Château
Château Lamothe-Bergeron
Um château Segundo Império de 1868 em terras que o Captal de Buch teve no século XIV, na primeira lista dos Crus Bourgeois, de 1932, e desde a safra 2024 produtor de branco além de tinto.
- Denominação
- Haut-Médoc
- Classificação
- Cru Bourgeois Supérieur
- No Instagram
- @lamothebergeron
O château
No século XIV o Lamothe pertencia ao Captal de Buch, e a história que se conta dele, que Charles Cocks e Édouard Féret ainda imprimiam na edição de 1922 de Bordeaux et ses vins, a obra de referência do comércio de Bordeaux, é que vendeu antecipadamente 10 colheitas do seu vinho para pagar um resgate. O nome Bergeron veio com François Jacques Marie de Bergeron, que viveu de 1760 a 1810. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, traz o Lamothe com Bergeron já nessa primeira edição, e em 1855 Armand d’Armailhacq, produtor de Pauillac que publicou naquele ano um livro sobre as vinhas e os vinhos do Médoc, põe o Lamothe de Mme veuve Bergeron, com 25 hectares, entre os bourgeois supérieurs de Cussac, atrás apenas do Lanessan.
Em 1868 Abdon d’Armana, cuja mulher, Caroline Le Quien de La Neufville, era sobrinha por casamento do último Bergeron, construiu o château atual no estilo Segundo Império, e com ele o vinho fez nome. Na exposição internacional de 1879 ganhou um diploma de medalha de ouro pelas safras 1874, 1875, 1877 e 1878, e a edição inglesa de Cocks e Féret, em 1883, lembrou o Moniteur Vinicole de agosto de 1878, que protestava porque um vinho tão excelente era apenas um cru bourgeois superior. Em 1922 o nome já vinha impresso Lamothe-de-Bergeron, com Daniel Exshaw, e 27 hectares que produziam de 60 a 70 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas). A propriedade esteve na primeira classificação dos Crus Bourgeois, em 1932. Um incêndio danificou o château em 1957, o negociante Mestrezat comprou a propriedade no início dos anos 1970, o château reabriu para visitas em 2015 depois de 18 meses de restauração, e em novembro de 2019 foi comprado pela CAPSSA, instituição de previdência mútua do pessoal da seguridade social.
Os 65 hectares ficam entre Margaux e Saint-Julien, um mosaico de terraços de cascalho e argila arenosa em volta do château, cascalho e seixos no planalto de Cussac, e marga e argila ao sul. Um plano de replantio lançado em 2021 vai até 2030 e mira 55% de cabernet sauvignon e 5% de petit verdot, com o merlot mantido nas parcelas mais frescas. 2 hectares de brancas foram plantados em 2022, e o primeiro branco, com 80% de sauvignon blanc, 16% de sémillon e 4% de muscadelle, é o 2024. Os tintos fermentam parcela por parcela em inox e concreto e envelhecem de 12 a 14 meses em barricas de 225 e 400 litros, com preferência pelas maiores. A propriedade tem as certificações Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas) e Terra Vitis, e foi Cru Bourgeois Supérieur nas classificações de 2020 e de 2025. Charles Lemoine é o diretor-geral, David Denechaud o diretor técnico e Julie Marenaud a mestre de adega.
De relance
- Denominação
- Haut-Médoc
- Comuna
- Cussac-Fort-Médoc
- Classificação
- Na primeira lista dos Crus Bourgeois, 1932; Cru Bourgeois Supérieur, 2020 e 2025
- Proprietário
- A CAPSSA, desde novembro de 2019
- Direção
- Charles Lemoine, diretor-geral; David Denechaud, diretor técnico; Julie Marenaud, mestre de adega
- Vinhedo
- 65 hectares; um plano de replantio de 2021 a 2030; 2 hectares de brancas plantados em 2022
- Solo
- Terraços de cascalho e argila arenosa; cascalho e seixos; marga e argila
- Cultivo
- Haute Valeur Environnementale; Terra Vitis
- Adega
- Parcela por parcela em inox e concreto; 12 a 14 meses em barricas de 225 e 400 litros
- Vinhos
- Château Lamothe-Bergeron, tinto e, desde 2024, branco; Demoiselles de Bergeron; Château Romefort
- A casa
- Um château Segundo Império de 1868, restaurado e reaberto em 2015
- Na história
- Diploma de medalha de ouro em 1879; 27 hectares com Daniel Exshaw em 1922
Fontes: Château Lamothe-Bergeron, a história · Château Lamothe-Bergeron, na vinha · Château Lamothe-Bergeron, na adega · Château Lamothe-Bergeron, a equipe · Château Lamothe-Bergeron, as certificações ambientais · Château Lamothe-Bergeron, nossos vinhos · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2025 · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2020
O registro
O Château Lamothe-Bergeron é Cru Bourgeois Supérieur, na denominação Haut-Médoc.
A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.
Cru Classé
Somente por convite.
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