet e 9 no Château La Serre, plantados com 2 terços de cabernet sauvignon e 1 terço de merlot, tudo em enxerto americano. O nome Pavie-Macquin já aparecia impresso em 1922, com 40 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), em nome dos herdeiros: 25 hectares em 1 bloco, uma propriedade que ele criara do nada.

Os descendentes dele, a família Corre-Macquin, ainda são os donos. Nicolas Thienpont é o administrador e Cyrille Thienpont o diretor técnico, e a lista aprovada em setembro de 2022 o põe entre os 14 Premiers Grands Crus Classés. Hoje são 15 hectares, 14,6 deles em produção, na argila e no calcário do planalto sobre calcário de astérias, com 78% de merlot, 20% de cabernet franc e 2% de cabernet sauvignon a 6.600 pés por hectare, vinhas de 35 anos em média e grama natural entre as fileiras. As uvas são colhidas à mão e os bagos inteiros descem por gravidade para cubas de concreto, lote por lote; o vinho é envelhecido sobre as borras finas por 16 a 20 meses em barrica, 60% nova e 40% de 1 ano. São cerca de 66.000 garrafas, e Les Chênes de Macquin é o segundo vinho.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Émilion, no planalto calcário
Classificação
Premier Grand Cru Classé B, 2022
Proprietários
A família Corre-Macquin, descendentes de Albert Macquin
Direção
Nicolas Thienpont, administrador; Cyrille Thienpont, diretor técnico
Vinhedo
15 hectares, 14,6 em produção; 6.600 pés por hectare; vinhas de 35 anos em média
Solo
Argila e calcário no planalto, sobre calcário de astérias
Uvas
Merlot 78%, cabernet franc 20%, cabernet sauvignon 2%
Cultivo
Grama natural entre as fileiras
Adega
Colheita à mão; bagos inteiros no concreto por gravidade; 16 a 20 meses em barrica, 60% nova
Produção
Cerca de 66.000 garrafas
Vinhos
Château Pavie Macquin; Les Chênes de Macquin
Na história
26 hectares em 1 bloco em 1893, boa parte terra de Pavie; Pavie-Macquin com 40 tonneaux em 1922

Fontes: Château Pavie Macquin, ficha técnica 2018 · Château Pavie Macquin, ficha técnica 2015 · Union des Grands Crus de Bordeaux, Château Pavie Macquin · INAO, Saint-Émilion grand cru: a classificação para a próxima década

O registro

O Château Pavie Macquin é Premier Grand Cru Classé B (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

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