Château

Château d’Arsac

Um antigo senhorio do Médoc que já foi do irmão de Montaigne, tirado da decadência por Philippe Raoux a partir de 1986 e povoado de escultura contemporânea entre 54 hectares de Margaux.

Denominação
Margaux
No Instagram
@chateau.d.arsac

O château

Arsac era um senhorio desde o século XII, dos senhores de Arsac, e Charles Cocks, cujo Bordeaux, ses environs et ses vins saiu em 1850, já o chamava de 1 dos mais antigos do Médoc. No século XVI passou a Thomas de Montaigne, irmão do ensaísta Michel, pelo casamento com Jacquette d’Arsac, filha do último senhor. O vinho era bem conhecido no século XIX. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, o listava em nome dos herdeiros de Rubichon em 1845, com 30 a 40 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas); Cocks o classificou como cru bourgeois supérieur em 1874, com Hostein-Fatou, num domínio de 267 hectares; e em 1893, com E. Dubosc, o domínio chegava a cerca de 485 hectares, com 180 de vinha e a caminho de 225. Tinha pertencido aos condes de Ségur, cujo nome ainda era a marca do vinho, e Le Monteil, um cru da casa criado nos anos 1880, muitas vezes era vendido ao preço dos terceiros crus.

Depois veio a decadência que se seguiu à filoxera. Philippe Raoux assumiu a propriedade em 1986 e a trouxe de volta. Hoje ela faz vinho em 3 denominações: 54 hectares de Margaux, 32 de Haut-Médoc e 4 de sauvignon blanc na denominação Bordeaux. As vinhas passam por poda, desbrota, desfolha e desbaste de cachos, e a colheita, à mão e à máquina, tem seleção rigorosa; Éric Boissenot é o consultor. O Château d’Arsac, o Margaux, tem 60% de cabernet sauvignon e 40% de merlot, cerca de 200.000 garrafas por ano, e o Kid d’Arsac é outro Margaux. O Château Le Monteil d’Arsac, o Haut-Médoc, chega a cerca de 15.000 garrafas; o 2022 tem 80% de merlot e 20% de cabernet sauvignon. O branco, Cuvée Céline, é todo de sauvignon blanc, e há um rosé, a Cuvée Scooter, e Les Sarments d’Arsac.

Raoux também levou a arte contemporânea para as vinhas. Uma obra nova entra na coleção a cada ano, e mais de 40 peças estão hoje entre as vinhas, os jardins e os edifícios. O Château d’Arsac passou a Cru Bourgeois Exceptionnel em 1º de janeiro de 2020, e a classificação de fevereiro de 2025 o manteve nesse nível, 1 de 14.

De relance

Denominação
Margaux; também Haut-Médoc e Bordeaux
Comuna
Arsac
Classificação
Cru Bourgeois Exceptionnel, 2020 e 2025, 1 de 14
Recuperado por
Philippe Raoux, a partir de 1986
Consultor
Éric Boissenot
Vinhedo
54 hectares de Margaux; 32 hectares de Haut-Médoc; 4 hectares de sauvignon blanc na denominação Bordeaux
Uvas
Château d’Arsac: cabernet sauvignon 60%, merlot 40%
Produção
Cerca de 200.000 garrafas do Château d’Arsac e 15.000 do Le Monteil d’Arsac
Vinhos
Château d’Arsac; Kid d’Arsac, Margaux; Château Le Monteil d’Arsac, Haut-Médoc; Cuvée Céline, branco; Cuvée Scooter, rosé; Les Sarments d’Arsac
A coleção
Escultura contemporânea, uma obra nova a cada ano, mais de 40 no total
Na história
Os herdeiros de Rubichon em 1845; cru bourgeois supérieur em 1874; E. Dubosc, 180 hectares de vinha, em 1893

Fontes: Château d’Arsac · Château d’Arsac, 1.000 anos de história · Château d’Arsac, Le Monteil d’Arsac 2022 · Château d’Arsac, Kid d’Arsac 2022 · Château d’Arsac, arte contemporânea nas vinhas · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2025

O registro

O Château d’Arsac é Cru Bourgeois Exceptionnel, na denominação Margaux.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

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