Château
Château Lagrange
Um terceiro cru de Saint-Julien com 107 hectares de tintas em 1 bloco sobre 2 elevações de cascalho do Günz, reconstruído pela Suntory desde 1983.
- Denominação
- Saint-Julien
- No Instagram
- @chateaulagrange
O château
As primeiras vinhas do Lagrange foram plantadas no início do século XVI, e a sua posição é mais antiga que a classificação: Thomas Jefferson o classificou como terceiro cru na sua própria lista de 1787. Jean-Valère Cabarrus reconstruiu o château a partir de 1790, e William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, deu a mesma categoria e o preço de um terceiro cru, 1.500 a 1.800 francos o tonneau (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), a uma propriedade que ele registrou com um nome que ninguém usa mais, Branes-Arbouet, tendo Cabarrus como proprietário. Foi vendido a Brown em 1832 por 650.000 francos, e em 1842 por 775.000 ao conde Duchâtel, ministro do interior de Luís Filipe, que encomendou a Visconti a torre toscana de 1845. Em 1850 era o maior produtor de Saint-Julien, com 220 tonneaux na conta do escritor inglês Charles Cocks, e em 1855 os corretores o fizeram terceiro cru.
O vinhedo tem 107 hectares de tintas em 1 bloco e 11 de brancas, em 103 parcelas sobre 2 elevações de cascalho do Günz, com uns 40 hectares de parque, bosque e um lago em volta da casa. As tintas são cabernet sauvignon, merlot e petit verdot; as brancas, sauvignon blanc, sauvignon gris e sémillon.
Quando Keizo Saji, filho do fundador da Suntory, comprou o Lagrange em 1983, o terceiro cru estava em declínio. A Suntory investiu nas vinhas, nas adegas e na equipe e, na minha opinião, transformou uma propriedade que rendia abaixo do que podia numa das mais constantes de Saint-Julien; o 1985, que provei em outubro de 2025, tinha o charme clássico da comuna, cedro, cassis e textura sedosa. Matthieu Bordes e sua equipe o conduzem hoje, com Stéphane Leboucher como mestre de adega. Les Fiefs de Lagrange é o segundo vinho. Les Arums de Lagrange, o branco, é vendido como Bordeaux Blanc, porque Saint-Julien é uma denominação só de tintos, e o 2023, provado em maio de 2026, tem a mesma precisão dos tintos. O Pagus de Lagrange e Les Fleurs du Lac completam a linha.
De relance
- Denominação
- Saint-Julien
- Classificação
- Troisième Cru Classé 1855; Guia MICHELIN, 1 uva (2026)
- Proprietário
- Suntory, desde 1983
- Direção
- Matthieu Bordes; Stéphane Leboucher, mestre de adega
- Vinhedo
- 107 hectares de tintas em 1 bloco e 11 de brancas, em 103 parcelas
- Solo
- 2 elevações de cascalho do Günz
- Uvas
- Cabernet sauvignon, merlot, petit verdot; para o branco, sauvignon blanc, sauvignon gris, sémillon
- Vinhos
- Château Lagrange; Les Fiefs de Lagrange; Les Arums de Lagrange, branco; Pagus de Lagrange; Les Fleurs du Lac
- Na história
- Terceiro cru para Thomas Jefferson em 1787 e para William Franck em 1824
Fontes: Château Lagrange, a terra · Château Lagrange, o tempo · Château Lagrange, a linha · Château Lagrange, retratos · Conseil des Grands Crus Classés en 1855, a classificação por denominação · Guto Assumpção no Instagram, Château Lagrange 1985, 14 de outubro de 2025 · Guto Assumpção no Instagram, Les Arums de Lagrange 2023, 18 de maio de 2026
O registro
O Château Lagrange é Troisième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Saint-Julien.
A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.
Na primeira seleção de Bordeaux do Guia MICHELIN, anunciada em 8 de setembro de 2026, recebeu 1 uva, o símbolo do guia, de 3 possíveis, 1 dos 37 châteaux nesse patamar.
Fontes: Conseil des Grands Crus Classés en 1855 · Guia MICHELIN, seleção de Bordeaux
Cru Classé
Somente por convite.
Também aparece em
Degustações
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Nas notícias
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Château Lagrange, em Saint-Julien, oferece visitas privadas, degustações, aulas de culinária e passeios pelo vinhedo a partir de €30, enquanto a edição de setembro de 2026 do Marathon du Médoc será a 40ª, com 42 quilômetros e 195 metros.
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