Château

Château Marquis d’Alesme Becker

Um pequeno Terceiro Cru de Margaux, classificado como Marquis d’Alesme Becker, comprado por Hubert Perrodo em 2006 e refeito pela família dele, até uma adega com 22.000 escamas de dragão em bronze.

Denominação
Margaux

O château

O marquês d’Alesme teve a terra a partir de 1585, e as vinhas foram plantadas em 1616. A metade Becker do nome vem de Jan Bekker Teerlink, um holandês que o comércio de Bordeaux conhecia como Monsieur Becker, que comprou a propriedade em 1809; por um tempo o vinho foi vendido apenas como Becker. De 1938 a 2006 ela pertenceu à família Zuger, do Malescot Saint-Exupéry, com Edith Ritz, e a casa que vinha com ela é o antigo Château Desmirail, que o Estado ainda inventaria com esse nome.

Hubert Perrodo, fundador da petroleira Perenco, a comprou em 2006 e morreu naquele mesmo ano, num acidente de esqui acima de Courchevel. A filha dele, Nathalie Perrodo, conduz desde então as propriedades vinícolas da família, pela Domaines P., que tem também o Château Labégorce e o Château La Tour de Mons, e Marjolaine Maurice de Coninck é a diretora-geral das propriedades de Margaux desde 2010. A família mudou o vinhedo de alto a baixo. São 15 hectares a 10.000 pés por hectare, com vinhas de 40 anos em média e 40% delas replantadas desde 2006, sobre sílica e cascalho, sílica e marga, e argila e calcário. O cabernet sauvignon, cerca de 30% no tempo dos Zuger, é hoje 63%, com 30% de merlot, 5% de petit verdot e 2% de cabernet franc. A propriedade segue a Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), que toda a Domaines P. tem desde 2020, e escolheu ficar fora da certificação orgânica.

A adega, do arquiteto Fabien Pédelaborde, estava pronta para a colheita de 2015, e suas referências são chinesas, por causa de Carrie Perrodo, que é de Singapura: portões de lua nas entradas, uma cauda de dragão de 22.000 escamas de bronze sob o telhado, uma sala de cubas erguida sem pregos seguindo o princípio do Templo do Céu e cada espaço dimensionado pelo número 9, o número dos imperadores Ming. O vinho leva no rótulo o nome Marquis d’Alesme. O Marquise d’Alesme é o segundo vinho desde 1988, e o Saam Long, 3 dragões, é um branco de chardonnay, petit manseng e albariño de 1,5 hectare plantado a partir de 2017, servido pela primeira vez em maio de 2024.

De relance

Denominação
Margaux
Comuna
Margaux
Classificação
Troisième Cru Classé 1855, como Marquis d’Alesme Becker
Proprietários
A família Perrodo, pela Domaines P., desde 2006
Direção
Marjolaine Maurice de Coninck, diretora-geral, desde 2010
Vinhedo
15 hectares; 10.000 pés por hectare; vinhas de 40 anos em média, 40% replantadas desde 2006
Solo
Sílica e cascalho, sílica e marga, argila e calcário
Uvas
Cabernet sauvignon 63%, merlot 30%, petit verdot 5%, cabernet franc 2%
Cultivo
Haute Valeur Environnementale, desde 2020; sem certificação orgânica, por escolha
Adega
De Fabien Pédelaborde, em funcionamento na colheita de 2015; 22.000 escamas de dragão em bronze; sala de cubas erguida sem pregos
Vinhos
Château Marquis d’Alesme; Marquise d’Alesme, desde 1988; Saam Long, branco, servido pela primeira vez em maio de 2024
A casa
O antigo Château Desmirail

Fontes: Château Marquis d’Alesme, a propriedade · Domaines P., o grupo · Union des Grands Crus de Bordeaux, Château Marquis d’Alesme Becker · Atelier d’architecture Fabien Pédelaborde, Château Marquis d’Alesme

O registro

O Château Marquis d’Alesme Becker é Troisième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Margaux.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

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