Château

Château Jean Faure

Um Saint-Émilion de cabernet franc na divisa com Pomerol, ao lado do Cheval Blanc, fora da classificação a partir de 1986 e de volta a ela desde 2012, cultivado em biodinâmica.


O château

O Jean Faure fica no terreno alto onde Saint-Émilion encontra Pomerol, com o Cheval Blanc e La Dominique de 1 lado e La Conseillante e L’Évangile do outro, e tira o nome de Jehan Faure, jurado de Libourne no século XVI. O tamanho já o distinguia. Charles Cocks, na edição de 1850 do guia que viria a ser o Bordeaux et ses vins, pôs o Jean-Faure entre as areias de Saint-Émilion, da viúva Chaperon-Grangère, com 80 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), mais do que qualquer outro produtor do grupo e mais do que a maioria dos crus classificados acima dele. Em 1874 a entrada dizia Château Corbin et Jean-Faure, de Paul Chaperon, entre os primeiros e os segundos crus de Saint-Émilion; o mesmo Paul Chaperon tinha L’Évangile, do outro lado da divisa, em Pomerol.

O Jean Faure foi classificado como primeiro cru de Saint-Émilion em 1893 e como Grand Cru Classé em 1955. Perdeu a categoria em 1986 e a reconquistou em 2012, e a lista de setembro de 2022 a manteve. Olivier Decelle comprou a propriedade em 2004. Marie-Laure Latorre a dirige, Louis Gadais é o diretor técnico e Stéphane Derenoncourt é o consultor.

O vinhedo tem 18 hectares em 1 bloco contínuo, os mesmos 18 anotados em 1893, sobre argila arenosa por cima de uma argila profunda do Oligoceno que começa a 40 centímetros. É plantado com 65% de cabernet franc, 30% de merlot e 5% de malbec, de modo que o cabernet franc ocupa 11 dos 18 hectares, o que não é o jeito habitual de plantar Saint-Émilion. As vinhas têm 45 anos em média, o bloco mais velho plantado em 1924, e o rendimento é de 28 hectolitros por hectare. A conversão para o orgânico começou em 2014, com certificação em 2017; a conversão biodinâmica veio a partir de 2020 e, em 2023, a propriedade foi certificada pela Biodyvin, escolhida no lugar da Demeter. Construiu o que esse trabalho pede: uma sala de secagem, um depósito para as ervas, uma cuba de mais de 200 litros para as infusões e uma máquina para dinamizá-las. O vinhedo é trabalhado de 12 a 25 vezes por ano, conforme a estação.

O vinho fermenta em cubas de concreto de 80 hectolitros e passa de 12 a 14 meses em barricas novas e usadas, tonéis grandes e concreto, menos de 35% novo. La Réserve de Jean Faure, feito desde 2019, é o segundo vinho, e em 2023 foi feito um cabernet franc puro, em ovos de concreto. No 2018, que provei em fevereiro de 2026, o merlot traz profundidade e fruta escura, mas a espinha é o cabernet franc: tensão, um toque floral e um registro sápido e mineral que mantém o vinho disciplinado num ano quente e generoso.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Émilion, na divisa com Pomerol, entre o Cheval Blanc e La Dominique de 1 lado e La Conseillante e L’Évangile do outro
Classificação
Grand Cru Classé em 1955; fora em 1986; de volta em 2012 e 2022; Guia MICHELIN, 1 uva (2026)
Proprietário
Olivier Decelle, desde 2004
Direção
Marie-Laure Latorre; Louis Gadais, diretor técnico
Consultor
Stéphane Derenoncourt
Vinhedo
18 hectares em 1 bloco; vinhas de 45 anos em média, as mais velhas plantadas em 1924; 28 hectolitros por hectare
Solo
Argila arenosa sobre argila profunda do Oligoceno, a partir de 40 centímetros
Uvas
Cabernet franc 65%, merlot 30%, malbec 5%
Cultivo
Orgânico, certificado em 2017; biodinâmico, certificado pela Biodyvin em 2023
Adega
Cubas de concreto de 80 hectolitros; 12 a 14 meses em barricas, tonéis grandes e concreto, menos de 35% novo
Vinhos
Château Jean Faure; La Réserve de Jean Faure, desde 2019
Na história
80 tonneaux em 1850, o maior produtor das areias de Saint-Émilion

Fontes: Château Jean Faure, a propriedade · Association des Grands Crus Classés de Saint-Émilion, Château Jean Faure · Les Ateliers de Bacchus, uma entrevista com Marie-Laure Latorre sobre biodinâmica · Guto Assumpção no Instagram, Château Jean Faure 2018, 3 de fevereiro de 2026

O registro

O Château Jean Faure é Grand Cru Classé (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Na primeira seleção de Bordeaux do Guia MICHELIN, anunciada em 8 de setembro de 2026, recebeu 1 uva, o símbolo do guia, de 3 possíveis, 1 dos 37 châteaux nesse patamar.

Fontes: INAO, Saint-Émilion grand cru · Guia MICHELIN, seleção de Bordeaux

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

1

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