Château
Château Liversan
Cerca de 50 hectares em 1 bloco em Saint-Sauveur, que os livros de 1855 chamavam de primeiro cru da comuna, nas mãos de um marquês, depois de um príncipe, e hoje conduzidos pela AdVini com um sócio chinês.
- Denominação
- Haut-Médoc
- Classificação
- Cru Bourgeois Supérieur
O château
No século XVIII o Liversan pertencia à família do marquês de Latresne, cavaleiros da Ordem de Malta, e desde aquele século está reunido ao Fonpiqueyre em 1 domínio em Saint-Sauveur, comuna vizinha de Pauillac. Ambos os livros publicados naquele ano sobre o Médoc o chamam de primeiro cru de Saint-Sauveur, e Armand d’Armailhacq, produtor de Pauillac cujo La culture des vignes, la vinification et les vins dans le Médoc era 1 deles, conta seus 25 hectares, numa elevação de cascalho fino, entre os quintos crus da sua própria classificação. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o trazem a partir de 1868 como um cru bourgeois vendido como os quintos crus e, a partir de 1874, como cru bourgeois supérieur, com Fleury-Ducasse, que ganhou com ele uma medalha de prata na exposição de Bordeaux de 1882; em 1922 tinha 54 hectares de vinhas.
Foi classificado Cru Bourgeois em 1932. O príncipe Guy de Polignac o assumiu em 1984, a família Lapalu o cultivou como arrendatária a partir de 1995, e em 2010 a Antoine Moueix Propriétés, do grupo AdVini, assumiu as propriedades dos Lapalu; desde julho de 2019 o Liversan faz parte de uma joint venture com o grupo chinês Changyu. Philippe Marchal é o diretor técnico e Stéphane Derenoncourt, o consultor. Cru Bourgeois em 2020, subiu a Cru Bourgeois Supérieur na classificação de 2025.
O vinhedo, de cerca de 50 hectares num só bloco, fica sobre cascalho arenoso e siltoso assentado em argila com cascalho, com calcário rico em fósseis em todo o subsolo. É plantado com 55% de merlot, 39% de cabernet sauvignon, 4% de cabernet franc e 2% de petit verdot, a 9.000 pés por hectare, e tem a certificação Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), nível 3, a partir da safra 2018. As uvas são colhidas à máquina, com seleção na própria colheitadeira, e fermentadas em inox com controle de temperatura, e o vinho envelhece de 12 a 14 meses: 1 quarto em barricas novas, 1 quarto em barricas de 1 vinho, 1 quarto em barricas de 2 vinhos e 1 quarto em inox. Les Charmes de Liversan, das vinhas mais jovens, é o segundo vinho.
De relance
- Denominação
- Haut-Médoc
- Comuna
- Saint-Sauveur
- Classificação
- Cru Bourgeois em 1932 e 2020; Cru Bourgeois Supérieur em 2025
- Operador
- Antoine Moueix Propriétés, AdVini, desde 2010; com a Changyu desde julho de 2019
- Direção
- Philippe Marchal, diretor técnico
- Consultor
- Stéphane Derenoncourt
- Vinhedo
- Cerca de 50 hectares em 1 bloco; 9.000 pés por hectare
- Solo
- Cascalho arenoso e siltoso sobre argila com cascalho; calcário rico em fósseis no subsolo
- Uvas
- Merlot 55%, cabernet sauvignon 39%, cabernet franc 4%, petit verdot 2%
- Cultivo
- Haute Valeur Environnementale, nível 3, a partir da safra 2018
- Adega
- Colhido à máquina; inox; 12 a 14 meses, 1 quarto em barricas novas, 1 quarto em inox
- Vinhos
- Château Liversan; Les Charmes de Liversan
- Na história
- O primeiro cru de Saint-Sauveur em 1855; vendido como os quintos crus a partir de 1868
Fontes: Antoine Moueix Propriétés, Château Liversan · AdVini, as propriedades de Bordeaux · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, Château Liversan · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2025 · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2020
O registro
O Château Liversan é Cru Bourgeois Supérieur, na denominação Haut-Médoc.
A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.
Cru Classé
Somente por convite.
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