Château

Clos de l’Oratoire

As melhores parcelas do Peyreau, separadas e classificadas Grand Cru Classé em 1969, nas mãos da família von Neipperg desde os anos 1970 e orgânicas a partir da safra 2020.

Classificação
Grand Cru Classé (2022)
No Instagram
@neipperg.france

O château

O Clos de l’Oratoire foi recortado de uma propriedade maior. A família Beylot, de Libourne, formou a propriedade em meados do século XIX, e os velhos livros conhecem a terra como Peyreau: Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, davam ao Peyrau de Beylot 25 a 35 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) em 1868, número que incluía vinhas do outro lado da divisa, em Saint-Christophe-des-Bardes; em 1897 Féret atribuía a Charles Beylot 52 hectares, 25 deles plantados, alguns entre os primeiros crus, e punha o vinho entre os 1os e os 2os crus; em 1908 o Peyreau produzia 100 tonneaux. Mais tarde as melhores parcelas foram separadas do Peyreau, e a revisão de 1969 as classificou, como Clos de l’Oratoire, Grand Cru Classé. O Clos manteve a categoria em todas as revisões desde então, até a lista aprovada em setembro de 2022.

Joseph-Hubert, conde von Neipperg, entrou como sócio em 1972, e o filho dele, Stephan, comprou a parte dos demais investidores em 1991. Stéphane Derenoncourt é o consultor desde os anos 1990. O vinhedo tem cerca de 13 hectares na encosta nordeste de Saint-Émilion, argila e calcário com molassa de Fronsac no alto e argila com areia no pé, com 5.500 a 7.500 pés por hectare, vinhas de 35 anos em média e cerca de 4 partes de merlot para 1 de cabernet franc. A conversão para o orgânico começou em abril de 2017, e o 2020 é a primeira safra certificada, pela Bureau Veritas. O vinho fermenta em bagas inteiras em cubas de madeira, com pigeage pneumática, fica perto de 1 mês em cuba, faz a malolática em barrica e é envelhecido sobre as borras finas. Há 1 vinho e nenhum segundo.

O 2000 mostra o que o lugar faz com o tempo. Provei o vinho em agosto de 2024, numa prova de 7 vinhos, e ele empatou como vinho da noite com o Château Ducru-Beaucaillou 2008 e o Château Gazin 1989: cor granada, toffee, frutas secas e ameixa madura, tudo muito bem integrado.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Émilion, na encosta nordeste
Classificação
Grand Cru Classé, de 1969 a 2022
Proprietário
Stephan, conde von Neipperg; sócio com a família a partir de 1972, único dono a partir de 1991
Consultor
Stéphane Derenoncourt, desde os anos 1990
Vinhedo
Cerca de 13 hectares; 5.500 a 7.500 pés por hectare; vinhas de 35 anos em média
Solo
Argila e calcário com molassa de Fronsac no alto da encosta; argila com areia no pé
Uvas
Cerca de 4 partes de merlot para 1 de cabernet franc
Cultivo
Orgânico; conversão a partir de abril de 2017, certificado pela Bureau Veritas a partir da safra 2020
Adega
Bagas inteiras em cubas de madeira; pigeage pneumática; perto de 1 mês em cuba; malolática em barrica; borras finas
Vinhos
Clos de l’Oratoire; sem segundo vinho
Na história
A terra do Peyreau: 52 hectares, 25 plantados, entre os 1os e os 2os crus em 1897

Fontes: Vignobles Comtes von Neipperg, Clos de l’Oratoire · Agence Bio, o registro nacional de operadores orgânicos · Conseil des Vins de Saint-Émilion, a classificação de 2022, kit de imprensa · Decanter, Stephan von Neipperg, nascido para o solar · Guto Assumpção no Instagram, uma degustação de 7 vinhos, 30 de agosto de 2024 · Guto Assumpção no Instagram, Clos de l’Oratoire 2000, 6 de setembro de 2024

O registro

O Clos de l’Oratoire é Grand Cru Classé (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

1

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