Château

Château Fombrauge

Um Saint-Émilion de quase 60 hectares, com uma história que remonta ao século XV, fora de todas as listas até 2012 e nas mãos de Bernard Magrez desde 1999.

Classificação
Grand Cru Classé (2022)

O château

O nome vem de fons brogier, uma fonte na urze. Jacques de Canolle era senhor de Fombrauge no século XV, e Pierre de Canolle plantou as primeiras vinhas em 1575; um relógio de sol de 1679 ainda marca as horas no pátio. Ferdinand de Taffard comprou a propriedade em 1808. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, a puseram entre os segundos crus da sua própria hierarquia de Saint-Émilion por mais de 50 anos, e as entradas parecem uma crônica de família: de Taffard Saint-Germain com 50 a 70 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) em 1868, um Canolle em 1883, Mme Azevedo em 1897, o barão de Romeuf com 80 tonneaux em 1908. O vinhedo foi refeito em 1910 e 1911 pelo homem que tinha feito o Pavie-Macquin, e em 1922 o guia já tinha subido o Fombrauge para os seus primeiros crus.

Alain Bygodt e o filho, Charles, o compraram em 1936 e modernizaram as adegas; a empresa dinamarquesa Hans Just o teve a partir de 1987, e Bernard Magrez o comprou em 1999. Apesar de toda a atenção dos guias antigos, o Fombrauge não estava em nenhuma classificação oficial de Saint-Émilion antes de 2012, quando foi promovido a Grand Cru Classé; a lista de setembro de 2022 o confirmou.

O vinhedo chega a quase 60 hectares em Saint-Christophe-des-Bardes, em 2 blocos de argila e calcário e molassa de Fronsac que sobem a cerca de 75 metros, plantados a 6.600 pés por hectare, com ampla maioria de merlot e um pouco de cabernet franc. A adega tem cubas de madeira, inox e cimento. Ao lado do primeiro vinho há o Magrez Fombrauge, criado com a safra 2000: 3 hectares e meio de vinhas de 60 a 70 anos, com o vinho fermentado e envelhecido em carvalho francês novo e em jarras de terracota de 200 a 450 litros. O Prélude de Fombrauge é o segundo vinho, e um branco é vendido como Château Magrez Fombrauge Blanc desde 2011. Desde 2010 as garrafas levam gravação e tinta invisível contra a falsificação. O 2019, que provei em setembro de 2026, era Saint-Émilion flagrado em plena floração: uma grande safra usada com leveza, toda fruta e sol.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Christophe-des-Bardes
Classificação
Grand Cru Classé, 2012 e 2022; fora de todas as listas antes de 2012
Proprietário
Bernard Magrez, desde 1999
Vinhedo
Quase 60 hectares em 2 blocos, a até cerca de 75 metros de altitude; 6.600 pés por hectare
Solo
Argila e calcário e molassa de Fronsac
Uvas
Ampla maioria de merlot, com cabernet franc
Adega
Cubas de madeira, inox e cimento
Vinhos
Château Fombrauge; Prélude de Fombrauge; Magrez Fombrauge, desde a safra 2000; Château Magrez Fombrauge Blanc, desde 2011
O pátio
Um relógio de sol de 1679
Na história
Segundo cru dos guias a partir de 1868, 50 a 80 tonneaux; entre os seus primeiros crus em 1922

Fontes: Association des Grands Crus Classés de Saint-Émilion, Château Fombrauge · Conseil des Vins de Saint-Émilion, Château Fombrauge · Conseil des Vins de Saint-Émilion, a classificação de 2022, kit de imprensa · Guto Assumpção no Instagram, uma degustação de 7 vinhos, 18 de setembro de 2026

O registro

O Château Fombrauge é Grand Cru Classé (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

Cru Classé

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