Château
Château Margaux
O Premier Cru que divide o nome com a sua comuna, sobre o cascalho profundo do Garonne, da família Mentzelopoulos desde 1977, e para mim um prazer especial seja qual for a safra.
- Denominação
- Margaux
- No Instagram
- @chateaumargaux
O château
O Château Margaux já era primeiro cru antes que houvesse uma classificação para dizê-lo. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, o pôs naquele ano no topo, a 2.300 a 2.400 francos o tonneau (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), com 100 a 120 tonneaux sob o marquês de La Colonilla, e a edição de 1845 anotou as 2 vendas por trás daquela linha: a de La Colonilla em 1802, por 651.000 francos, e a Aguado em 1836, por 1.300.000. A casa que Bertrand Douat, marquês de La Colonilla, encomendou a Louis Combes foi erguida entre 1810 e 1815 e é monumento tombado. Em 1898 Cocks e Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o davam com 225 tonneaux de grand vin (o primeiro vinho da propriedade) e 40 de segundo vinho, que só tinha linha própria desde 1886.
André Mentzelopoulos comprou o château em 1977. A filha dele, Corinne, o assumiu em 1980, e em 2023 o filho dela, Alexis Leven-Mentzelopoulos, virou diretor executivo, com Philippe Bascaules como diretor-geral. A propriedade tem 265 hectares, cerca de 100 deles com vinhas: por volta de 87 hectares de tintas em produção e 12 de brancas, todas sauvignon blanc. O solo é cascalho, areia e argila do Quaternário, depositados pelo Garonne sobre calcário e argila do Terciário, com o cascalho mais profundo no chamado terraço Tipo 4. As densidades vão de 6.666 a 10.000 pés por hectare; as vinhas tintas têm 35 anos em média, com algumas fileiras de 1951, e as brancas 50, as mais velhas plantadas em 1970. O cabernet sauvignon ocupa 72 das 126 parcelas.
O grand vin chega a umas 120.000 garrafas e passa cerca de 21 meses em carvalho francês novo. O Pavillon Rouge tem esse nome desde a safra 1906, com cerca de 100.000 garrafas; o Pavillon Blanc, batizado em 1920, chega a umas 12.000, e um terceiro tinto, o Margaux du Château Margaux, vem depois. O 2014, que bebi em junho de 2025, ainda estava jovem aos 11 anos, fruta vermelha e negra, grafite, cassis e uma nota floral sobre taninos finos e sedosos, prova de que uma safra discreta num Premier Cru é uma ótima compra. E o 2025, provado no château em abril de 2026, unia densidade e finura, perfumado e fresco, de textura cremosa e final longo: um sério candidato a vinho da safra.
De relance
- Denominação
- Margaux
- Classificação
- Premier Cru Classé 1855; Guia MICHELIN, 2 uvas (2026)
- Proprietários
- A família Mentzelopoulos, desde 1977
- Direção
- Alexis Leven-Mentzelopoulos, diretor executivo, desde 2023; Philippe Bascaules, diretor-geral
- Vinhedo
- Cerca de 87 hectares de tintas e 12 de brancas em produção, numa propriedade de 265 hectares; 6.666 a 10.000 pés por hectare
- Solo
- Cascalho profundo do Garonne no terraço Tipo 4, sobre calcário e argila do Terciário
- Uvas
- Cabernet sauvignon em 72 de 126 parcelas, com merlot, cabernet franc e petit verdot; o branco 100% sauvignon blanc
- Adega
- Cerca de 21 meses em carvalho francês novo
- Produção
- Cerca de 120.000 garrafas do grand vin, 100.000 do Pavillon Rouge, 12.000 do Pavillon Blanc
- Vinhos
- Château Margaux; Pavillon Rouge; Margaux du Château Margaux; Pavillon Blanc
- A casa
- Construída de 1810 a 1815 por Louis Combes; monumento tombado
- Na história
- Primeiro cru para Franck em 1824, com 100 a 120 tonneaux; vendido em 1802 e 1836
Fontes: Château Margaux, o terroir · Château Margaux, história · Château Margaux, as pessoas · Château Margaux, o grand vin · Château Margaux, Pavillon Rouge · Château Margaux, Pavillon Blanc · Conseil des Grands Crus Classés en 1855, Margaux · Guto Assumpção no Instagram, Château Margaux 2014, 2 de junho de 2025 · Guto Assumpção no Instagram, Château Margaux 2025, 23 de abril de 2026
O registro
O Château Margaux é Premier Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Margaux.
A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.
Na primeira seleção de Bordeaux do Guia MICHELIN, anunciada em 8 de setembro de 2026, recebeu 2 uvas, o símbolo do guia, de 3 possíveis, 1 dos 16 châteaux nesse patamar.
Fontes: Conseil des Grands Crus Classés en 1855 · Guia MICHELIN, seleção de Bordeaux
Cru Classé
Somente por convite.
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