Tanoaria
Taransaud
Como ler
As maiúsculas marcam a sílaba forte. Todo “r” soa como o “rr” de “carro”. Ouça o áudio: ele é a referência.
Uma família de tanoeiros desde 1672, cuja tanoaria, fundada em 1940 e reconstruída em Merpins depois do incêndio de 1968, passou a fazer barricas de vinho ao lado dos tonéis de conhaque em 1988.
A casa
O primeiro Taransaud a virar tanoeiro o fez em 1672. Roger Taransaud se estabeleceu por conta própria em Juillac-le-Coq em 1932, se mudou para Cognac em 1937 e fundou a Tonnellerie Taransaud em 1940. A partir de 1944, trabalhando com os filhos Pierre e Jean, contratou aprendizes e tanoeiros e foi para o centro de Cognac. Um incêndio destruiu as oficinas em 15 de maio de 1968, e elas foram reconstruídas em Merpins, onde a casa já guardava a madeira e onde trabalha hoje.
Em 1972 a Taransaud virou subsidiária da Hennessy, a casa de conhaque. Jean Taransaud sucedeu o pai no comando em 1973 e dirigiu a empresa até morrer, em 1990; o seu Le livre de la tonnellerie, de 1976, ainda é citado na pesquisa sobre o carvalho e a tosta. Em 1988 a casa somou barricas de vinho aos tonéis de conhaque, começou a exportar e passou de 49 para 90 funcionários.
Henri de Pracomtal deixou a presidência da Hennessy em 1997 e, com a família, comprou de volta a Taransaud para o grupo deles, a Chêne & Cie. Em outubro de 2000, depois de 4 anos de trabalho conjunto, a Chêne & Cie e a consultoria australiana WineNet criaram a Taransaud Australasia, para a Austrália e a Nova Zelândia. Uma oficina em Beaune, para a Borgonha, abriu em 2000 e ganhou um prédio novo em 2012. Naquele mesmo ano a casa também construiu em Merpins uma oficina para a sua série limitada de barricas T5. Em 2011 o nome Ovum foi depositado nos Estados Unidos, para um ovo de 2.000 litros feito com a madeira de 300 árvores. Nicolas Tiquet-Lavandier é o diretor-geral desde 15 de junho de 2020, e desde 20 de outubro de 2021 o próprio grupo preside a casa. A Taransaud empregava 255 pessoas em 2025.
As barricas da Taransaud constam dos registros de grandes châteaux de Saint-Émilion. Na safra de 2022 o Château Cheval Blanc trabalhou sobretudo com 5 tanoeiros, a Taransaud entre eles, e o Château Laroque com 5, de novo com a Taransaud. Para a safra de 2023, o Château Canon trabalhou com 6, a Taransaud entre eles. São os registros daquelas 2 safras.
De relance
- Tipo
- Tanoaria
- Sede
- Merpins, perto de Cognac; Beaune
- Fundação
- 1940, por Roger Taransaud; tanoeiros desde 1672
- Proprietário
- Chêne & Cie, da família de Pracomtal, desde 1997
- Direção
- Nicolas Tiquet-Lavandier, diretor-geral
- Marcas
- Taransaud; Taransaud Beaune; T5
- No exterior
- Taransaud Australasia, para a Austrália e a Nova Zelândia, 2000
- No registro
- Cheval Blanc, safra 2022; Laroque, safra 2022; Canon, safra 2023
Fontes
- Livros e estudos
- Jean Taransaud, Le livre de la tonnellerie, 1976; Marie Courregelongue, Impact des opérations de chauffe sur la diversité aromatique du bois de chêne, 2021; Jeanne Lutun, Vinification et élevage à Château Cheval Blanc : élaboration du millésime 2022, 2023; Louis Quilain, Vinification, élevage et conditionnement au Château Laroque : élaboration du millésime 2022, 2023; Juliette Puche, Optimisation des fermentations malolactiques du château Canon, 2024
- Registros
- Tonnellerie Taransaud, SIREN 775 563 349 (Annuaire des Entreprises); Ficha da empresa, Tonnellerie Taransaud (Pappers); USPTO, marca OVUM da Tonnellerie Taransaud (79098408), 5 de maio de 2011
- Imprensa
- just-drinks, Tonnellerie Taransaud and WineNet establish local joint venture, October 17, 2000; Cocktail Wonk, Inside Cognac’s Tonnellerie Taransaud, 2018
- Publicações próprias
- Taransaud: Notre histoire, página inicial
Revisado em 10 de outubro de 2026. Como escolho as fontes
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