Château
Château Giscours
Um terceiro cru de Margaux em grande escala, fundado por um negociante de tecidos de Bordeaux em 1552, feito palácio neoclássico no século XIX e hoje conduzido pelos filhos de Eric Albada Jelgersma.
- Denominação
- Margaux
- No Instagram
- @chateaugiscours
O château
O Giscours começou com um comerciante. Em 1552 Pierre de Lhomme, rico negociante de tecidos de Bordeaux, comprou a casa nobre chamada Guyscoutz, formou uma propriedade em volta dela e plantou as primeiras vinhas, numa terra cuja história vem do século XIV. Já estava entre os crus classificados do Médoc quando Cyrus Redding, o escritor inglês cujo A History and Description of Modern Wines saiu em 1833, os percorreu. O século XIX o engrandeceu: com os Promis, os Pescatore e os Cruse, o château virou um palácio neoclássico, Eugène Bühler desenhou um parque de árvores raras e subiram imensos edifícios de trabalho, entre eles a Fazenda Suzanne. Depois da Segunda Guerra Mundial Nicolas Tari assumiu a propriedade e reorganizou seus 300 hectares.
Eric Albada Jelgersma, empresário holandês, amante do vinho e colecionador de arte, a comprou em 1995, reestruturou o vinhedo e reformou a adega; quando ele morreu, em 2018, os filhos Dennis, Derk e Valérie assumiram. Alexander Van Beek é o diretor-geral, Didier Foret o diretor técnico, Denis Uteau o mestre de adega e Ahmed Jaayjaa o enólogo, que também cuida da horta. O vinhedo cobre 100 hectares em Margaux, dentro de 160 no total, com 70% de cabernet sauvignon, 24% de merlot, 3% de cabernet franc e 3% de petit verdot; o grand vin (o primeiro vinho da propriedade) de 2024 tem 60% de cabernet sauvignon, 31% de merlot, 6% de cabernet franc e 3% de petit verdot. Mais da metade do vinhedo é cultivada de forma orgânica, e há 10 anos não se usam herbicidas, inseticidas nem produtos nocivos aos trabalhadores: aveia e cevada crescem entre as fileiras, a terra em pousio descansa sob centeio, ervilhaca e trevo, a confusão sexual controla as pragas e quase 800 metros de sebes foram plantados desde 2020. São cerca de 250.000 garrafas, que envelhecem 17 meses em carvalho, metade novo, e La Sirène de Giscours é o segundo vinho.
O Giscours aguenta companhia de peso. Provei o 2005 em junho de 2025 num jantar que também serviu o Château Margaux e o Château Palmer, e ele foi o vinho da noite: nariz intenso, quase doce, ameixa, fruta negra, terra, couro, sálvia e violeta, encorpado, com estrutura firme, taninos integrados e final longo, tudo o que se espera de uma grande propriedade aos 20 anos.
De relance
- Denominação
- Margaux
- Classificação
- Troisième Cru Classé 1855; Guia MICHELIN, 1 uva (2026)
- Proprietários
- Dennis, Derk e Valérie Albada Jelgersma, desde 2018; o pai, Eric, a partir de 1995
- Direção
- Alexander Van Beek, diretor-geral; Didier Foret, diretor técnico; Denis Uteau, mestre de adega
- Enólogo
- Ahmed Jaayjaa
- Vinhedo
- 100 hectares em Margaux, dentro de 160 hectares no total
- Uvas
- Cabernet sauvignon 70%, merlot 24%, cabernet franc 3%, petit verdot 3%
- Cultivo
- Mais da metade orgânica; sem herbicidas nem inseticidas há 10 anos; cobertura vegetal, confusão sexual, quase 800 metros de sebes desde 2020
- Adega
- 17 meses em carvalho, metade novo
- Produção
- Cerca de 250.000 garrafas
- Vinhos
- Château Giscours; La Sirène de Giscours; Haut-Médoc Giscours; Le Rosé x Giscours
Fontes: Château Giscours, nossos vinhos · Château Giscours, a história · Château Giscours, as pessoas · Château Giscours, agroecologia · Union des Grands Crus de Bordeaux, Giscours · CIVB, as classificações de 1855 · Decanter China, Château Giscours · Guto Assumpção no Instagram, Château Giscours 2005, 5 de junho de 2025
O registro
O Château Giscours é Troisième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Margaux.
A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.
Na primeira seleção de Bordeaux do Guia MICHELIN, anunciada em 8 de setembro de 2026, recebeu 1 uva, o símbolo do guia, de 3 possíveis, 1 dos 37 châteaux nesse patamar.
Fontes: Conseil des Grands Crus Classés en 1855 · Guia MICHELIN, seleção de Bordeaux
Cru Classé
Somente por convite.
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