Château

Château Rauzan-Ségla

A metade maior da propriedade dos Rauzan, de 1661, um segundo cru de Margaux dos Wertheimer, da Chanel, desde 1994 e com certificação orgânica a partir da safra 2024.

Denominação
Margaux
No Instagram
@chateaurauzansegla

O château

Pierre Desmezures de Rauzan comprou a Maison Noble de Gassies em 1661 e lhe deu o próprio nome. No século XVIII a propriedade foi dividida, e por isso 2 segundos crus de Margaux dividem um nome e aparecem lado a lado na lista de 1855; o Rauzan-Ségla é o maior dos 2. O comércio o avaliou cedo. André Jullien, o negociante de vinhos de Paris cuja Topographie de tous les vignobles connus, de 1816, passava em revista os vinhedos do mundo, abria sua segunda classe com o clos Rozan, cujos vinhos, escreveu, tinham todas as qualidades do Château Margaux sem ser tão perfeitos. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, já mostrava o terreno repartido entre 3 donos, de Ségla, Descage e Pelier, embora sua classificação ainda pusesse um único Rauzan entre os segundos; a edição de 1845 imprimiu as 2 metades com os nomes de hoje, Rauzan de Ségla com 40 a 50 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) e Rauzan Gassies com 30 a 40.

O grupo Chanel, da família Wertheimer, comprou a propriedade em 1994 e a mantém até hoje; em 2011 ela completou 350 anos. Nicolas Audebert a dirige. O vinhedo fica num terraço do Quaternário de argila e cascalho dividido em 3 terrenos, argilo-calcaires, graves profondes e graves fines. Soma 70 hectares, com 53% de cabernet sauvignon, 43% de merlot, 3% de petit verdot e 1% de cabernet franc, e tem certificação orgânica a partir da safra 2024. São cerca de 100.000 garrafas por ano, que envelhecem 18 meses em carvalho, metade novo, e o Ségla é o segundo vinho.

Mesmo num ano difícil a casa mantém a linha. O 2021, que provei em novembro de 2025, veio de uma safra fria e ainda assim deu aromas vivos, estrutura fina e uma elegância fiel a Margaux.

De relance

Denominação
Margaux
Classificação
Deuxième Cru Classé 1855; Guia MICHELIN, 1 uva (2026)
Proprietário
O grupo Chanel, da família Wertheimer, desde 1994
Direção
Nicolas Audebert
Vinhedo
70 hectares
Solo
Um terraço do Quaternário de argila e cascalho: argilo-calcaires, graves profondes, graves fines
Uvas
Cabernet sauvignon 53%, merlot 43%, petit verdot 3%, cabernet franc 1%
Cultivo
Certificação orgânica a partir da safra 2024
Adega
18 meses em carvalho, 50% novo
Produção
Cerca de 100.000 garrafas por ano
Vinhos
Château Rauzan-Ségla; Ségla
Na história
À frente da segunda classe de Jullien em 1816; impresso separado do Rauzan-Gassies a partir de 1845

Fontes: Château Rauzan-Ségla, a propriedade · Château Rauzan-Ségla, terroir · Union des Grands Crus de Bordeaux, Rauzan-Ségla · CIVB, as classificações de 1855 · iDealwine, Château Rauzan-Ségla · Domaines Quié, Château Rauzan-Gassies · Guto Assumpção no Instagram, Château Rauzan-Ségla 2021, 2 de novembro de 2025

O registro

O Château Rauzan-Ségla é Deuxième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Margaux.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Na primeira seleção de Bordeaux do Guia MICHELIN, anunciada em 8 de setembro de 2026, recebeu 1 uva, o símbolo do guia, de 3 possíveis, 1 dos 37 châteaux nesse patamar.

Fontes: Conseil des Grands Crus Classés en 1855 · Guia MICHELIN, seleção de Bordeaux

Cru Classé

Somente por convite.

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Degustações

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Nas notícias

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  1. 6 de abr. de 2026

    Uma nova identidade para os vinhedos da Chanel

    A Chanel está reunindo suas 4 propriedades vitivinícolas sob a identidade comum “Les Vignobles”: Château Rauzan-Ségla, Château Canon, Château Berliquet e Domaine de l'Ile, preservando a individualidade de cada propriedade.

    Fonte: terredevins.com Propriedades e Pessoas

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