Château

Château Montlabert

Uma chartreuse do século XVIII no fim de uma alameda de azinheiras, sobre areia e argila azul na estrada de Libourne, comprada pela família Castel em 2008 e classificada pela primeira vez em 2022.

Classificação
Grand Cru Classé (2022)
No Instagram
@chateaumontlabert

O château

O Montlabert foi casa nobre antes de ser propriedade de vinho: a Maison Noble de Montlabert do século XVIII, com o nome atual desde 1750, e por quase 100 anos da família Decazes, uma das mais antigas de Libourne. A casa é uma chartreuse do século XVIII com fachada neoclássica de pedra, à qual se chega por uma alameda de azinheiras entre as vinhas, e fica num parque inglês com jardim francês, uma orangerie e uma magnólia de 200 anos. O vinho tinha lugar no comércio muito antes de qualquer classificação. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, puseram o Monlabert, então de Wacrenier, entre os Saint-Émilions que eram vendidos mais ou menos ao preço dos 2es crus em 1868, ao lado de La Dominique, do Figeac, do Corbin e do Ripeau, e em 1908 ele já produzia 30 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas).

A família Castel comprou a propriedade em 2008. Ludovic Hérault a administra desde 2009, com Hubert de Boüard como consultor do vinho, e o trabalho foi até os alicerces: a adega foi refeita em 2019 pelo arquiteto Olivier Chadebost, com 16 cubas troncocônicas de 60 hectolitros feitas sob medida e 2 salas de barricas, 1 para as safras pares e 1 para as ímpares, sobre uma cave subterrânea que se mantém sozinha a 15 graus. A lista aprovada em setembro de 2022 fez do Montlabert um Grand Cru Classé pela primeira vez.

O vinhedo em Montlabert tem 12,5 hectares de solos arenosos sobre camadas de argila azul, com 80% de merlot e 20% de cabernet franc e vinhas de 30 anos em média; 9 hectares vão para o grand vin (o primeiro vinho da propriedade). Outros 8 hectares em Saint-Christophe-des-Bardes, comprados em 2017, dão o segundo vinho, La Croix de Montlabert, num total de 21 hectares. A propriedade tem a certificação Terra Vitis desde 2011 e semeia cevada, fava, calêndula e mostarda entre as fileiras. O vinho passa 18 meses na adega, 14 deles em barricas de 5 tanoeiros, com 2 tostas e 10 estilos.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Émilion, na estrada de Libourne; 8 hectares em Saint-Christophe-des-Bardes
Classificação
Grand Cru Classé em 2022, pela primeira vez
Proprietário
A família Castel, desde 2008
Direção
Ludovic Hérault, desde 2009
Consultor
Hubert de Boüard
Vinhedo
12,5 hectares em Montlabert, 9 deles para o grand vin; 8 hectares em Saint-Christophe-des-Bardes para o segundo vinho; 21 hectares ao todo
Solo
Solos arenosos sobre camadas de argila azul
Uvas
Merlot 80%, cabernet franc 20%; vinhas de 30 anos em média
Cultivo
Terra Vitis desde 2011; cevada, fava, calêndula e mostarda entre as fileiras
Adega
Refeita em 2019; 16 cubas troncocônicas de 60 hectolitros; 18 meses, 14 deles em barricas de 5 tanoeiros
Vinhos
Château Montlabert; La Croix de Montlabert
A casa
Uma chartreuse do século XVIII no fim de uma alameda de azinheiras, num parque inglês
Na história
Vendido mais ou menos ao preço dos 2es crus em 1868; 30 tonneaux em 1908

Fontes: Château Montlabert, o château · Château Montlabert, o vinhedo · Château Montlabert, a adega · Château Montlabert, os vinhos · Association des Grands Crus Classés de Saint-Émilion, Château Montlabert · Institut National de l’Origine et de la Qualité, a classificação de Saint-Émilion de 2022

O registro

O Château Montlabert é Grand Cru Classé (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

Cru Classé

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