Négociant
Beyerman
Como ler
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Os Beyerman, holandeses em Bordeaux desde 1620, foram donos do Château Haut-Brion de 1824 a 1837, e um selo de vidro das garrafas da família apareceu na Louisiana.
A casa
Jean-Simon Beyerman, armador holandês, se instalou em Bordeaux em 1620, e a família dele continuou no comércio com o norte. Théophile Malvezin, cuja história do comércio de Bordeaux saiu em 1892, pôs Cornelis Beyerman entre os negociantes dos países do norte citados nos registros da Câmara de Comércio por volta de 1705. O banco parisiense Greffulhe guardou a correspondência de 4 casas Beyerman em Bordeaux entre 1790 e 1793, todas as 4 com cartas de 1792: Beyerman l’aîné, Beyerman frères, A. C. Beyerman e Jean Beyerman et Cie. Malvezin contou os Beyerman entre as famílias desse comércio que ainda estavam em Bordeaux no tempo dele, e um M. Beyerman, cônsul dos Países Baixos, no número 45 do quai des Chartrons, estava entre os assinantes do livro.
Em 1824 um Beyerman comprou o Château Haut-Brion por 525.000 francos, e a família ficou com a propriedade até 1837. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, registrou a venda na edição de 1845. O vinho ia longe: um selo de vidro que Jean-Henri Beyerman usava nas garrafas entre 1825 e 1835 apareceu em St. Francisville, na Louisiana. Mais tarde, ainda naquele século, M. H. Beyerman era dono do Château Saint-Albe, em Gradignan. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era o livro de referência do comércio de Bordeaux, atribuíram a ele 100 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) de tinto em 1898.
Como H. et O. Beyerman, a casa comprava dos crus classificados. Um livro sobre os crus classificados do Médoc impresso em Londres em 1920 a põe entre os compradores da safra de 1896 do Château Mouton d’Armailhacq, hoje Château d’Armailhac. O livro atribui à casa o monopólio da safra de 1904 do Château Ferrière, e a cita entre as casas que compravam o Château Cos d’Estournel, o Château Montrose, o Château Léoville Las Cases, o Château Coutet e o Château Canon La Gaffelière, e o Château de Sales a partir da safra de 1893.
Fredrik Rudebeck, de uma família sueca, assumiu a casa no começo dos anos 1990. O filho, Nils Rudebeck, se juntou a ele em 2011, virou diretor-geral em 20 de julho de 2016 e é hoje o presidente. Fredrik Rudebeck direcionou a casa para os crus classificados e os vinhos do mesmo nível, um comércio que ela já conhecia como H. et O. Beyerman.
De relance
- Tipo
- Négociant
- Sede
- Bordeaux, cours Xavier Arnozan
- Fundação
- 1620, por Jean-Simon Beyerman; Cornelis Beyerman nos registros da Câmara de Comércio por volta de 1705
- Proprietário
- A família Rudebeck, desde o começo dos anos 1990
- Direção
- Nils Rudebeck, presidente
- No registro
- Haut-Brion, de 1824 a 1837; Mouton d’Armailhacq, safra 1896; Ferrière, toda a safra 1904; Saint-Albe, em 1898
Fontes
- Arquivos
- Archives nationales, Fonds de la banque Greffulhe (61 AQ 89); Archives nationales du monde du travail, H. et O. Beyerman (65 AQ R1702)
- Livros e estudos
- William Franck, Traité sur les vins du Médoc, 2ª edição, 1845; Théophile Malvezin, Histoire du commerce de Bordeaux, 1892; Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins, 7ª edição, 1898; G.A.K., Clarets and Sauternes: Classed Growths of the Médoc, 1920; Gerald Asher, Vineyard Tales, 1996; Michael Carpenter, Fine Dining and Drinking in Nineteenth-Century St. Francisville, Louisiana, 2024
- Imprensa
- BKWine Magazine, Bordeaux 2015 presented by Winefinder, 2017
Revisado em 10 de outubro de 2026. Como escolho as fontes
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