Château

Château Boyd-Cantenac

Um terceiro cru de Cantenac que perdeu suas construções em 1929, é da família Guillemet desde 1932 e é feito pelo próprio dono, sem enólogo consultor, uma raridade entre os crus classificados.

Denominação
Margaux

O château

O Boyd e o Cantenac Brown foram 1 propriedade antes de serem 2, e a divisão explica por que o nome na lista de 1855 é Boyd. A categoria era mais velha que a lista: o corretor Labadie já o tinha feito terceiro cru de Cantenac em 1776, 79 anos antes. Os anos seguintes foram menos generosos. Do fim do século XIX até por volta de 1921 o Boyd-Cantenac quase não existiu como vinho, e a colheita ia para outras garrafas no tempo do dono, Abel Laurent. A família Ginestet, negociantes de Bordeaux que então eram donos do Château Margaux, o comprou em 1929, vendeu as construções ao Château Margaux, o que deixou o cru sem adega própria, e em 1932 vendeu as vinhas aos Guillemet. A empresa que o detém ainda tem sede no Château Pouget, o quarto cru que a mesma família tinha comprado em 1906.

Lucien Guillemet, enólogo e engenheiro agrônomo, conduz o Boyd-Cantenac e o Pouget desde 1996, hoje com o sobrinho, Olivier Salques, e faz o vinho ele mesmo. O vinhedo tem 17 hectares de cascalho silicoso e arenoso com muito pouca argila, a 10.000 pés por hectare, com vinhas de 38 anos em média, plantadas com 60% de cabernet sauvignon, 25% de merlot, 8% de cabernet franc e 7% de petit verdot. A fermentação é em inox e concreto, e o vinho passa de 12 a 18 meses em carvalho francês. A propriedade não usa adubo químico, trocou os inseticidas pela confusão sexual no começo dos anos 2000 e mantém uma área úmida protegida. Não é membro da Union des Grands Crus, e por isso fica de fora das grandes degustações. O La Croix de Boyd-Cantenac e o Jacques Boyd, feito desde 1997, são os segundos vinhos.

O estilo é fiel a Margaux: perfumado e sedoso, mais finura que potência. O 1999, que provei em setembro de 2025, veio de uma safra irregular que foi boa para Margaux, e se mostrou acessível e cheio de charme.

De relance

Denominação
Margaux
Comuna
Cantenac
Classificação
Troisième Cru Classé 1855
Proprietários
A família Guillemet, desde 1932
Direção
Lucien Guillemet, desde 1996, com o sobrinho, Olivier Salques; sem enólogo consultor
Vinhedo
17 hectares; 10.000 pés por hectare; vinhas de 38 anos em média
Solo
Cascalho silicoso e arenoso com muito pouca argila
Uvas
Cabernet sauvignon 60%, merlot 25%, cabernet franc 8%, petit verdot 7%
Cultivo
Sem adubo químico; confusão sexual no lugar de inseticidas; uma área úmida protegida
Adega
Inox e concreto; 12 a 18 meses em carvalho francês
Vinhos
Château Boyd-Cantenac; La Croix de Boyd-Cantenac; Jacques Boyd, desde 1997
A casa
Sem construções próprias desde 1929; a empresa tem sede no Château Pouget
Na história
Terceiro cru de Cantenac para o corretor Labadie em 1776

Fontes: Château Boyd-Cantenac, a propriedade · Decanter China, Château Boyd-Cantenac · The Wine Doctor, Boyd-Cantenac · Guto Assumpção no Instagram, Château Boyd-Cantenac 1999, 24 de setembro de 2025

O registro

O Château Boyd-Cantenac é Troisième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Margaux.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

Também aparece em

Degustações

2

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