Casa do passado

L. Rosenheim et Fils

él rô-zé-NÁIM ê FIS
Como ler

As maiúsculas marcam a sílaba forte. Todo “r” soa como o “rr” de “carro”. O “l” no fim da sílaba não vira “u”. Ouça o áudio: ele é a referência.

Por 5 safras, de 1912 a 1916, toda a colheita do Château Lafite foi para esta casa de Bordeaux, que por volta de 1900 comprava ano após ano a colheita de grandes châteaux do Médoc.


A casa

A L. Rosenheim et Fils comprava vinho por colheita. O monopólio era o negócio dela: o acordo pelo qual uma casa de Bordeaux fica com toda a colheita de um château. Seu nome aparece sem parar em Clarets and Sauternes, o livro de 1920 em que G.A.K., um autor anônimo de Londres, acompanhou as vendas de cada cru classificado safra por safra. A casa teve o monopólio do Château Ferrière em 1883, do Calon-Ségur em 1886 e 1894 e do Léoville Las Cases em 1895, 1896 e 1897. Por volta de 1900 comprou 3 colheitas inteiras em 3 anos: o Rauzan-Ségla de 1899, o Marquis d’Alesme Becker de 1900 e o Figeac de 1901.

No Château Mouton d’Armailhacq, o château que hoje se chama d’Armailhac, o vinho foi por muito tempo monopólio da casa: ela comprou as safras de 1894, 1897, 1899, 1903, 1905 e 1907, e todos os anos de 1910 a 1913. Édouard Féret, que continuou o anuário do comércio de Bordeaux que Charles Cocks tinha começado, anotou em 1901 que os vinhos brancos de Sirène-Lagrange eram comprados por 5 anos pela casa Rosenheim.

Depois vieram os premiers crus. A casa comprou o Château Margaux de 1905. Em 1906, junto com a Lebègue et Cie, ficou com a colheita do Lafite e trouxe de volta o engarrafamento no próprio château. Nos anos seguintes comprou metade da produção do Lafite de 1907 a 1911 e a produção inteira de 1912 a 1916.

Em 1922 o Château Marsac-Séguineau, em Soussans, do lado de Margaux do Médoc, estava havia vários anos sob contrato com a L. Rosenheim & Fils. Em novembro de 1926 uma lista de vinhos impressa em Wurzen, na Saxônia, ainda oferecia um Saint-Estèphe de 1922 e um Haut-Sauternes de 1917 da casa. Do Ferrière de 1883 àquela lista na Saxônia, o nome Rosenheim atravessa mais de 4 décadas do comércio.

De relance

Tipo
Casa do passado
Sede
Bordeaux
No registro
Ferrière, 1883; Calon-Ségur, 1886 e 1894; Léoville Las Cases, de 1895 a 1897; Rauzan-Ségla, 1899; Marquis d’Alesme Becker, 1900; Figeac, 1901; Margaux, 1905; Lafite, de 1906 a 1916; Marsac-Séguineau, 1922

Fontes

Livros e estudos
Édouard Féret, Supplément à la 7e édition de Bordeaux et ses vins, 1901; G.A.K., Clarets and Sauternes: Classed Growths of the Médoc, 1920; Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins, 9ª edição, 1922
Imprensa
Wurzener Tageblatt und Anzeiger, 12 de novembro de 1926

Revisado em 10 de outubro de 2026. Como escolho as fontes

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