Château

Château Monbousquet

A propriedade da planície que Gérard Perse comprou em 1993, antes do Pavie, e que passou de simples Saint-Émilion Grand Cru a Grand Cru Classé em 2006.

Classificação
Grand Cru Classé (2022)

O château

Jacques de Gères construiu a casa em 1648. O Monbousquet fica fora do calcário, na planície de Saint-Sulpice-de-Faleyrens, e os velhos guias nunca o puseram entre os crus da encosta. Em 1868 Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o listaram entre apenas 3 adegas importantes que faziam o que o comércio chamava de sables Saint-Émilion, do conde de Vassal-Montviel, com 70 a 100 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), e notaram que esses vinhos eram vendidos 25% abaixo dos primeiros crus de Saint-Émilion. O conde o tinha comprado em 1858, quando havia pouco vinhedo, e o plantou com as melhores castas do Médoc.

A família Querre teve o Monbousquet a partir de 1945 e o vendeu em 1993 a Gérard e Chantal Perse. Foi o primeiro vinhedo de Perse; ele comprou o Pavie-Decesse em 1997 e o Pavie em 1998. O Monbousquet não esteve em nenhuma das classificações de 1955, 1969, 1986 ou 1996, e a lista de 2006 o promoveu, 1 das apenas 6 propriedades elevadas a Grand Cru Classé naquele ano. Quando a justiça anulou aquela lista, a lei de 2009 protegeu as propriedades promovidas, e o Monbousquet manteve a categoria que acabava de ganhar; foi confirmado em 2012 e 2022. Gérard Perse morreu em 19 de julho de 2025, e a propriedade continua com a família Perse.

O vinhedo tem 32 hectares: areia e argila arenosa ao norte, cascalho sobre areia ao sul, com uma camada de ferro entre 60 e 80 centímetros que segura a água longe das raízes; a terra passou por uma drenagem ambiciosa em 1998. É plantado com 60% de merlot, 30% de cabernet franc e 10% de cabernet sauvignon, a 5.500 pés por hectare, com vinhas de 40 anos em média, e há ainda 1 hectare de branco. O vinho fermenta em pequenas cubas de inox e em carvalho, faz a malolática em barrica e passa cerca de 20 meses em carvalho francês, metade novo. O Angélique de Monbousquet é o segundo vinho.

De relance

Denominação
Saint-Émilion Grand Cru
Comuna
Saint-Sulpice-de-Faleyrens, na planície
Classificação
Grand Cru Classé, 2006, 2012 e 2022; sem classificação de 1955 a 1996
Proprietários
A família Perse, desde 1993
Vinhedo
32 hectares; 5.500 pés por hectare; vinhas de 40 anos em média; 1 hectare de branco
Solo
Areia e argila arenosa ao norte, cascalho sobre areia ao sul, camada de ferro entre 60 e 80 centímetros
Uvas
Merlot 60%, cabernet franc 30%, cabernet sauvignon 10%
Adega
Pequenas cubas de inox e carvalho; malolática em barrica; cerca de 20 meses em carvalho francês, metade novo
Vinhos
Château Monbousquet; Angélique de Monbousquet; um branco
A casa
Construída em 1648 por Jacques de Gères
Na história
Um cru das areias com 70 a 100 tonneaux em 1868

Fontes: Conseil des Vins de Saint-Émilion, a classificação de 2022, kit de imprensa · Wine Spectator, Gérard Perse, an obituary · INAO, Saint-Émilion grand cru: a classificação para a próxima década

O registro

O Château Monbousquet é Grand Cru Classé (2022), na denominação Saint-Émilion Grand Cru.

Saint-Émilion Grand Cru é uma denominação, não uma categoria. Um vinho pode ostentá-la sem ocupar lugar nenhum na classificação de Saint-Émilion.

Fonte: INAO, Saint-Émilion grand cru

Cru Classé

Somente por convite.

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