Château

Château d’Angludet

Um Margaux de 30 hectares em 1 bloco em Cantenac, dividido entre 4 herdeiros em 1791 e deixado fora da classificação de 1855, que desde 1961 é a casa da família Sichel.

Denominação
Margaux
No Instagram
@chateauangludet

O château

O Angludet tira o nome do cavaleiro Bertrand d’Angludet, que construiu aqui a sua casa no século XII, e aparece no mapa de Cassini de 1758. Em 1791, quando o dono, Pierre Legras, morreu, a propriedade foi dividida entre os seus 4 herdeiros, e a divisão custou caro. Em 1855 o cru d’Angludet estava repartido entre os senhores Fleuri, d’Anglade e Legras, cerca de 25 hectares de vinhas em 3 mãos, e não esteve entre os vinhos classificados naquele ano, embora Armand d’Armailhacq, produtor de Pauillac cujo La culture des vignes, la vinification et les vins dans le Médoc saiu naquele mesmo ano, o pusesse entre os crus de 5ª categoria na sua própria classificação. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, ainda encontravam 2 Angludets em 1886, o de Paul Promis, com 60 hectares, 22 deles de vinhas produzindo 45 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), e o de Jules Jadouin, com 70 a 80, e culpavam o abandono que se seguiu à divisão. Em 1893 Jadouin já tinha reunido as 4 partes em 1 só mão: 130 hectares, 55 deles de vinhas. O lugar era conhecido havia muito como La République, e ainda tinha parcelas inteiras de carmenère de mais de 100 anos, uma variedade já rara na época.

Peter e Diana Sichel, negociantes de vinho, se apaixonaram pelo lugar em 1961 e se mudaram para lá, e o filho deles, Benjamin Sichel, conduz hoje o vinhedo e a adega. O Angludet entrou na Union des Grands Crus de Bordeaux em 1980. Os 30 hectares de vinhas ficam em 1 bloco numa crista de cascalho dentro da denominação Margaux, cercados de floresta e de prados e cortados por um riacho, sobre cascalho e seixos que o Garonne trouxe dos Pireneus, numa matriz arenosa sobre calcário terciário. São plantados com 46% de cabernet sauvignon, 41% de merlot e 13% de petit verdot, com 30 anos em média.

Todo o vinhedo é cultivado em biodinâmica desde o início dos anos 2000 e é certificado Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas) de nível 3 e ISO 14001; em 2017 Benjamin Sichel plantou mais de 200 árvores frutíferas entre as vinhas. As uvas são colhidas e selecionadas à mão e fermentadas em cubas de concreto, cuja inércia térmica deixa a temperatura variar devagar, e o vinho passa 12 meses, 50% em barricas de carvalho francês, 30% delas novas, e 50% em ânforas de terracota. La Dame d’Angludet é o segundo vinho.

De relance

Denominação
Margaux
Comuna
Cantenac
Classificação
Sem classificação; fora da classificação de 1855
Proprietários
A família Sichel, desde 1961
Direção
Benjamin Sichel
Vinhedo
30 hectares em 1 bloco numa crista de cascalho; vinhas de 30 anos em média
Solo
Cascalho e seixos do Garonne numa matriz arenosa, sobre calcário terciário
Uvas
Cabernet sauvignon 46%, merlot 41%, petit verdot 13%
Cultivo
Biodinâmico desde o início dos anos 2000; Haute Valeur Environnementale, nível 3; ISO 14001; 200 árvores frutíferas plantadas em 2017
Adega
Colheita e seleção à mão; cubas de concreto; 12 meses, 50% em carvalho francês, 30% novo, 50% em ânforas de terracota
Vinhos
Château d’Angludet; La Dame d’Angludet
Na história
Dividido entre 4 herdeiros em 1791; reunido por Jules Jadouin em 1893, 130 hectares com 55 de vinhas

Fontes: Château Angludet, o château · Château Angludet, o vinhedo · Château Angludet, o savoir-faire · Château Angludet, biodynamics · Château Angludet, vinificação · Maison Sichel, Château Angludet

O registro

O Château d’Angludet está na denominação Margaux.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

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