Château

Château de Pressac

A casa onde se assinou em 1453 a rendição que encerrou a Guerra dos Cem Anos na Aquitânia, e o chão que deu ao malbec o seu antigo nome local: um Grand Cru Classé desde 2012.

Classificação
Grand Cru Classé (2022)
No Instagram
@chateaudepressac

O château

O Pressac olha, de Saint-Étienne-de-Lisse, para a planície onde se travou a batalha de Castillon, em 1453, e foi nesta casa que se assinou a rendição que encerrou a Guerra dos Cem Anos na Aquitânia. A propriedade deixou sua marca também no vinhedo. No século XVIII um proprietário trouxe do Quercy a casta que Bordeaux chama de malbec e as normas oficiais das denominações chamam de cot, e dali em diante ela ficou conhecida como noir de Pressac. Maximin Josselin comprou a propriedade em 1860 e a reconstruiu em estilo neogótico; é a casa que está de pé hoje. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o davam com 50 a 60 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) em 1868, e em 1897 os herdeiros, Fernand e Maximin Josselin, já produziam 120. Em 1922 o mesmo guia encontrou ainda de pé o portão, o fosso, os muros e as torres do velho castelo, e 35 hectares de vinhas replantados por inteiro com castas finas enxertadas em pé americano.

Jean-François e Dominique Quenin compraram o Pressac em 1997 e trataram de reerguê-lo. Os terraços do terreno mais íngreme, abandonados havia muito tempo, foram refeitos em 1999, o mesmo ano da adega de vinificação; uma segunda adega veio em 2012 e, em 2017, uma 3ª sala de cubas e uma segunda adega de envelhecimento, esta sob um telhado plantado para os polinizadores. A subida aparece na classificação: fora de todas as listas de Saint-Émilion até então, o Pressac foi promovido a Grand Cru Classé em 2012 e confirmado na lista de setembro de 2022.

Os 36 hectares formam 1 bloco contínuo voltado para o sul: argila e calcário ricos em ferro por cima, sobre calcário de astéries, e abaixo calcário alterado, calcário arenoso e uma argila cheia de ostras fósseis. Crescem aqui 6 castas, merlot, cabernet franc, cabernet sauvignon, carmenère, petit verdot e a própria noir de Pressac, de volta ao chão que lhe deu o nome. A propriedade tem a certificação Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), nível 3. A uva é colhida à mão, selecionada por densidade e desce por gravidade para cubas de concreto, inox e madeira, e Yannick Reyrel é o diretor técnico. O Château Tour de Pressac é o segundo vinho; o La Rosée du Château de Pressac, um rosé de Bordeaux, fermenta em barricas de acácia.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Étienne-de-Lisse
Classificação
Grand Cru Classé, 2012 e 2022; fora de todas as listas antes de 2012
Proprietários
Jean-François e Dominique Quenin, desde 1997
Direção
Yannick Reyrel, diretor técnico
Vinhedo
36 hectares em 1 bloco voltado para o sul; terraços no terreno mais íngreme, refeitos em 1999
Solo
Argila e calcário ricos em ferro sobre calcário de astéries, calcário alterado, calcário arenoso e argila com ostras fósseis
Uvas
Merlot, cabernet franc, cabernet sauvignon, carmenère, petit verdot, noir de Pressac
Cultivo
Haute Valeur Environnementale, nível 3
Adega
Adegas de 1999, 2012 e 2017; colheita à mão; seleção por densidade; gravidade; concreto, inox e madeira
Vinhos
Château de Pressac; Château Tour de Pressac; La Rosée du Château de Pressac
Na história
A rendição que encerrou a Guerra dos Cem Anos na Aquitânia assinada aqui em 1453; 120 tonneaux em 1897

Fontes: Château de Pressac, ao longo dos séculos · Château de Pressac, a terra · Château de Pressac, o trabalho do ano · Château de Pressac, os vinhos · Association des Grands Crus Classés de Saint-Émilion, Château de Pressac · Institut National de l’Origine et de la Qualité, a classificação de Saint-Émilion de 2022

O registro

O Château de Pressac é Grand Cru Classé (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

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