Château

Château Peyrabon

Uma casa de 4 torres em Saint-Sauveur cujo dono no século XIX vendia o vinho a preço de cru classificado e nunca ao comércio, comprada em 2022 pelos herdeiros Castéja, do Château Batailley.

Denominação
Haut-Médoc
Classificação
Cru Bourgeois Supérieur
No Instagram
@chateau_peyrabon

O château

O registro escrito mais antigo do Peyrabon é de 1766, e François Badimont deu à casa suas 4 torres em 1821. O grande personagem foi Arnaud Armand Roux, um negociante que enfrentou a classificação de 1855. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, põem o Peyrabon entre os crus bourgeois supérieurs em 1874, com A. Roux, numa nota em que contam ter visitado o vinhedo em 1871, provado várias safras na adega e concluído que podiam rivalizar com os crus superiores do Médoc. Em 1875 Roux já vendia seus vinhos aos preços dos crus classificados e contestava a classificação. De 1886 a 1922 o guia imprimiu o Peyrabon sob um título só dele, um cru nunca vendido ao comércio, e em 1922 acrescentou que Roux o tinha tornado conhecido na mais alta sociedade da Europa, onde era pago como os melhores crus classificados.

A família Babeau comprou parcelas do Château Liversan em 1977, Patrick Bernard, da Millésima, comprou a propriedade em 1998, e em setembro de 2022 os Héritiers Castéja, a família do Château Batailley e do Château Lynch-Moussas, a compraram do grupo Millésima. Xavier Michelet dirige a vinificação, com Éric Boissenot como consultor.

O vinhedo tem 36,57 hectares em Saint-Sauveur-en-Médoc, a poucos quilômetros de Pauillac, em 33 parcelas todas ao lado do château, sobre cascalho drenante do Garona assentado em argila. É plantado com 57% de cabernet sauvignon, 35% de merlot, 5% de cabernet franc e 3% de petit verdot, com 29 anos em média e as parcelas mais velhas acima de 70. O vinho fermenta parcela por parcela em cubas com controle de temperatura por 15 a 24 dias, faz a malolática em barrica e envelhece 14 meses, 25% em carvalho novo; a propriedade produz cerca de 120.000 garrafas por ano. O Château Pierbone é o segundo vinho, e o Château La Fleur Peyrabon, 5 hectares de Pauillac, é feito ao lado. Foi Cru Bourgeois Supérieur nas classificações de 2020 e de 2025.

De relance

Denominação
Haut-Médoc
Comuna
Saint-Sauveur-en-Médoc
Classificação
Cru Bourgeois Supérieur, 2020 e 2025
Proprietário
Héritiers Castéja, desde setembro de 2022; a Millésima a partir de 1998
Direção
Xavier Michelet
Consultor
Éric Boissenot
Vinhedo
36,57 hectares em 33 parcelas; vinhas de 29 anos em média
Solo
Cascalho do Garona sobre argila
Uvas
Cabernet sauvignon 57%, merlot 35%, cabernet franc 5%, petit verdot 3%
Adega
Parcela por parcela; malolática em barrica; 14 meses, 25% em carvalho novo
Produção
Cerca de 120.000 garrafas
Vinhos
Château Peyrabon; Château Pierbone, o segundo vinho; Château La Fleur Peyrabon, Pauillac
Na história
Um cru nunca vendido ao comércio, de 1886 a 1922

Fontes: Château Peyrabon · Château Peyrabon, o terroir · Château Peyrabon, o saber-fazer · Château Peyrabon, os vinhos · Château Peyrabon, o 2022 · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, Château Peyrabon · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2025 · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2020

O registro

O Château Peyrabon é Cru Bourgeois Supérieur, na denominação Haut-Médoc.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

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