Château

Château Lynch-Moussas

A outra metade da propriedade dos Lynch, separada do Lynch-Bages em 1835, reduzida a menos de 10 hectares em 1970 e replantada até 60 pela família Castéja, dona dela desde 1919.

Denominação
Pauillac
No Instagram
@chateaulynchmoussas

O château

A família Drouillard comprou o Domaine de Moussas-Bages em 1728, e Thomas Lynch ficou com ele em 1748 ao se casar com Elisabeth Drouillard, o que deu ao lugar o seu nome. O filho dele, Jean-Baptiste, herdou em 1779, e o irmão, Michel, conduzia a propriedade enquanto era prefeito de Pauillac. Quando Jean-Baptiste morreu, em 1835, a propriedade foi dividida entre o Château Lynch-Moussas e o Château Lynch-Bages, 20 anos antes de a classificação os classificar separadamente. Uma família de negociantes de vinho espanhóis, os Vasquez, ficou com ela a partir de 1847, e Jean Castéja a trouxe para a sua família em 1919.

O que os Castéja tinham em 1970 estava quase perdido. Émile Castéja pegou naquele ano um vinhedo de menos de 10 hectares, replantou até 60 e modernizou tudo em volta, de modo que o cru classificado de hoje é uma reconstrução dos anos 1970. Por muito tempo viveu à sombra do vizinho famoso. Hoje tem 62 hectares, em Pauillac e numa parcela de Haut-Médoc que a família tem desde 2001, em encostas de cascalho do Günz, seixos e cascalho ligados por areia argilosa, com 75% de cabernet sauvignon e 25% de merlot.

Cada parcela é colhida e fermentada à parte em inox com controle de temperatura, depois de uma maceração a frio e de 3 a 4 semanas de fermentação, e o vinho é envelhecido de 14 a 24 meses conforme o ano, de 55 a 60% em barricas novas de 7 tanoarias e o resto em barricas de 1 vinho. Philippe Castéja assumiu as propriedades da família em 2001; Thierry Ruban as dirige desde 1994, Didier Chadourne comanda o trabalho no vinhedo desde 2013 e Hugues Mathieu é o mestre de adega desde março de 2023, com consultoria de Valérie Lavigne e de Axel Marchal, este desde 2016. Les Hauts de Lynch-Moussas, criado em 2001, é o segundo vinho e é vendido como Haut-Médoc. O 1995, que provei em outubro de 2025, mostrou o que o tempo faz com este Pauillac: as arestas amaciadas em balsâmico e frutas secas, sous-bois, especiarias e taninos sedosos.

De relance

Denominação
Pauillac
Classificação
Cinquième Cru Classé 1855
Proprietários
A família Castéja, desde 1919
Direção
Philippe Castéja, desde 2001; Thierry Ruban, desde 1994; Didier Chadourne, vinhedo, desde 2013; Hugues Mathieu, mestre de adega, desde março de 2023
Consultoria
Valérie Lavigne; Axel Marchal, desde 2016
Vinhedo
62 hectares em Pauillac e numa parcela de Haut-Médoc que a família tem desde 2001; replantado de menos de 10 hectares até 60 a partir de 1970
Solo
Cascalho do Günz sobre areia argilosa
Uvas
Cabernet sauvignon 75%, merlot 25%
Adega
Parcela por parcela em inox com controle de temperatura; 14 a 24 meses em barrica, 55 a 60% novas, de 7 tanoarias
Vinhos
Château Lynch-Moussas; Les Hauts de Lynch-Moussas, criado em 2001, vendido como Haut-Médoc
Origem
A divisão da propriedade dos Lynch em 1835

Fontes: Château Lynch-Moussas, a apresentação · Château Lynch-Moussas, terroir e saber-fazer · Château Lynch-Moussas, a equipe · Union des Grands Crus de Bordeaux, Château Lynch-Moussas · Guto Assumpção no Instagram, Château Lynch-Moussas 1995, 8 de outubro de 2025

O registro

O Château Lynch-Moussas é Cinquième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Pauillac.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

1

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