Os Château Case Files

A Revolução dividiu Léoville?

O Château Léoville Las Cases diz que a Revolução Francesa dividiu Léoville em Las Cases, Poyferré e Barton e, na mesma página, dá o crédito a um direito de primogenitura. Afinal, qual dos dois? E, se Léoville já era 3 propriedades em 1840, por que a classificação de 1855 ainda imprimia um só?


Em 1805 um arquiteto chamado Lataste desenhou a planta de um vinhedo de Saint-Julien para os donos, e nela o vinhedo virou 3 lotes. Na partilha que veio depois, os herdeiros brigaram por tudo o que se briga numa casa dividida, até o direito de passagem pelo pátio.

Uma frase da disputa sobrevive na história moderna da propriedade: "Não podia haver servidão onde só havia um dono". Foi escrita a propósito de um pátio. Descreve também os 35 anos seguintes, em que um dono virou vários.

O vinhedo era Léoville, o maior de Saint-Julien. Hoje são 3 propriedades, Léoville Las Cases, Léoville Poyferré e Léoville Barton, e Las Cases afirma no próprio site que foi a Revolução Francesa que o partiu. O site conta a história em 2 frases. "A propriedade foi dividida entre 1826 e 1840 em consequência da Revolução Francesa. (Expropriação dos bens dos emigrados e constituição de uma redistribuição igualitária)."

Mais adiante, Léoville Las Cases acrescenta que "foi criado, graças a uma espécie de direito de primogenitura, a partir de 3/5 da propriedade original e do coração do domínio". A primeira citação culpa a Revolução. A segunda dá o crédito a um direito de primogenitura, justamente a instituição que a Revolução quis abolir.

Afinal, quem partiu Léoville, a Revolução ou a família? As duas frases podem ser confrontadas com os documentos, e o mesmo vale para uma pergunta que o site não faz: se Léoville já era 3 propriedades em 1840, por que a classificação de 1855 ainda imprimia um Léoville só?

Um nome, quatro donos

As testemunhas mais antigas escrevem um só nome. Um tratado sobre a vinha publicado em Paris em 1801, 7 anos depois de a Revolução confiscar parte da propriedade, dispôs os vinhos renomados do Médoc em ordem rio abaixo: "Calon, em Sainte-Estèphe; Lafitte e Latour, em Poillac; Léoville e Grau, em Saint-Julien". André Jullien, o negociante parisiense que fez o levantamento dos vinhedos do mundo em 1816, pôs um clos Léoville à frente da sua segunda classe.

O nome já cobria mais de um dono. Em 1824 William Franck, corretor de Bordeaux, imprimiu no seu Traité sur les vins du Médoc uma tabela de Saint-Julien que nenhum livro posterior repete. O nome antigo aparece uma única vez, "Léoville ou Labadie", e ao lado dele vem uma chave, o colchete curvo com que os escriturários do comércio ligavam vários proprietários a um só cru.

Dentro da chave estão 4 proprietários: De Lascazes, 80 a 100 tonéis; D'Abadie, 40 a 50; Chevalier, 15 a 20; e Barton, com a menor parte. (Um tonel equivalia a 4 barricas, uns 900 litros de vinho.) Chevalier foi um dos 2 homens que compraram o quarto confiscado em 1794, e 30 anos depois ainda tinha um pedaço dele. Barton já está dentro do enclos, o vinhedo murado, 2 anos antes da compra que, para a família dele, marca o início do seu Léoville.

Como 4 donos chegaram a dividir um só nome é uma história de confisco e de lei.

O quarto que a Revolução tomou

O relato moderno dessas posses é a biografia do último marquês de Las Cases escrita por Catherine di Costanzo, publicada em 2024 a partir de papéis encontrados no château e nos arquivos departamentais da Gironda. Os Las Cases chegaram ao Médoc por um casamento com a família d'Abbadie, em 1746; o vinhedo dos d'Abbadie em Saint-Julien já tinha adotado o nome de Léoville naquele mesmo século. Em 1768 Pierre Jean, marquês de Las Cases, herdou Léoville com a irmã, Jeanne.

Pierre Jean emigrou. Em 1794 a parte dele, um quarto de Léoville, foi confiscada como bem de emigrado e depois vendida como bem nacional a Monbalon e Chevalier. Após novas vendas, Hugh Barton já tinha comprado o quarto inteiro em 1826, e ali começa Léoville Barton.

O confisco é ato da própria Revolução, documentado e datado. Responde por um quarto da propriedade.

As partes que a família acertou

O resto da história é mais antigo, e menos revolucionário, do que o site sugere. Segundo di Costanzo, antes de 1789 a propriedade já se repartia em cotas desiguais: um quarto para o marquês, um quarto para a irmã e a metade, "a metade rica da antiga propriedade da família", para um tio d'Abbadie.

O que mudou foi a lei que regeria a transmissão dessas cotas. A partir de 1794 a lei revolucionária de 17 de nivoso do ano II passou a exigir partes iguais entre os herdeiros. A partir de 1804 o Código Civil fez o mesmo, no artigo 745: os filhos herdam dos pais "par égales portions", em partes iguais, sem distinção de sexo nem de ordem de nascimento. Lataste desenhou seus 3 lotes no ano seguinte ao Código.

Então o marquês morreu, em 1815. O filho, Adolphe Stanislas, recuperou a metade d'Abbadie, deserdou a irmã Sidonie e tornou-se o único dono do que viria a ser Léoville Las Cases.

A partilha final, nas linhas traçadas por Lataste, veio em 1840. A família Cuvelier, dona de Léoville Poyferré desde 1920, data desse ano o nascimento da propriedade: "Após diversas partilhas e sucessões, o Château Léoville Poyferré nasceu em 1840".

Assim, as 2 frases do site se encaixam, afinal. A Revolução tomou um quarto por confisco e deixou para trás uma lei de partes iguais. Na prática, a família passou uma geração remando contra essa lei e reuniu o coração da propriedade nas mãos de uma só pessoa. O site chama o resultado de direito de primogenitura.

Isso resolve a questão dos donos. Não resolve a do nome.

O mercado dá nome aos pedaços

O comércio não esperou pela família. A 2ª edição de Franck, de 1845, ainda lista Lascaze, Barton e Poyféré de Cères, cada um "em Léoville", um mesmo lugar. Nas notas de preços do mesmo volume, o nome já aparece partido. Para a safra de 1844 ele imprime as vendas por cru:

Saint-Julien. Léoville-Lascaze, Bergeron-Ducru, 2500 francs; Léoville-d'Abadie, Gruau-Larose, 1200.

São 2 Léovilles na mesma linha de uma lista de preços, um vendido a mais que o dobro do outro. Os corretores sabiam que havia mais de um vinho sob o nome e chamavam cada um pelo dono, como a mesma lista faz com Rauzan-Segla e Lascombe-Hue em Margaux.

Armand d'Armailhacq, proprietário no Médoc que escrevia no ano da classificação, dá 3 títulos, "Léoville, de Lascases", "Léoville, Poiferé" e "Léoville, Barton". De Hugh Barton, diz que ele "adquiriu uma parte das vinhas de Léoville e fez delas um vinho distinto, com a marca Léoville, Barton". Anos antes de 1855, Léoville já se vendia como 3 vinhos, ou pelo menos como 2.

As listas mantêm um só Léoville

Mesmo assim, as listas que classificavam os vinhos mantiveram um nome só. O guia inglês de Charles Cocks, de 1846, imprime os segundos crus com um único verbete para Léoville e uma chave que reúne seus 3 donos, e a edição francesa, de 1850, faz o mesmo, com um só verbete no índice. Pierre Biarnez, o poeta bordalês que pôs os crus em versos rimados em 1849, resolveu a conta numa quadra:

A coroa ducal de três irmãos gêmeos / Brilha em Saint-Julien com um esplendor real; / Léoville, igual aos reis, é venerado, / Quer se chame Barton, Lascase ou Poiféré.

Na página seguinte ele protesta contra a categoria que os corretores ainda não tinham escrito, não compreendo que perito inábil pôde classificar o Léoville entre os segundos, e depois põe Poyferré sozinho no trono.

Um manual podia imprimir uma propriedade dividida quando queria. A classificação de Franck de 1853 traz um título, "Léoville, divisé en trois", e 3 linhas abaixo dele: Lascazes 80 a 100 tonéis, Poyféré de Cères 40 a 50, Barton 50 a 70. Gruaud-Larose, na mesma página, está "divisé entre" seus herdeiros.

Em abril de 1855 os corretores da Bolsa de Bordeaux escreveram a classificação à mão para a exposição de Paris, e escreveram um só Léoville. A tabela deles traz "Léoville, St Julien" uma única vez, com uma chave que reúne o Marquis de Las Cases, o Baron de Poyferré e Barton na coluna dos proprietários.

Logo acima, Rauzan aparece uma vez só, desdobrado por uma chave em 2 partes nomeadas, Ségla e Gassies, na coluna dos próprios crus. Os corretores tinham um modo de escrever uma propriedade como 2 crus, e o usaram em Rauzan, não em Léoville.

O júri da exposição foi atrás. O relatório do dr. Gaubert, de 1857, lista entre as medalhas de 2ª classe:

Os srs. de Lascazes, Poyféré e Barton, por seu vinho de Léoville.

« MM. de Lascazes, POYFÉRÉ et Barton, pour leur vin de Léoville. »

É um prêmio só, para 3 homens, por um vinho no singular. Em 1863 Thomas George Shaw, negociante de vinhos londrino, ainda dava ao Léoville classificado um único verbete, com uma chave, 3 proprietários e as áreas de cada um ao lado. Desfazer a chave seria obra de um editor.

Três linhas e uma promessa de copiar

Em 1868 Édouard Féret, o editor bordalês que assumira o guia de Cocks, lançou a 2ª edição. Numa frase que atravessa as páginas 89 e 90, garantiu ao leitor que, para as 5 classes de grandes crus, "nous avons suivi textuellement le dernier document officiel établi par la Chambre syndicale des courtiers en 1855", seguimos textualmente o último documento oficial estabelecido pela Câmara sindical dos corretores em 1855.

Na página 91, onde os corretores tinham escrito Léoville uma vez, com os donos numa chave, Féret imprime 3 crus classificados em 3 linhas, Léoville-Lascases, Léoville-Poyféré e Léoville-Barton, cada um com seu proprietário. É a página em que o Caso 11 viu um Pichon virar 2. Uma nota de rodapé traz a descrição que os autores ingleses posteriores repetem:

O domínio inteiro de Léoville é um dos mais vastos e mais antigos crus classificados do Médoc. Estende-se desde Beychevelle até o château La Tour. A porção pertencente ao marquês de Lascases (descendente da présidente de Léoville, falecida em 1769) compreende a metade do domínio.

De 1868 em diante, a contagem nunca voltou atrás. A partir de 1883 o guia cita os versos de Biarnez numa nota de rodapé, com um aparte do editor: a verve do poeta fizera de Poyferré um primeiro cru. A 9ª edição, de 1922, repete a garantia e os 3 Léovilles.

Em 1920 um autor londrino anônimo, que assinava G.A.K., tratou a divisão como coisa corriqueira: "já se deu um exemplo de como, com o passar do tempo, alguns dos maiores e mais famosos vinhedos de Bordeaux se subdividem, assim como as nossas propriedades inglesas se repartem ou, ao contrário, crescem". Não há Revolução nenhuma no relato dele.

O que o mercado fez com isso

Com 3 Léovilles na classificação, o mercado continuou a cotá-los separadamente, como já fazia em 1844. Os economistas Albert Di Vittorio e Victor Ginsburgh indexaram 29.911 lotes de Médoc classificado vendidos na Christie's entre 1980 e 1992, tomando como base o Château du Tertre, um quinto cru, fixado em 100.

Seus números de Saint-Julien põem Léoville Las Cases em 202, Léoville Barton em 137 e Léoville Poyferré em 125, com Ducru-Beaucaillou em 201, Beychevelle em 162, Gruaud-Larose em 150 e Talbot em 130. Um enclos, uma posição em 1855 e 3 preços, o mais alto 62% acima do mais baixo.

O mesmo artigo observa que os crus classificados anunciam sua posição no rótulo, "com exceção de Ducru-Beaucaillou e Léoville Las Cases". A propriedade que culpa a Revolução pela própria divisão não põe classificação nenhuma no rótulo.

Quem refez 1855 depois traçou a linha entre os Léovilles em lugares diferentes. Quando a Liv-ex, a bolsa londrina, ordenou os crus classificados pelo preço negociado, em 2009, manteve Las Cases e Barton entre os segundos e rebaixou Poyferré para os terceiros.

Pelas notas dos críticos, a ordem muda de novo. Em 2008, uma equipe do Center for Hospitality Research de Cornell fez uma regressão das safras de 1970 a 2005, que elevou Las Cases aos primeiros e deixou os outros dois onde estavam. E, quando as entrevistas de um sociólogo com o comércio de Bordeaux produziram uma lista de super seconds, os segundos crus que vendem como primeiros, Las Cases entrou nela e nenhum dos outros dois.

O dono do quarto que a Revolução vendeu defendeu a hierarquia assim mesmo. O livro de Cyril Ray sobre a classificação cita Ronald Barton, que dirigia Léoville Barton e a vizinha Langoa, num texto de 1963:

No fundo, a classificação continua sólida, pois se baseia no solo e no subsolo, e isso não mudou. Em condições iguais, um segundo ainda pode produzir, e normalmente produzirá, um vinho melhor que um terceiro, um terceiro melhor que um quarto, e assim por diante.

Ray cita também uma lista de classificação de 1827 que estava então em poder de Ronald Barton. O dono de um quarto de um enclos dividido guardava uma lista antiga e confiava na nova, porque a hierarquia seguia o solo.

A sentença

A afirmação em julgamento é que a Revolução dividiu Léoville. A Revolução confiscou o primeiro quarto em 1794 e o vendeu, e esse quarto virou Léoville Barton. O resto da propriedade já estava repartido em cotas desiguais antes de 1789, e a família o dividiu sob a lei revolucionária das partes iguais, seguindo uma planta de 1805, até a partilha final de 1840; pelo caminho, um filho recuperou metade da propriedade e deserdou uma irmã. Nos anos 1840 o mercado já vendia Léovilles separados a preços separados. A classificação manteve um só Léoville até 1868, quando um editor que dizia copiar os corretores imprimiu 3.

Em grande parte verdadeiro. A Revolução alegou um álibi: a divisão só terminou 50 anos depois do fim dela. O tribunal considera o álibi fraco. Ela confiscou o primeiro quarto e escreveu a lei que dividiu o resto. O arremate coube a outras mãos, e levou 50 anos.

O vinho

Há 3 vinhos hoje, na terra que Féret descreveu como indo de Beychevelle a Latour. Léoville Las Cases tem um único dono, Jean-Hubert Delon; a página de história do château dá quase 60 hectares ao antigo Clos, e o segundo vinho é Le Petit Lion. Léoville Poyferré pertence à família Cuvelier, com Sara Lecompte Cuvelier à frente de 80 hectares plantados com 68% de cabernet sauvignon, 24% de merlot, 6% de cabernet franc e 2% de petit verdot, e um segundo vinho chamado Pavillon de Léoville Poyferré. Léoville Barton, o quarto que a Revolução vendeu, comemora este ano o bicentenário da compra e continua sem château próprio, assunto do próximo caso.

Desde 1840 os Léovilles só se entendem quanto ao nome, e até o nome vem impresso de um jeito diferente em cada rótulo. D'Armailhacq, em 1855, disse de Poyferré que "o terreno é o mesmo do sr. de Lascases, e o vinho goza do mesmo favor". O terreno é o mesmo hoje. Agora tem vários donos, e o mercado repartiu o favor em 3.

Cronologia

AnoO que o registro mostra
1746Pierre Gaston de Las Cazes casa-se com Anne Jeanne d'Abbadie; os Las Cases chegam a Léoville. [di Costanzo 2024]
1768Pierre Jean, marquês de Las Cases, herda um quarto de Léoville, e a irmã outro quarto; um tio d'Abbadie detém a metade. [di Costanzo 2024]
1794O quarto do marquês emigrado é confiscado; mais tarde, é vendido como bem nacional a Monbalon e Chevalier. [di Costanzo 2024]
1801Um tratado parisiense lista "Léoville e Grau, em Saint-Julien" entre os vinhos renomados. Um só nome. [Traité théorique et pratique, 1801]
1804O Código Civil, artigo 745, confirma a regra revolucionária de 1794: os filhos herdam "par égales portions". [Code civil, 1804]
1805Lataste desenha a planta de 3 lotes; "Não podia haver servidão onde só havia um dono". [di Costanzo 2024]
1815Adolphe Stanislas recupera a metade d'Abbadie, deserda a irmã e fica com o coração da propriedade. [di Costanzo 2024]
1824Franck imprime "Léoville ou Labadie" com 4 proprietários numa chave: Lascazes, d'Abadie, Chevalier, Barton. [Franck, 1ª ed.]
1826O quarto confiscado chega a Hugh Barton depois de várias vendas. [di Costanzo 2024]
1833 a 1840Franck já cota "Léoville-d'Abadie" à parte: 1.000 francos em 1833, 1.800 em 1837, 1.200 em 1839 e 1840. [Franck, 2ª ed., 1845]
1840A partilha final, nas linhas de 1805; Poyferré data seu nascimento deste ano. [di Costanzo 2024; a propriedade]
1844A safra é vendida como "Léoville-Lascaze, 2500 francs" e "Léoville-d'Abadie, 1200". [Franck, 2ª ed., 1845]
1849A quadra de Biarnez: Léoville é um só, "Quer se chame Barton, Lascase ou Poiféré". [Biarnez 1849]
1853Franck: "Léoville, divisé en trois", 3 linhas sob um só título. [Franck, 3ª ed.]
1855A tabela dos corretores: "Léoville, St Julien", um verbete, 3 donos numa chave. [a tabela dos corretores]
1857A medalha do júri: "Os srs. de Lascazes, Poyféré e Barton, por seu vinho de Léoville". [Gaubert 1857]
1868Féret declara ter seguido 1855 "textuellement" e então imprime 3 Léovilles em 3 linhas. [Cocks e Féret, 2ª ed., pp. 89 a 91]
1920G.A.K. trata a divisão como coisa corriqueira: "assim como as nossas propriedades inglesas se repartem ou, ao contrário, crescem". [G.A.K. 1920]
1980 a 1992Índice da Christie's, du Tertre 100: Las Cases 202, Barton 137, Poyferré 125. [Di Vittorio e Ginsburgh]

Fontes

Fontes de época, lidas no original.

  • Jean-Antoine Chaptal, Jean-Baptiste Rozier, Antoine Parmentier e Louis Dussieux, Traité théorique et pratique sur la culture de la vigne, volume 1, Paris, 1801, os vinhos do Médoc.
  • Loi du 17 nivôse an II, sobre as sucessões, 1794, e Code civil des Français, Paris, 1804, artigo 745.
  • André Jullien, Topographie de tous les vignobles connus, 1ª edição, Paris, 1816, Saint-Julien.
  • William Franck, Traité sur les vins du Médoc et les autres vins rouges du département de la Gironde, 1ª edição, Bordeaux, 1824, a tabela de Saint-Julien.
  • William Franck, Traité sur les vins du Médoc, 2ª edição, Bordeaux, 1845, a tabela de Saint-Julien, os preços de 1833 a 1840 e as vendas da safra de 1844.
  • Charles Cocks, Bordeaux: Its Wines, and the Claret Country, Londres, 1846, os segundos crus.
  • Pierre Biarnez, Les grands vins de Bordeaux : poëme, Paris, Plon Frères, 1849, pp. 36 a 37.
  • Charles Cocks, Bordeaux, ses environs et ses vins classés par ordre de mérite, Bordeaux, Féret fils, 1850, a classificação e o índice.
  • William Franck, Traité sur les vins du Médoc, 3ª edição, Bordeaux, 1853, a tabela dos segundos crus.
  • A. d'Armailhacq, La culture des vignes, la vinification et les vins dans le Médoc, Bordeaux, 1855, Saint-Julien.
  • P. Gaubert, Étude sur les vins et les conserves, suivie du compte rendu de la séance de dégustation tenue par les membres de la 11e classe de l'Exposition universelle, Paris, 1857, as premiações.
  • Thomas George Shaw, Wine, the Vine, and the Cellar, Londres, 1863, a tabela dos segundos crus.
  • Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins classés par ordre de mérite, 2ª edição, Bordeaux, 1868, a nota e a tabela da classificação, pp. 89 a 91, e Saint-Julien.
  • Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux and its Wines Classified in Order of Merit, 2ª edição inglesa, Bordeaux, 1883, Saint-Julien.
  • Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins classés par ordre de mérite, 6ª edição, Bordeaux, 1893, Saint-Julien.
  • G.A.K., Clarets and Sauternes: Classed Growths of the Médoc and Other Famous Red and White Wines of the Gironde, Londres, 1920, Léoville Las Cases.
  • Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins classés par ordre de mérite, 9ª edição, Bordeaux, 1922, a classificação oficial e sua nota.

Bibliografia moderna e registro público.

  • Chambre syndicale des courtiers de commerce près la Bourse de Bordeaux, "Vins rouges classés du département de la Gironde", a tabela anexa à carta de 18 de abril de 1855, na cópia certificada "pour copie conforme" e guardada pela Câmara de Comércio de Bordeaux, lida em fotografias de suas 5 páginas.
  • Catherine di Costanzo, "From Versailles to St Julien: the extraordinary life of Marquis de Las Cases 1782-1880", Inside Bordeaux, outubro de 2024, traduzido de Les Cahiers Méduliens, n. 80, para as sucessões, o confisco de 1794, as partes, a planta de 1805 e a disputa da servidão, a recuperação de 1815 e a partilha de 1840.
  • Cyril Ray, The Classification of 1855, 1974, para a lista de 1827 e o artigo de Ronald Barton de 1963.
  • Albert Di Vittorio e Victor Ginsburgh, "Des enchères comme révélateurs du classement des vins. Les grands crus du Haut-Médoc", Journal de la Société de statistique de Paris, vol. 137, n. 2, 1996, pp. 19 a 49, a versão francesa do artigo de trabalho Pricing Red Wines of Médoc Vintages from 1949 to 1989 at Christie's Auctions, Université Libre de Bruxelles, 1995. Numdam
  • Gary M. Thompson, Stephen A. Mutkoski, Youngran Bae, Liliana Ielacqua e Se Bum Oh, "An Analysis of Bordeaux Wine Ratings, 1970-2005: Implications for the Existing Classification of the Médoc and Graves", Cornell Hospitality Report, junho de 2008, quadro 12.
  • Pierre-Marie Chauvin, "The Social Fabric of Prices: Institutional Factors and Reputation Work in the Bordeaux Wine Futures Campaign", economic sociology, the european electronic newsletter, vol. 15, n. 1, novembro de 2013, nota 10, para os super seconds.

O comércio e os relatos das próprias casas.

  • Château Léoville Las Cases, a página de história do site da propriedade, lida em 20 de setembro de 2026 e reproduzida no guia de Bordeaux da Wine Folly, para as 2 frases citadas, o proprietário, o Clos e o segundo vinho. bordeaux.guides.winefolly.com
  • Union des Grands Crus de Bordeaux, a página do Château Léoville Poyferré, para a família Cuvelier, a diretora, o vinhedo, o corte, o segundo vinho e a frase da propriedade sobre o próprio nascimento. ugcb.net
  • Decanter, 2009, a reportagem sobre a reclassificação da Liv-ex por preço negociado. decanter.com

Como isto foi verificado

Toda citação de época foi lida no texto original, numa biblioteca particular de mais de 244 mil documentos sobre vinho, o mais antigo de 1373. Quando uma edição inglesa é citada, mantém-se a redação dela; as demais traduções do francês são minhas, com o francês logo abaixo dos trechos que mais importam, para você cotejar as duas versões. Se alguma página citada aqui não disser o que eu digo que diz, escreva para antonio@bordeauxreviews.com e eu corrijo.

Para citar este artigo: Antonio Assumpção, "A Revolução dividiu Léoville?", Bordeaux Reviews, Château Case Files 12/70, 2026, https://bordeauxreviews.com/pt/case-files/a-revolucao-dividiu-leoville/.

Antonio "Guto" Assumpção vive na interseção entre o direito e o vinho. Advogado admitido na Flórida, em Nova York e no Rio de Janeiro, é também French Wine Scholar e Master of Bordeaux pela Wine Scholar Guild e possui a certificação WSET Nível 3. Antonio estuda, coleciona e degusta vinhos de Bordeaux há 20 anos, e seus artigos unem a análise detalhada ao olhar de um connoisseur sobre o mundo do vinho. Siga-o no Instagram em @BordeauxReviews.

Château Léoville Las Cases: nas notícias

Página do château
  1. 23 de jun. de 2026

    WineCap: quais châteaux “venceram” o EP em termos de preço?

    A WineCap disse que menos de 10 grandes lançamentos de Bordeaux 2025 en primeur ofereceram preços realmente atraentes ao comércio, apontando Lafite Rothschild, Cheval Blanc, Léoville Las Cases, Margaux e Ducru-Beaucaillou como compras sensatas.

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