Château

Château La Cardonne

Um Cru Bourgeois Exceptionnel no alto de Blaignan, replantado pelos Rothschild do Lafite e envelhecido por anos numa adega cavada 10 metros abaixo das próprias vinhas.

Denominação
Médoc
No Instagram
@chateau_la_cardonne

O château

O La Cardonne fica no planalto de Blaignan, em encostas suaves abertas ao vento do Atlântico de 1 lado e à Gironde do outro. O château e o vinhedo já estão no mapa de Cassini de 1769 e no de Belleyme, de 1785. Charles Cocks o lista em nome de Th. Fabre de Rieunègre em 1850, e em 1868 o seu guia, já então o Bordeaux et ses vins de Cocks e Édouard Féret e a obra de referência do comércio de Bordeaux, lhe dava 120 a 160 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) entre os crus bourgeois de Blaignan, com uma linha sobre o terreno que ainda vale: a comuna termina ao sul nas alturas de La Cardonne, cascalho assentado sobre um leito de alios, a crosta ferruginosa do Médoc. Foi vendido a M. Dubreuil em 1870; a partir de 1874 o dono era Jeanty, conselheiro geral do cantão de Lesparre, e em 1922 o Crédit foncier o detinha, com 80 tonneaux.

O La Cardonne estava na primeira classificação dos Crus Bourgeois, a de 1932, mas a propriedade de hoje é obra de 2 donos posteriores. Os Domaines Barons de Rothschild, do Lafite, o compraram em 1973, drenaram e replantaram, e a maior parte das vinhas de agora é deles. Guy Charloux o comprou em 1990 e cavou a Catedral, uma adega 10 metros abaixo das vinhas, atravessada por uma nascente, que guarda 2 milhões de garrafas; novas adegas e uma sala de degustação com vista vieram em 2016. Magali Guyon, que veio do Château Lynch-Bages, faz o vinho desde 2000.

Os 45 hectares são de cascalho sobre argila no planalto e, nas encostas, de argila e calcário sobre marga azul, com o calcário aflorando aqui e ali. São plantados com 54% de cabernet sauvignon, 41% de merlot e 5% de petit verdot, a maior parte das vinhas com 30 a 40 anos. Cada parcela fermenta em separado, o vinho passa de 12 a 16 meses em barricas de carvalho, e as garrafas descansam depois, por 5 a 10 anos, na Catedral antes de seguir para mais de 30 países. Em 2014 o granizo levou mais de 80% dos cachos e nenhum vinho foi feito. A Alliance des Crus Bourgeois du Médoc classificou o La Cardonne como Cru Bourgeois Supérieur em 2020 e Cru Bourgeois Exceptionnel em 2025, 1 das 14 propriedades nesse nível.

De relance

Denominação
Médoc
Comuna
Blaignan
Classificação
Cru Bourgeois Exceptionnel em 2025, 1 de 14; Cru Bourgeois Supérieur em 2020; na primeira lista dos Crus Bourgeois, de 1932
Proprietário
Domaines CGR; comprado por Guy Charloux em 1990
Direção
Magali Guyon, enóloga desde 2000
Vinhedo
45 hectares em Blaignan; a maior parte das vinhas com 30 a 40 anos
Solo
Cascalho sobre argila no planalto; argila e calcário sobre marga azul nas encostas
Uvas
Cabernet sauvignon 54%, merlot 41%, petit verdot 5%
Adega
Parcela por parcela; 12 a 16 meses em barricas de carvalho; 5 a 10 anos em garrafa antes da venda
A Catedral
Uma adega subterrânea 10 metros abaixo das vinhas, para 2 milhões de garrafas, com uma nascente que corre por dentro
Na história
Fabre de Rieunègre em 1850; 120 a 160 tonneaux em 1868; o Crédit foncier em 1922

Fontes: Château La Cardonne, a propriedade · Château La Cardonne, o vinhedo · Château La Cardonne, as safras · Château La Cardonne, wine tourism · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2025 · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2020

O registro

O Château La Cardonne é Cru Bourgeois Exceptionnel, na denominação Médoc.

Cru Classé

Somente por convite.

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