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Château Lascombes

Um segundo cru de Margaux de 130 hectares, comprado em 2022 por um grupo de Napa e feito desde a colheita de 2023 por Axel Heinz, que veio do Ornellaia e do Masseto.


O château

O Lascombes tira o nome de Antoine, Chevalier de Lascombes, que o teve no século XVII, e as primeiras vinhas foram plantadas em 1681. Antes de 1855 sua posição mudava a cada edição. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, o fez terceiro cru naquele ano, com 10 a 20 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas); André Jullien o fez segundo em 1832, com 50 a 70; Franck ainda o dava como terceiro em 1845 e como segundo em 1853, e os corretores o mantiveram ali. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, anotaram em 1868 que ele já tinha sido unido ao Durfort, e citaram a revista Le Producteur de 1838 sobre suas vinhas velhas, castas muito boas e terreno precioso, que davam vinhos “de uma qualidade tão superior que podem rivalizar com o Château Margaux”.

Desde 1952 a propriedade mudou de mãos 3 vezes. Alexis Lichine, o negociante e escritor que também deu nome ao Prieuré-Lichine, liderou um grupo de investidores que o comprou em 1952. A seguradora médica francesa MACSF o comprou em 2011 e em 2022 o vendeu à Lawrence Wine Estates, o grupo de Napa de Gaylon Lawrence, com Carlton McCoy. Axel Heinz chegou do Ornellaia e do Masseto a tempo da colheita de 2023, como enólogo e diretor executivo, com a missão de fazer um Margaux clássico, charmoso e prazeroso, e de trazer o grand vin (o primeiro vinho da propriedade) de volta ao núcleo histórico do vinhedo.

A propriedade soma 130 hectares, com 48% de cabernet sauvignon, 48% de merlot, 3% de petit verdot e 1% de cabernet franc, sobre argila e calcário, argila e cascalho, e cascalho. O Chevalier de Lascombes, segundo vinho, vem das parcelas mais afastadas, e o Le Haut-Médoc de Lascombes é o terceiro. Os novos donos acrescentaram o La Côte, feito pela primeira vez em 2022: um merlot puro de uma parcela de 5 hectares onde um veio de argila azul corta o calcário.

De relance

Denominação
Margaux
Classificação
Deuxième Cru Classé 1855
Proprietários
Lawrence Wine Estates, a família Lawrence, com Carlton McCoy, desde 2022
Direção
Axel Heinz, enólogo e diretor executivo, desde a colheita de 2023
Vinhedo
130 hectares
Solo
Argila e calcário, argila e cascalho, cascalho
Uvas
Cabernet sauvignon 48%, merlot 48%, petit verdot 3%, cabernet franc 1%
Vinhos
Château Lascombes; Chevalier de Lascombes; Le Haut-Médoc de Lascombes; La Côte, 100% merlot, desde 2022
Na história
Terceiro cru para Franck em 1824 e 1845, segundo para Jullien em 1832; o grupo de Alexis Lichine a partir de 1952; MACSF, de 2011 a 2022

Fontes: Château Lascombes, a propriedade · Château Lascombes, o grand vin · Union des Grands Crus de Bordeaux, Lascombes · CIVB, as classificações de 1855 · Decanter, Lascombes vendido à Lawrence Wine Estates · Decanter, Axel Heinz deixa a Ornellaia pelo Lascombes · Château Lascombes, o Chevalier de um terroir histórico · Château Lascombes, a transatlantic love story · Château Lascombes, a visão · Château Lascombes, os vinhos · Château Lascombes, La Côte · MACSF, comunicado à imprensa sobre o Château Lascombes

O registro

O Château Lascombes é Deuxième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Margaux.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

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