Château

Château Castera

Um castelo do norte do Médoc arruinado pelo Príncipe Negro e cujo vinho uma Montaigne vendeu, Cru Bourgeois desde a primeira lista, de 1932, e 1 dos 14 Crus Bourgeois Exceptionnels de 2025.

Denominação
Médoc
No Instagram
@chateaucastera

O château

Quando Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o descreveram em 1922, o situaram numa elevação de cascalho a poucos quilômetros de Saint-Estèphe, o contaram entre os mais antigos da região e lhe deram uma longa história: sitiado e depois arruinado pelo Príncipe Negro no século XIV, reconstruído em parte no XVII e com entrada, na época, por uma ponte levadiça. Em 21 de janeiro de 1616 Anthoinette de Montaigne, senhora de Arsac e do Castera, assinou uma venda do seu vinho por 380 libras tornesas, e o branco da propriedade leva o nome dela.

Os livros do século XIX o acompanham pelos proprietários. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, o atribui ao marquês de Verthamon em 1845, com 60 a 75 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), e em 1855 Armand d’Armailhacq, em La culture des vignes, la vinification et les vins dans le Médoc, o cita com o Livran e o Bries-Caillou como os únicos vinhos da comuna que se destacam. Em 1893 a propriedade dos Verthamon produzia 25 tonneaux; o dono em 1901 era Destanque, e em 1922 a viúva de E. Lassèverie.

Thomas C. Press é o dono do Castera hoje; a fase atual começou com o pai dele, em 1986. A propriedade tem 120 hectares em Saint-Germain-d’Esteuil, 63 deles de vinhas entre essa comuna e Ordonnac, sobre 2 tipos de solo, argila e calcário e cascalho dos Pireneus. É Cru Bourgeois desde a primeira lista, de 1932, e em fevereiro de 2025 a Alliance des Crus Bourgeois du Médoc o classificou como Cru Bourgeois Exceptionnel, 1 das 14 propriedades nesse nível. Tem a certificação Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas) e, desde 2024, uma certificação pela sua responsabilidade social como empresa. Ao lado do grand vin (o primeiro vinho da propriedade) tinto vêm o Anthoinette, um Bordeaux branco de sauvignon, e 3 vinhos com o nome Cap Castera: um branco feito de uvas tintas, um rosé de 70% de merlot e 30% de cabernet sauvignon e um petit verdot.

De relance

Denominação
Médoc
Comuna
Saint-Germain-d’Esteuil, com vinhas em Ordonnac
Classificação
Cru Bourgeois desde a primeira lista, de 1932; Cru Bourgeois Exceptionnel em 2025, 1 de 14
Proprietário
Thomas C. Press; a fase atual começou com o pai dele, em 1986
Vinhedo
63 hectares de vinhas numa propriedade de 120
Solo
Argila e calcário; cascalho dos Pireneus
Cultivo
Haute Valeur Environnementale; certificação de responsabilidade social em 2024
Vinhos
Château Castera; Anthoinette, branco; Cap Castera Blanc de Noir, Rosé e Petit Verdot
Na história
Uma venda de vinho assinada por Anthoinette de Montaigne em 21 de janeiro de 1616; o marquês de Verthamon, 60 a 75 tonneaux, em 1845

Fontes: Château Castera · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2025

O registro

O Château Castera é Cru Bourgeois Exceptionnel, na denominação Médoc.

Cru Classé

Somente por convite.

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