Château

Château Laplagnotte-Bellevue

6,09 hectares em Saint-Christophe-des-Bardes que Claude de Labarre, nascida Fourcaud Laussac, comprou em 1990 quando ainda era coproprietária do Château Cheval Blanc; biodinâmico, certificado pela Demeter desde 2017.


O château

La Plagnotte entra nos livros do comércio em 1868. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, encontraram Guimberteau em La Plagnotte, em Saint-Christophe-des-Bardes, na edição daquele ano, com 6 a 10 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas); Féret lhe deu 8 na sua Statistique de 1874, e o guia ainda dava o mesmo em 1886. Os herdeiros de Guimberteau vieram em 1893, depois Borde, com 6 tonneaux entre os crus artesãos e camponeses da comuna em 1897 e 1908, e em 1922 a viúva Lacroix. A propriedade cresceu ao longo dessas décadas, e uma última troca de terras, feita em 1954 pelos pais dos proprietários anteriores, a levou aos 6,09 hectares de hoje.

Henry e Claude de Labarre, nascida Fourcaud Laussac, são os proprietários desde 3 de março de 1990. Ela o comprou quando ainda era coproprietária e gerente do Château Cheval Blanc, e Henry de Labarre conduziu a reforma das adegas. O filho do casal chegou à propriedade em 1996, depois de estudar viticultura e enologia, e hoje ele e a mulher a dirigem.

O cultivo é orgânico, e biodinâmico desde 2017, a primeira safra certificada pela Demeter. O Château Laplagnotte-Bellevue tem 75% de merlot e 25% de cabernet franc, de areia argilosa com traços de crosta ferruginosa, lavrada e plantada a 6.000 pés por hectare, com vinhas de 30 anos. As uvas são colhidas à mão com seleção rigorosa e fermentam de 20 a 25 dias em pequenas cubas de concreto com temperatura controlada, onde também se faz a malolática; o vinho envelhece depois 1 ano em barrica, 25% novas, de 3 tanoarias, e o restante de 1 e 2 usos, e são 30.000 garrafas. Uma seleção, o Fourcaud Laussac, leva o nome da família: 80% de merlot e 20% de cabernet franc de vinhas de 40 anos, fermentado de 25 a 28 dias em inox, com a malolática e depois 18 meses em barricas novas; são feitas 2.000 garrafas.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Christophe-des-Bardes
Classificação
Sem classificação
Proprietários
Henry e Claude de Labarre, nascida Fourcaud Laussac, desde 3 de março de 1990
Direção
O filho do casal, na propriedade desde 1996, e a mulher dele
Vinhedo
6,09 hectares desde 1954; 6.000 pés por hectare
Solo
Areia argilosa com traços de crosta ferruginosa
Uvas
Merlot 75%, cabernet franc 25%
Cultivo
Orgânico; biodinâmico, certificado pela Demeter a partir da safra 2017
Adega
Cubas de concreto; 1 ano em barrica, 25% novas
Produção
Château Laplagnotte-Bellevue, 30.000 garrafas; Fourcaud Laussac, 2.000
Vinhos
Château Laplagnotte-Bellevue; Fourcaud Laussac, uma seleção
Na história
Guimberteau em La Plagnotte desde 1868, 8 tonneaux em 1874; Borde, 6 tonneaux, de 1897 a 1908

Fontes: Château Laplagnotte-Bellevue, a propriedade e os vinhos · Château Laplagnotte-Bellevue, a propriedade e os vinhos, em francês · Les Vins de Saint-Émilion, Château Laplagnotte Bellevue

O registro

O Château Laplagnotte-Bellevue está na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

Cru Classé

Somente por convite.

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