Château
Château Peyreau
Uma encosta de merlot no lado nordeste de Saint-Émilion, vizinha do Clos de l’Oratoire, da família von Neipperg desde o início dos anos 1970 e medalha de ouro em Paris em 1889.
- Denominação
- Saint-Émilion Grand Cru
O château
O Peyreau era uma propriedade de bom tamanho muito antes de ser dos Neipperg. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o listavam a partir de 1893 em nome de Charles Beylot, com 50 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), e a nota deles de 1898 descrevia um domínio de 52 hectares, a 1 quilômetro a nordeste de Saint-Émilion, com 25 hectares de vinhas bem cuidadas, parte delas entre os primeiros crus, e uma medalha de ouro da Exposição Universal de Paris de 1889. O levantamento de Féret sobre a região de Libourne, de 1897, o punha entre os primeiros e os segundos crus. Em 1908 produzia 100 tonneaux, com mais uma medalha de ouro em Bordeaux em 1907, e em 1922 pertencia à viúva Lacaze-Beylot, ainda com 100.
O conde Joseph-Hubert von Neipperg comprou o Château Canon La Gaffelière e La Mondotte em 1971, e o Clos de l’Oratoire e o Peyreau, que faz divisa com ele, alguns meses depois. O filho, Stephan von Neipperg, assumiu a direção em 1985 e comanda hoje as propriedades bordalesas da família, entre elas o Château d’Aiguilhe e o Clos Marsalette.
Os 10,07 hectares são de molassa argilo-calcária de Fronsac, com argila e areia no pé da encosta: um terreno de maturação tardia, e terreno de merlot, que ocupa 90% do vinhedo contra 10% de cabernet franc, com vinhas de 25 anos em média. As uvas são colhidas à mão, parcela por parcela, em caixas pequenas, selecionadas antes e depois do desengace e não são esmagadas; fermentam de 15 a 21 dias em cubas de concreto com controle de temperatura, com o chapéu afundado por pigeage pneumática. A malolática e o envelhecimento acontecem sobre borras finas, em barricas que já receberam 1 ou 2 safras, por 12 a 18 meses conforme o ano, e o vinho só é colado e filtrado quando a safra pede. O 2018, colhido de 24 de setembro a 4 de outubro a 21 hectolitros por hectare, ficou com 75% de merlot e 25% de cabernet franc, depois de 14 meses em barrica.
De relance
- Denominação
- Saint-Émilion Grand Cru
- Comuna
- Saint-Émilion, a encosta nordeste
- Classificação
- Sem classificação
- Proprietário
- Vignobles Comtes von Neipperg, desde o início dos anos 1970
- Direção
- Stephan von Neipperg, desde 1985
- Vinhedo
- 10,07 hectares; vinhas de 25 anos em média
- Solo
- Molassa argilo-calcária de Fronsac; argila e areia no pé da encosta
- Uvas
- Merlot 90%, cabernet franc 10%
- Adega
- Colheita à mão; cubas de concreto; 12 a 18 meses sobre borras finas em barricas de 1 ou 2 safras anteriores
- A casa
- Também o Château Canon La Gaffelière, La Mondotte e o Clos de l’Oratoire, Saint-Émilion; o Château d’Aiguilhe; o Clos Marsalette
- Na história
- 50 tonneaux em nome de Charles Beylot em 1893; medalha de ouro em Paris em 1889; 100 tonneaux em 1908 e 1922
Fontes: Vignobles Comtes von Neipperg, Château Peyreau · Vignobles Comtes von Neipperg, a família e as propriedades · Les Vins de Saint-Émilion, Château Peyreau
O registro
O Château Peyreau está na denominação Saint-Émilion Grand Cru.
Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.
Cru Classé
Somente por convite.
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