Courtier
Tastet & Lawton
Como ler
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Os corretores do número 60 do quai des Chartrons têm notas sobre cada safra de Bordeaux desde 1795, e livros ainda mais antigos, começados por Abraham Lawton, que chegou de Cork em 1739.
A casa
Abraham Lawton chegou de Cork a Bordeaux em 1739 e comprou e embarcou vinho por alguns anos antes de virar corretor. O livro dele de 16 de dezembro de 1757 registra compras de vinhos anotados como Suisse-Latour e Suisse-Lafite, a 1.300 libras o tonneau (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas). Théophile Malvezin, na sua história do comércio de Bordeaux de 1892, o põe entre os courtiers (corretores, que colocam o vinho dos châteaux com os negociantes) que trabalhavam para compradores estrangeiros nos anos 1760.
A família ficou no ofício. William Lawton escreveu num memorando de 1815 que o Margaux fica num ponto de equilíbrio entre o Lafite e o Latour, e anotou a propriedade hoje chamada Belgrave com o nome antigo de Brisson. O corretor juramentado era então nomeado pelo Estado, e os Lawton passaram o posto adiante dentro da família. William foi nomeado courtier em Bordeaux em 17 de dezembro de 1818; o filho, Jean Édouard, assumiu o posto em 21 de dezembro de 1825, e o sobrinho dele, Guillaume Henri Louis Lawton, em 1856. A firma passou a se chamar Tastet et Lawton em 1830, quando entrou um sócio, e os Tastet e os Lawton trabalhavam no quai des Chartrons, no cais de Bordeaux. William Lawton também era dono do Château de Pez, e em 1920 a família vendeu o Léoville Poyferré e o Moulin Riche aos Cuvelier. Daniel Lawton, que dirigiu a firma por décadas, morreu em 2015, e os sobrinhos assumiram; em 2020 o historiador Alain Blondy publicou a história da família, Les Lawton, une dynastie bordelaise du vin.
Os historiadores ainda trabalham com o que a casa guardou. As notas sobre cada colheita começam em 1795, e o relatório de 1903 chamou a qualidade daquele ano de insignificante. Édouard Lawton, corretor desde 1891, escreveu no diário em 1947 que nunca tinha visto uma crise assim no comércio. Os livros do escritório seguem o vinho para longe: o Cos d’Estournel mandado para Calcutá em 1831, 1834 e 1837.
De relance
- Tipo
- Courtier (corretor de vinhos)
- Sede
- Bordeaux, quai des Chartrons, 60
- Fundação
- Por Abraham Lawton, em Bordeaux desde 1739; Tastet et Lawton a partir de 1830
- Direção
- Os sobrinhos de Daniel Lawton, desde 2015
- Arquivo
- Livros desde 1757; notas de colheita desde 1795
- No registro
- Suisse-Latour e Suisse-Lafite, 1757; Cos d’Estournel para Calcutá, de 1831 a 1837; Belgrave, então Brisson, 1815
Fontes
- Livros e estudos
- Théophile Malvezin, Histoire du commerce de Bordeaux, 1892; Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins, 7ª edição, 1898; Nicholas Faith, Château Margaux, 1980; Jane Anson, Bordeaux Legends, 2013; Jane Anson, On Bordeaux, 2020; Alain Blondy, Les Lawton, une dynastie bordelaise du vin, 2020; Jane Anson, Inventing Grand Cru Claret, 2021; Jane Anson, The Vintages: 1855 Onwards, 2021; Charlie Leary, Vintages, Wine Labels and the History of Taste, 2024; Victor van Kommer, The British footprint in Bordeaux, 2026
Revisado em 10 de outubro de 2026. Como escolho as fontes
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