Château

Château La Gurgue

Um pequeno Margaux de 10 hectares encostado no Château Margaux, antigas vinhas do priorado, da família Merlaut desde 1978 e biodinâmico com Claire Villars-Lurton desde 2018.

Denominação
Margaux
No Instagram
@chateau_ferriere

O château

La Gurgue fica encostado no Château Margaux, e em 1922 algumas das suas parcelas ficavam dentro do clos do vizinho. No século XVIII suas vinhas pertenciam ao priorado da paróquia de Margaux; foram separadas e vendidas em 1791 e, a partir de 1825, ficaram com a família Lanoire, cujo nome o vinho levou nos livros até os anos 1860. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, pôs o Lanoire de Margaux entre os seus troisièmes crus na edição de 1853. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, trazem o vinho como Château Lagurgue a partir de 1868 e entre os crus bourgeois supérieurs a partir de 1874. Em 1922 ele era de A. Lavandier, que tinha acrescentado 6 hectares de vinhas do Château Malescot, e o 1916 tinha sido vendido a 3.600 francos o tonneau (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) e o 1917 a 4.000. 2 dos seus proprietários, Lanoire e Lavandier, foram prefeitos.

Em 1978 Jacques Merlaut comprou La Gurgue e o deu à filha única, Bernadette, e Claire Villars-Lurton sucedeu à mãe. Claire também é dona do Château Ferrière, em Margaux, e do Château Haut-Bages Libéral, em Pauillac, e com Gonzague Lurton dirige a G&C Lurton Estates, 5 propriedades ao todo: Durfort-Vivens, Ferrière, Haut-Bages Libéral, La Gurgue e Acaibo. La Gurgue é elaborado na adega do Ferrière desde 1992.

Os 10 hectares são de cascalho profundo sobre marga calcária, com 50% de cabernet sauvignon, 45% de merlot e 5% de petit verdot, certificados orgânicos em 2016 e biodinâmicos, pela Demeter e pela Biodyvin, em 2018. O vinho passa cerca de 12 meses em madeira e em tanques ovoides, cerca de 60% em barrica e 40% em tanque, proporção que muda um pouco com a safra. Provei o 2016 em janeiro de 2025, numa masterclass das propriedades Lurton, ao lado do Durfort-Vivens, do Ferrière e do Haut-Bages Libéral, e dos 5 vinhos foi o meu preferido, com os taninos finos e sedosos que os Margaux mostraram naquele dia.

De relance

Denominação
Margaux
Comuna
Margaux, ao lado do Château Margaux
Classificação
Sem classificação
Proprietária
Claire Villars-Lurton; a família Merlaut desde 1978
Vinhedo
10 hectares
Solo
Cascalho profundo sobre marga calcária
Uvas
Cabernet sauvignon 50%, merlot 45%, petit verdot 5%
Cultivo
Orgânico desde 2016; biodinâmico, Demeter e Biodyvin, desde 2018
Adega
Elaborado no Château Ferrière desde 1992; cerca de 12 meses, cerca de 60% em barrica e 40% em tanques ovoides
A casa
G&C Lurton Estates: também Durfort-Vivens, Ferrière, Haut-Bages Libéral e Acaibo
Na história
Château Lagurgue, cru bourgeois supérieur a partir de 1874

Fontes: G&C Lurton Estates, Château La Gurgue · G&C Lurton Estates, Château La Gurgue, em francês · G&C Lurton Estates, a família · G&C Lurton Estates · Guto Assumpção no Instagram, uma degustação de 5 vinhos, 24 de janeiro de 2025

O registro

O Château La Gurgue está na denominação Margaux.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

1

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