Château

Château Citran

Uma antiga senhoria de Avensan cuja história passa pelas guerras da Vendeia: já foi um domínio de 600 hectares, é monumento histórico tombado desde 2012 e está com a família Merlaut desde 1996.

Denominação
Haut-Médoc

O château

O Citran foi senhoria muito antes de ser cru. Em 1789 pertencia ao senhor de Donissan, que morreu com o genro, o senhor de Lescure, nas guerras da Vendeia; a senhora de Lescure voltou ao Citran em 1795 e ali se casou com o primo, Louis de La Rochejaquelein, em 1802. A família Donissan de Citran o manteve até 1832, quando a última herdeira teve de vendê-lo a Clauzel, um homem de negócios ambicioso que traçou os limites atuais da propriedade e a pôs no mapa de Bordeaux.

O vinho já era conhecido: William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, traz o Citran em Avensan já nessa primeira edição, com 60 a 80 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas). Com os Clauzel, era um domínio enorme. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o classificaram cru bourgeois supérieur e em 1874 descreveram um domínio de cerca de 600 hectares, 120 deles de vinhas velhas em 2 grandes cercados, 1 de cascalho puro como as terras de Margaux e o outro de argila e calcário como as de Moulis, plantados com 3 quartos de cabernet sauvignon e 1 quarto de merlot, com colheitas de até 300 tonneaux. O château foi construído por volta de 1861 no lugar de um castelo cujos largos fossos ainda se viam. O Citran ganhou medalhas de ouro em Paris em 1878 e em Bordeaux em 1882 e 1907, mas em 1893 os herdeiros Clauzel já tinham dividido o domínio em 6 lotes iguais.

Os irmãos Miailhe o compraram em 1945 e o restauraram até 1987; um grupo japonês o comprou então e investiu pesado, e em 1996 a família Merlaut assumiu. O château é monumento histórico tombado desde 2012, e pavões passeiam pelo parque.

O vinhedo está em 2 blocos, 1 em volta do château e o outro mais acima, em volta do vilarejo, e algumas fileiras foram reorientadas para pegar mais sol. Cada parcela é cultivada conforme o que pede: umas de modo tradicional, outras com cobertura vegetal a cada 2 fileiras, e 1 terço do vinhedo em orgânico. Éric Boissenot prova com a equipe ao longo da vinificação. O grand vin (o primeiro vinho da propriedade) junta merlot, cabernet sauvignon e cabernet franc das melhores parcelas, envelhece 15 meses em barricas de tanoarias escolhidas, 1 terço novas, e é engarrafado no château. O segundo vinho é o Les Moulins de Citran, e há um rosé, o La Rosée de Citran.

De relance

Denominação
Haut-Médoc
Comuna
Avensan
Classificação
Sem classificação
Proprietários
A família Merlaut, desde 1996
Consultor
Éric Boissenot
Vinhedo
2 blocos, em volta do château e em volta do vilarejo
Uvas
Merlot, cabernet sauvignon, cabernet franc
Cultivo
Parcela por parcela; 1 terço do vinhedo em orgânico
Adega
15 meses em barrica, 1 terço novas; engarrafado no château
Vinhos
Château Citran; Les Moulins de Citran; La Rosée de Citran, um rosé
O château
Construído por volta de 1861; monumento histórico tombado desde 2012
Na história
Cru bourgeois supérieur de cerca de 600 hectares com os Clauzel em 1874

Fontes: Château Citran, a story · Château Citran, a land · Château Citran, a wine · Château Citran, visitas

O registro

O Château Citran está na denominação Haut-Médoc.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

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