Négociant

Barton & Guestier

bar-TÕ ê gués-TIÊ
Como ler

As maiúsculas marcam a sílaba forte. Todo “r” soa como o “rr” de “carro”. O “t” e o “d” não viram “tch” e “dj”. Ouça o áudio: ele é a referência.

Por 10 anos a partir de 1844, toda a colheita do Château Latour foi para um só negociante de Bordeaux: a casa que Thomas Barton abriu em 1725 e que até hoje opera com o nome Barton & Guestier.


A casa

Thomas Barton deixou o condado de Fermanagh rumo a Bordeaux em 1725 e se estabeleceu como negociante de vinhos. Prosperou com os grandes vinhos: quando o Lafite vendeu as colheitas de 1749 e 1750, o comprador de costume era a casa Barton. Na Revolução, em 14 de outubro de 1793, o neto Hugh e a mulher dele, Anna, foram presos com outros súditos britânicos em Bordeaux. O pai de Hugh, William, morreu em 23 de outubro, sem que o filho pudesse se despedir. Libertado em 21 de dezembro, o casal partiu para a Inglaterra e a Irlanda. Hugh, que manteve os laços com Bordeaux, se associou a Daniel Guestier, e a partir de 1802 a casa passou a levar os 2 nomes.

Depois os sócios compraram terra além de vinho. Daniel Guestier foi um dos homens que lançaram a navegação a vapor no Garonne e um dos fundadores da Banque de Bordeaux, e presidiu o tribunal de comércio. Ficou com o Château Batailley em 1816 e aumentou o vinhedo. O filho, Pierre-François Guestier, comprou o Beychevelle em 1825, foi eleito deputado por Lesparre, no Médoc, em 1834, e foi nomeado par de França em 1845. Hugh Barton comprou o Langoa em 1821 e, em 1826, um quarto da antiga propriedade Léoville, que virou o Léoville Barton. Em 10 anos as 2 famílias reuniram 4 propriedades que a Classificação de 1855 viria a classificar.

A casa em si comprava colheitas inteiras. Charles Cocks, o inglês cujo guia de 1846 deu origem ao anuário do comércio de Bordeaux, registrou o negócio: a partir de 1844 toda a colheita do Château Latour ia para a Barton & Guestier, num contrato de 10 anos. Em 1850 ele pôs a casa entre as 5 que dividiam o Château Margaux, um quinto cada uma, em outro contrato de 10 anos. Em 1866 ela era uma das 6 casas que compraram a colheita de 1865 do Lafite, e um livro sobre os crus classificados do Médoc impresso em Londres em 1920 ainda a cita entre as casas que dividiram as safras de 1917, 1918 e 1919 do Lafite.

A Seagram ficou com metade em 1954 e depois com a casa toda, que passou em seguida à Diageo; o grupo Castel a comprou em julho de 2010. A Barton & Guestier comprou o Château Magnol, em Blanquefort, em 1969, e funciona ali, entre vinhas que são Cru Bourgeois Supérieur. Em junho de 2025 comemorou 300 anos com um jantar no Palais de la Bourse, o antigo prédio da bolsa no cais de Bordeaux. Da Seagram à Diageo e à Castel, os 2 nomes de 1802 continuaram no rótulo.

De relance

Tipo
Négociant
Sede
Blanquefort, no Château Magnol
Fundação
1725, por Thomas Barton; Barton & Guestier a partir de 1802
Proprietário
Grupo Castel, desde julho de 2010
Direção
Philippe Marion, diretor-geral
Château
Magnol, desde 1969
No registro
Toda a colheita do Latour a partir de 1844, por 10 anos; um quinto do Margaux, 1850; Lafite 1865; Lafite de 1917 a 1919

Fontes

Livros e estudos
Charles Cocks, Bordeaux: Its Wines and the Claret Country, 1846; Charles Cocks, Bordeaux, ses environs et ses vins, 1850; Charles Cocks, Bordeaux et ses vins, 3ª edição, 1874; Adolphe Robert e Gaston Cougny, Dictionnaire des parlementaires français, 1889; Théophile Malvezin, Histoire du commerce de Bordeaux, 1892; G.A.K., Clarets and Sauternes: Classed Growths of the Médoc, 1920; Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins, 9ª edição, 1922
Imprensa
Agra, Castel acquiert Barton & Guestier; The Moodie Davitt Report, Barton & Guestier celebrates 300 years; Meininger, Castel strukturiert um; Wein.plus, Barton
Châteaux
Château Léoville Barton, 3 séculos de história
Publicações próprias
Barton & Guestier, história

Revisado em 13 de outubro de 2026. Como escolho as fontes

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