Château

Château d’Armailhac

Um quinto cru em 4 bancos de cascalho vizinhos do Mouton Rothschild, da família Rothschild desde 1933, no seu 4º nome, com o pedigree dos irmãos Rothschild e não o preço deles.


O château

A propriedade fazia parte do senhorio feudal de Mouton antes que a família d’Armailhacq a tornasse uma propriedade própria e lhe desse o seu nome. O barão Philippe de Rothschild a comprou em 1933, e o ramo Mouton da família a mantém desde então; Camille Sereys de Rothschild, Philippe Sereys de Rothschild e Julien de Beaumarchais de Rothschild são os donos hoje. O nome conta mais a história da família que a do vinho. Classificado em 1855 como Château Mouton d’Armailhacq, virou Château Mouton Baron Philippe nas safras de 1934 a 1974 e Château Mouton Baronne Philippine de 1975 a 1988, e voltou a ser Château d’Armailhac em 1989. Em tudo isso a categoria nunca se mexeu.

Lucie Lauilhé dirige a propriedade desde 2021; Jean-Emmanuel Danjoy é o enólogo das 3 propriedades da família em Pauillac, Cédric Marc o mestre de adega e Mathieu Maudet cuida do vinhedo, com uma equipe de cerca de 30 pessoas. O vinhedo passa de 80 hectares em 4 bancos de cascalho, cada um com seu solo e seu plantio: Obélisque, cascalho profundo em argila e areia, com cabernet sauvignon; Levantines, cascalho lavado com pouca argila, com os 2 cabernets; Pibran, cascalho sobre argila, com cabernet sauvignon e merlot; e Béhéré, cascalho cimentado e argila, que acrescenta o petit verdot. O plantio é de 52% de cabernet sauvignon, 38% de merlot, 8% de cabernet franc e 2% de petit verdot, com vinhas de 40 anos em média e o cabernet franc com 60, e é por isso que ele aparece no vinho. A sala de cubas e a adega de barricas de 2021 têm 50 cubas com controle de temperatura, de tamanhos diferentes, enchidas por gravidade a partir de tremonhas móveis, e 2 adegas de barricas em 2 andares, 1 safra em cada; o vinho passa 18 meses em carvalho francês, metade novo.

Por muito tempo esquecido ao lado dos vizinhos famosos, o d’Armailhac entrega o pedigree sem o preço. O 2003, que provei em outubro de 2025, mostrava abertamente o calor daquele verão, com fruta escura e geleificada, notas tostadas, cogumelo e textura macia: uma garrafa fascinante.

De relance

Denominação
Pauillac
Comuna
Pauillac, com o Mouton Rothschild ao norte e um parque de 500 árvores entre os 2
Classificação
Cinquième Cru Classé 1855, como Château Mouton d’Armailhacq
Proprietários
O ramo Mouton da família Rothschild, desde 1933
Direção
Lucie Lauilhé, desde 2021; Cédric Marc, mestre de adega; Mathieu Maudet, vinhedo
Enólogo
Jean-Emmanuel Danjoy
Vinhedo
Mais de 80 hectares em 4 bancos de cascalho, Obélisque, Levantines, Pibran e Béhéré; vinhas de 40 anos em média
Uvas
Cabernet sauvignon 52%, merlot 38%, cabernet franc 8%, petit verdot 2%; o cabernet franc com 60 anos em média
Adega
Sala de cubas e adega de barricas de 2021; 50 cubas enchidas por gravidade; 18 meses em carvalho francês, metade novo
O nome
Mouton d’Armailhacq até 1933; Mouton Baron Philippe, de 1934 a 1974; Mouton Baronne Philippine, de 1975 a 1988; d’Armailhac desde 1989

Fontes: Château d’Armailhac, a história · Château d’Armailhac, o terroir · Château d’Armailhac, a adega · Baron Philippe de Rothschild, Château d’Armailhac · Union des Grands Crus de Bordeaux, Château d’Armailhac · Guto Assumpção no Instagram, Château d’Armailhac 2003, 6 de outubro de 2025

O registro

O Château d’Armailhac é Cinquième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Pauillac.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

1

Daqui em diante

Teste o seu Pauillac · Encontrou um erro? Correções