Château

Château Siran

Um Margaux em Labarde na mesma família desde 1859, fora dos Crus Bourgeois por escolha própria desde 2007, com uma vinoteca que remonta a 1912 guardada num abrigo antiatômico.

Denominação
Margaux
No Instagram
@chateausiran

O château

A história do Siran começa com Guilhem de Siran, que prestou juramento feudal em 1428, e passa pelas famílias Lussignet, du Boscq e La Roque-Bouillac; em 1808 Jeanne Adèle de Laroque-Bouillac se casou com o conde de Toulouse-Lautrec. Na versão da família, os Toulouse-Lautrec, legitimistas, se recusaram a entrar no que chamavam de classificação bonapartista, em 1855. O comércio conhecia o vinho mesmo assim: William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, traz o Château Siran da condessa de Lautrec em 1845, e em 1855 Armand d’Armailhacq, produtor de Pauillac, lhe dá 22 hectares e 45 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) entre os bourgeois supérieurs de Labarde.

Em 14 de janeiro de 1859 o negociante de Bordeaux Léo Barbier comprou o Siran da condessa, bisavó do pintor Henri de Toulouse-Lautrec. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o trazem em nome dele em 1874 entre os crus bourgeois supérieurs: um domínio de 51 hectares, 17 de vinhas tintas em elevações de cascalho e 14 de terra mais pesada também de vinhas, com pastos para 12 vacas leiteiras. Os genros dele, os irmãos Sollberg, faliram nos anos 1880, e a partir de 1885 o sobrinho deles, Frédéric Miailhe, corretor, dirigiu a propriedade; em 1915 comprou a parte das tias. William-Alain Miailhe trouxe Émile Peynaud, Guy Guimberteau e depois Jacques Boissenot, e com a mulher, Brigitte, encomendou os rótulos a artistas. O filho dele, Édouard Miailhe, a 6ª geração, dirige o Siran desde 2007.

O Siran foi Cru Bourgeois Exceptionnel em 2003; quando essa classificação foi anulada, em 2007, renunciou de vez ao título de Cru Bourgeois. As suas 37 parcelas, a mais antiga plantada em 1920, descem em direção ao Gironde sobre cascalho e areia que se aquecem cedo, com 46% de merlot, 44% de cabernet sauvignon, 9% de petit verdot e 1% de cabernet franc, vinhas de 32 anos em média; a família também cultiva 2 hectares de Haut-Médoc e 11 de Bordeaux Supérieur. O vinho envelhece 12 meses em carvalho francês de 6 tanoarias, 1 terço novo, e é clarificado com albumina. Marjolaine Defrance, mestre de adega desde 2016, é hoje a diretora técnica. Os outros vinhos são o S de Siran; o Bel-Air de Siran, um Haut-Médoc; e o Saint-Jacques de Siran, um Bordeaux Supérieur batizado com o nome de uma capela no caminho de Compostela. Um abrigo antiatômico guarda a vinoteca da propriedade, que remonta a 1912, e um Chai des Collections expõe mais de 300 objetos de vinho e de arte.

De relance

Denominação
Margaux; também Haut-Médoc e Bordeaux Supérieur
Comuna
Labarde
Classificação
Cru Bourgeois Exceptionnel em 2003; deixou os Crus Bourgeois em 2007
Proprietários
A família Miailhe; a mesma família desde 1859
Direção
Édouard Miailhe, desde 2007; Marjolaine Defrance, diretora técnica
Vinhedo
37 parcelas, a mais antiga de 1920; vinhas de 32 anos em média
Solo
Cascalho e areia, em declive para o Gironde
Uvas
Merlot 46%, cabernet sauvignon 44%, petit verdot 9%, cabernet franc 1%
Adega
12 meses em carvalho francês de 6 tanoarias, 1 terço novo; clarificação com albumina
Vinhos
Château Siran; S de Siran; Bel-Air de Siran, Haut-Médoc; Saint-Jacques de Siran, Bordeaux Supérieur
A casa
Uma vinoteca que remonta a 1912 num abrigo antiatômico; rótulos de artistas
Na história
Bourgeois supérieur de Labarde, 22 hectares, em 1855

Fontes: Château Siran, a história da propriedade · Château Siran, a identidade do vinhedo · Château Siran, o envelhecimento · Château Siran, a equipe · Château Siran, os vinhos · Château Siran, a visita

O registro

O Château Siran está na denominação Margaux.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

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