Château

Château La Tour de Bessan

Um Margaux de 35,65 hectares que leva o nome de uma torre do século XIII em Soussans, comprado por Lucien Lurton em 1972 e dirigido pela filha dele, Marie-Laure Lurton, desde 1992.

Denominação
Margaux

O château

O nome vem de uma torre: um torreão quadrado construído em Soussans no século XIII, o que resta de um sítio fortificado que já foi sede de uma baronia. Quando Charles Cocks descreveu Soussans em 1850, e Cocks e Édouard Féret de novo em 1868 no Bordeaux et ses vins, a obra de referência do comércio de Bordeaux, a torre estava sem telhado sobre o seu monte, no meio de um bosque fechado; foi restaurada em 2020. O vinhedo é mais novo que a torre. Aparece no guia pela primeira vez em 1893, como La Tour-Bessan, de J. Feuillerat, com 150 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), 1 de 2 vinhedos feitos nos prados do Château La Tour-de-Mons. Em 1922 era de Pierre-J. Dubos, do La Tour-de-Mons, e a nota elogiava as vinhas no palus, a terra aluvial junto ao rio, plantadas com castas de primeira escolha e que davam vinhos procurados na sua categoria.

Lucien Lurton comprou da família Clauzel, em 1972, a torre e os vinhedos em volta, e em 1992 a filha dele, Marie-Laure Lurton, assumiu. As adegas, a sala de barricas e a sala de degustação ficam num prédio de 1934 que o arquiteto Vincent Defos du Rau reformou, obra concluída em 1999. Jean-Luc Brégille é o mestre de adega desde 2000, Habib Achenglil cuida do vinhedo e Éric Boissenot é o enólogo consultor.

Os 35,65 hectares se espalham por 3 comunas da denominação Margaux, Soussans, Arsac e Margaux-Cantenac, sobre cascalho dos Pireneus com mais ou menos argila de 1 bloco para outro. As vinhas, de cabernet sauvignon e merlot, têm 25 anos em média e estão plantadas a 6.660 a 7.760 pés por hectare, e o petit verdot chegou em 2012 para ampliar as possibilidades do corte. A propriedade tem Terra Vitis desde 2003, renovado todo ano, e Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), nível 3. Cada cuba recebe a maceração que pede, de 15 a 25 dias, e o vinho é envelhecido em tanques de inox e em cubas de carvalho de 40 hectolitros. O segundo vinho, Le Page de La Tour de Bessan, é envelhecido sobretudo em inox. Provei o Le Page 2015, com 82% de cabernet sauvignon e 18% de merlot, junto à fogueira numa noite fria de fevereiro de 2026: um Margaux com clareza e charme, taninos polidos, generoso e acolhedor, com frescor suficiente para chamar a taça seguinte.

De relance

Denominação
Margaux
Comuna
Soussans, Arsac e Margaux-Cantenac
Classificação
Sem classificação
Proprietária
Marie-Laure Lurton, desde 1992; comprado por Lucien Lurton em 1972
Direção
Jean-Luc Brégille, mestre de adega, desde 2000; Habib Achenglil, vinhedo
Consultor
Éric Boissenot
Vinhedo
35,65 hectares; 6.660 a 7.760 pés por hectare; vinhas de 25 anos em média
Solo
Cascalho dos Pireneus com mais ou menos argila
Uvas
Cabernet sauvignon e merlot; petit verdot desde 2012
Cultivo
Terra Vitis desde 2003; Haute Valeur Environnementale, nível 3
Adega
Maceração de 15 a 25 dias; tanques de inox e cubas de carvalho de 40 hectolitros
Vinhos
Château La Tour de Bessan; Le Page de La Tour de Bessan
A torre
Um torreão quadrado do século XIII em Soussans, restaurado em 2020

Fontes: Vignobles Marie-Laure Lurton, Château La Tour de Bessan · Vignobles Marie-Laure Lurton, a equipe · Vignobles Marie-Laure Lurton, Le Page de La Tour de Bessan · Château La Tour de Bessan, fiche technique 2025 · Guto Assumpção no Instagram, Le Page de La Tour de Bessan 2015, 2 de fevereiro de 2026

O registro

O Château La Tour de Bessan está na denominação Margaux.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

1

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