Château

Château Trianon

Um Saint-Émilion no planalto sudoeste, batizado com o nome do Trianon de Versalhes e refeito a partir de 2001 por Dominique Hébrard, sócio do Cheval Blanc até a venda de 1999.

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O château

A história do Trianon começa no século XVII, com um conselheiro de Luís XIV que trabalhava esta terra e chamava o vinho de Saint-Émilion de néctar dos deuses. No fim daquele século, notáveis de Libourne e de Saint-Émilion ergueram o château e lhe deram o nome do Trianon de Versalhes. No século XIX era uma casa de campo entre prados e vinhas, nas mãos das famílias Andrieu e Lecointre, e os livros do comércio a acompanharam: Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, listavam um pequeno cru em Trianon entre os 2es crus de Saint-Émilion a partir de 1883, em nome de G. Beurcq, com 20 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), e a partir de 1897 em nome dos Andrieu; Louis Andrieu fazia 15 tonneaux em 1908 e continuava lá em 1922. Até 1952 só havia 4 hectares de vinhas; depois, 6,5.

A família Lecointre o vendeu em dezembro de 2000 a Dominique Hébrard, sócio do Château Cheval Blanc até a venda de 1999, que a partir da safra 2001 replantou e drenou o vinhedo e construiu uma nova sala de cubas e uma nova adega de barricas. Em 20 de fevereiro de 2017, Michel Ohayon, dono da Financière Immobilière Bordelaise, passou a acionista majoritário; Hébrard continuou como sócio e diretor. Alizée Huet é a mestre de adega desde 2015, e Hubert de Boüard presta consultoria.

O domínio tem 16 hectares, 14,5 deles de vinhas, em argila arenosa sobre crosta de ferro, com cascalho vermelho na superfície de algumas parcelas. O plantio é sobretudo de merlot, com cabernet franc, cabernet sauvignon e um pouco de carmenère, uva antiga de Bordeaux hoje rara na região. As uvas chegam por gravidade e são selecionadas em mesas, as cubas são de inox e de concreto com controle de temperatura, algumas em cone invertido, e o vinho envelhece em 2 adegas semienterradas e climatizadas, em barricas de 7 tanoarias. A propriedade recebeu a certificação Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), nível 3, em 16 de março de 2020, e a ISO 14001 em 12 de agosto de 2020. Além do Château Trianon, faz Le Petit Trianon, o Pavillon de Trianon em tinto, branco e rosé, e o Madame de Montespan.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Émilion, o planalto sudoeste
Classificação
Sem classificação
Proprietários
Financière Immobilière Bordelaise, de Michel Ohayon, acionista majoritária desde 20 de fevereiro de 2017; Dominique Hébrard, sócio desde dezembro de 2000
Direção
Dominique Hébrard; Alizée Huet, mestre de adega, desde 2015
Consultor
Hubert de Boüard
Vinhedo
14,5 hectares de vinhas num domínio de 16
Solo
Argila arenosa sobre crosta de ferro; cascalho vermelho em algumas parcelas
Uvas
Sobretudo merlot; cabernet franc, cabernet sauvignon, um pouco de carmenère
Cultivo
Haute Valeur Environnementale, nível 3, desde 16 de março de 2020; ISO 14001, desde 12 de agosto de 2020
Adega
Gravidade; mesas de seleção; cubas de inox e de concreto; barricas de 7 tanoarias
Vinhos
Château Trianon; Le Petit Trianon; Pavillon de Trianon, tinto, branco e rosé; Madame de Montespan
Na história
Um 2e cru de Saint-Émilion nos livros do comércio, de 1883 a 1922; da família Andrieu a partir de 1897

Fontes: Château Trianon, a história · Château Trianon, o vinhedo · Château Trianon, o saber-fazer · Château Trianon, a equipe · Château Trianon · Château Trianon, a loja

O registro

O Château Trianon está na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

Cru Classé

Somente por convite.

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