Château

Château Beychevelle

O quarto cru de Saint-Julien cujo nome, conta a lenda, vem dos navios que baixavam as velas ao passar, construído por um bispo em 1565 e da Suntory desde 1989.


O château

O bispo François de Foix-Candale construiu o Beychevelle em 1565, e o nome pertence ao capítulo seguinte. A sobrinha dele casou com o duque de Épernon, e conta a história que os navios que passavam pelo estuário baixavam as velas em homenagem a ele: bécha véla, baixa a vela, em gascão, virou Beychevelle. Mais tarde a família Brassier teve a propriedade por herança e manteve um porto particular no rio, e uma baronesa a manteve durante a Revolução. Em 1825 a propriedade foi vendida por 650.000 francos a Pierre-François Guestier, o mesmo preço que Hugh Barton pagara pelo Langoa em 1821, venda que William Franck anotou na edição de 1853 do seu Traité sur les vins du Médoc; antes disso Charles Cocks, no seu guia de 1846, já apontava P. F. Guestier, par de França, como dono de um domínio que sempre fora importante.

Guestier modernizou a propriedade, e a família Heine ampliou o château em 1875. Desde 1989 o Beychevelle pertence à Suntory, com o grupo Castel ao lado, por meio da Grands Millésimes de France; Philippe Blanc é o diretor-geral, e Romain Ducolomb, que veio do Clinet, em Pomerol, em 2012, o diretor técnico. A propriedade tem 250 hectares, 90 deles de vinha, sobre 2 planaltos de cascalho garonês profundo depositado no pleistoceno. As vinhas, de 38 anos em média, estão plantadas com 8.300 a 10.000 pés por hectare: 57% de cabernet sauvignon, 40% de merlot, 3% de petit verdot. O vinho passa 18 meses em barrica, 70% nova, e a produção fica entre 240.000 e 260.000 garrafas. Não se usa herbicida desde 2005; a propriedade tem ISO 14001 e Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), nível 3, e o selo EcoJardin desde novembro de 2024. O Amiral de Beychevelle é o segundo vinho e o Les Brulières de Beychevelle, um Haut-Médoc.

O 1999, que provei em outubro de 2024, mostrou o que 25 anos fazem com este vinho: cassis, cedro, terra úmida e tabaco, os taninos amaciados, a fruta contida e a acidez ainda fresca, como uma safra mais fria deve deixá-lo. Um belo exemplo de Bordeaux bem envelhecido.

De relance

Denominação
Saint-Julien
Classificação
Quatrième Cru Classé 1855
Proprietário
Suntory, com o grupo Castel, desde 1989, por meio da Grands Millésimes de France
Direção
Philippe Blanc, diretor-geral; Romain Ducolomb, diretor técnico, desde 2012
Vinhedo
250 hectares, 90 deles de vinha; 8.300 a 10.000 pés por hectare; vinhas de 38 anos em média
Solo
Cascalho garonês profundo do pleistoceno, em 2 planaltos
Uvas
Cabernet sauvignon 57%, merlot 40%, petit verdot 3%
Cultivo
ISO 14001; Haute Valeur Environnementale, nível 3; EcoJardin desde novembro de 2024; sem herbicidas desde 2005
Adega
18 meses em barrica, 70% nova
Produção
240.000 a 260.000 garrafas
Vinhos
Château Beychevelle; Amiral de Beychevelle; Les Brulières de Beychevelle, Haut-Médoc

Fontes: Château Beychevelle, o vinhedo · Château Beychevelle, a história · Château Beychevelle, nossos compromissos · Union des Grands Crus de Bordeaux, Beychevelle · CIVB, as classificações de 1855 · Decanter, Château Beychevelle · Guto Assumpção no Instagram, Château Beychevelle 1999, 1º de outubro de 2024

O registro

O Château Beychevelle é Quatrième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Saint-Julien.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

Também aparece em

Degustações

1

Daqui em diante

Teste o seu Saint-Julien · Encontrou um erro? Correções