Château

Château Boutisse

25 hectares em 1 bloco no planalto calcário de Saint-Christophe-des-Bardes, no mapa real da Guyenne em 1783, da família Milhade desde 1996 e classificados pela primeira vez em 2022.


O château

Pierre de Belleyme, o geógrafo do rei, desenhou o Boutisse no seu mapa da Guyenne em 1783. Em 1868 ele ainda era dividido entre 2 pequenos produtores, a viúva Faure e Laporte, com 6 a 10 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) cada. Em 1897 J. Laporte produzia 35 tonneaux num domínio de 20 hectares, em encostas bem expostas entre o Château Laroque e o Château Quentin, inteiramente replantado com vinhas enxertadas; Édouard Féret, coautor do Bordeaux et ses vins, contava o vinho entre os melhores da região; em 1908 os mesmos 20 hectares davam 90 tonneaux.

Xavier Milhade, o enólogo de uma família que faz vinho no Libournais desde 1938, comprou a propriedade em 1996. O filho, Marc Milhade, a dirige desde 2005 e mora nela com a família, e a filha de Xavier, Élodie Richard-Milhade, cuida da venda dos vinhos. A lista aprovada em setembro de 2022 fez do Boutisse um Grand Cru Classé, sua primeira entrada na classificação.

Os 25 hectares ficam em 1 bloco sobre argilas vermelhas e pardas no calcário do planalto, sobretudo merlot, com cabernet sauvignon, cabernet franc e um pouco de carménère, uva hoje rara em Bordeaux, mantida aqui pela cor e pelas especiarias. As vinhas têm 40 anos em média. A Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), nível 3, veio em 2018, a propriedade segue a norma ISO 14001, e a conversão para o cultivo orgânico começou em 2020. A colheita é à mão; parte das uvas fermenta em barricas de 500 litros, com o chapéu afundado à mão ou girando a barrica, a malolática acontece em carvalho novo, e o vinho passa de 12 a 15 meses em barrica, com ânforas desde 2020. A equipe de Stéphane Derenoncourt presta consultoria. São feitas cerca de 90.000 garrafas, e o Baron de Boutisse é o segundo vinho.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Christophe-des-Bardes, no planalto calcário
Classificação
Grand Cru Classé em 2022, sua primeira classificação
Proprietários
A família Milhade, desde 1996
Direção
Marc Milhade, desde 2005
Consultoria
Derenoncourt Consultants
Vinhedo
25 hectares em 1 bloco; vinhas de 40 anos em média
Solo
Argilas vermelhas e pardas sobre o calcário do planalto
Uvas
Sobretudo merlot, com cabernet sauvignon, cabernet franc e carménère
Cultivo
Haute Valeur Environnementale, nível 3, desde 2018; ISO 14001; conversão para o orgânico iniciada em 2020
Adega
Colheita à mão; parte das uvas fermentada em barricas de 500 litros; malolática em carvalho novo; 12 a 15 meses em barrica; ânforas desde 2020
Produção
Cerca de 90.000 garrafas
Vinhos
Château Boutisse; Baron de Boutisse
Na história
20 hectares com 35 tonneaux em 1897 e 90 em 1908

Fontes: Château Boutisse, a história · Château Boutisse, o vinhedo · Château Boutisse, as adegas · Château Boutisse, a ficha de imprensa · Xavier Milhade Wines, as propriedades · Conseil des Vins de Saint-Émilion, Château Boutisse · Institut National de l’Origine et de la Qualité, a classificação de Saint-Émilion de 2022

O registro

O Château Boutisse é Grand Cru Classé (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

Cru Classé

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