Os Château Case Files
O Marajá de Saint-Estèphe era uma fraude?
Louis-Gaspard d'Estournel pôs pagodes sobre as adegas de Cos d'Estournel, e o comércio de Bordeaux o chamou de nababo. A acusação vem de 1849: um homem de espetáculo que construiu o caminho até os Segundos Crus. As torres compraram a categoria? Os livros da época dele marcaram o placar.
Em 1843 uma delegação do congresso nacional dos viticultores, reunido naquele ano em Bordeaux, foi até Saint-Estèphe e bateu à porta de Cos sem ter escrito antes. O relator era Guillory, o Velho, um agrônomo que tinha ido ver um vinhedo. Encontrou outra coisa, e teve a honestidade de deixar escrito que aquilo o impressionou:
Como não fora avisado da nossa visita, ele imediatamente deu algumas ordens e nos pediu que esperássemos até que fossem cumpridas. Um quarto de hora depois a adega nos foi aberta e, confesso, senhores, meu espanto foi tal que disputava com minha admiração. Uma luz deslumbrante inundava o recinto em que entramos; cinco lustres de velas, pendentes da abóbada, espalhavam-na em profusão por todos os lados; um parquete bem conservado cobria o chão; os nichos que guardavam as garrafas tinham a elegância e a riqueza das estantes de uma biblioteca; e os salões mais disputados não apresentam luxo maior que a adega onde o sr. d'Estournel empilha com amor seu delicioso vinho de Cos.
Guillory aîné, relatório ao Congrès des vignerons français, Bordeaux, 1843, conforme reimpresso em Alfred Danflou, Les grands crus bordelais, 1866
Um homem é surpreendido sem aviso pelo órgão agrícola mais sério da França, e não mostra as vinhas. Manda os criados descer para acender a adega.
Aquele quarto de hora é o testemunho ocular datado mais antigo que encontrei sobre o lugar. Quem o escreveu foi inspecionar um vinho e voltou para casa descrevendo as prateleiras. A acusação dificilmente pediria testemunha melhor, o que torna estranho que, desde então, quem o cite seja a defesa.
O anfitrião não era nobreza do Médoc. Pelo relato da própria casa, Louis-Gaspard d'Estournel herdou em 1791 uma colina pedregosa de frente para Lafite e passou 40 anos construindo nela um vinhedo, 14 hectares que viraram 45. Em vez de um château, pôs pagodes sobre as adegas, torres em andares à maneira dos templos do Oriente.
O comércio de Bordeaux encontrou uma palavra para ele: nababo. A posteridade suavizou o apelido, que virou Marajá de Saint-Estèphe, um título que não aparece em nenhum livro da época dele que eu tenha lido, e que quer dizer a mesma coisa.
A acusação que veio com o apelido não mudou desde 1849. Era um homem de espetáculo, que vendia torres em vez de vinho e enfeitou o caminho até uma classe que não tinha conquistado. E ainda se arruinou nisso.
A classe é o centro da questão. Em 1855 Cos foi classificado como Segundo Cru, numa lista que os corretores de Bordeaux montaram a partir dos preços que os vinhos tinham alcançado. A pergunta, portanto, é mais estreita que a da fraude. Os pagodes compraram a categoria de Cos? Os livros do comércio já davam suas respostas com d'Estournel vivo, e nem todos davam a mesma.
Duas ou três retificações
O primeiro desses livros foi escrito por um homem que pretendia não mudar nada. William Franck, negociante de Bordeaux que passara a vida no comércio de vinho, publicou em 1824 um manual do Médoc, com uma hierarquia dos crus classificados no final. Pôs Cos entre os Terceiros Crus, de 1.500 a 1.800 francos o tonel, a medida bordalesa de 4 barricas, em anos em que os Primeiros alcançavam 2.300 a 2.400.
Em 1845 relançou o livro e contou aos leitores exatamente o que tinha feito com a hierarquia. Prometeu "nenhuma outra mudança além de duas ou três retificações que se tornaram necessárias e da substituição dos nomes de alguns proprietários que vieram ocupar o lugar dos de 1824".
Uma das duas ou três era Cos. Os Segundos de Franck ganharam exatamente um nome, e era Cos-Destournel, listado com Gruau-la-Rose, Léoville, Mouton-Thuret e Rauzan.
Franck não ordenou os crus dentro da classe, porque fazê-lo, escreveu, "seria tarefa delicada e impraticável demais para que ousássemos tentá-la". Subiu um vinho e chamou aquilo de retificação, 10 anos antes de os corretores se sentarem à mesa.
O inglês que disse não
O comércio não o seguiu. Quem argumentava do outro lado era Charles Cocks, o inglês cujo guia da região do claret se transformou no anuário que ainda leva o seu nome.
Em 1846, em Londres, Cocks tinha diante de si a nova edição de Franck, e a citou, com página, numa nota. Classificou o Médoc por conta própria e deixou Cos entre os Terceiros, a 72 libras o tonel quando os Primeiros saíam a 96. E explicou aos leitores por quê: Saint-Estèphe tem "Cos-Destournel, que pretende ser um segundo cru, embora ainda seja mais contestado que Pichon".
Em 1850, em Bordeaux, fez de novo. Seus Terceiros abrem com Cos-Destournel, numa classe que ele avalia em "cerca de 300 francos abaixo do preço dos Segundos", e seus Segundos não incluem vinho nenhum de Saint-Estèphe. Em outra página do mesmo livro, ele o chama de "a mais bela propriedade desta excelente comuna". Fizesse Franck o que fizesse, Cocks não aceitava, e disse isso em 2 línguas.
Durante 10 anos, portanto, os 2 livros de referência do comércio discordaram sobre Cos, preto no branco. Franck não recuou na edição de 1853, "quando os Primeiros se vendem a 2.400 francos, os Segundos se vendem a 2.100 a 2.050", com Cos entre eles.
O relato mais claro do que vinha acontecendo é de Armand d'Armailhacq, proprietário no Médoc cujo tratado sobre a vinha saiu em 1855. Ele põe 2 fatos numa frase só:
Este cru, ao qual o comércio de Bordeaux por muito tempo contestou a categoria de segundos grandes vinhos, é muito estimado na Índia, onde goza de grande favor.
« Ce crû, auquel le commerce de Bordeaux a longtemps contesté le rang des seconds grands vins, est très-estimé dans l'Inde, où il jouit d'une grande faveur. »
A. d'Armailhacq, La culture des vignes, la vinification et les vins dans le Médoc, Bordeaux, 1855, p. 479
Releia a segunda metade. O comércio contestava a categoria em casa enquanto o vinho era pago lá fora.
Os nababos
D'Estournel tinha encontrado seus compradores do outro lado do oceano. Charles Saint-Amant, escritor bordalês cuja Promenade en Médoc também saiu em 1855, não tinha simpatia por ele. Nem pelo portão, que achou "uma decoração teatral", pano pintado sobre madeira, ao que parece, diante de galpões e estábulos. Não havia casa do dono em Cos; o proprietário morava em Pomys, ali perto.
Na mesma passagem Saint-Amant registra para onde o vinho ia. Nas grandes Índias, escreveu, "essa marca é preferida a qualquer outra", e os nababos "só bebem Cos-Destournel". Vem então a frase que importa:
Essa saída basta para vender as colheitas, que o comércio bordalês só procura quando precisa absolutamente da marca para seus embarques a Calcutá e Madras.
« Ce débouché suffit à l'écoulement des récoltes, que le commerce bordelais ne recherche que lorsqu'il a absolument besoin de la marque pour ses expéditions à Calcutta et à Madras. »
Charles Saint-Amant, Le vin de Bordeaux : promenade en Médoc, 1855, p. 105
Saint-Amant não gostava do homem e explicou o mecanismo sem querer. Uma casa de Bordeaux que só compra um vinho quando precisa da marca para um embarque a Calcutá não o compra pelo próprio prazer. Os corretores de 1855 nunca perguntavam por que um preço era pago, só qual era.
Ele arriscou 2 palpites para o gosto da Índia. O primeiro: "é de supor que suas cepas de Syrras do Hermitage tenham sido do gosto dos nababos". (O segundo era um ano favorável.) A syrah, pelo menos, é real. D'Armailhacq, que defendia que as castas do Ródano podiam melhorar o Médoc, apresenta Cos como prova, "que adquiriu muito mais reputação desde que certa quantidade de syrras foi plantada ali". Repetiu a frase em 1867, com a observação de que "esta variedade merece ser propagada". A maior autoridade em viticultura da época atribuía a subida de Cos a uma decisão de plantio.
A testemunha preferida da casa escreveu em 1866. Alfred Danflou, escritor bordalês que publicou monografias sobre as grandes propriedades naquele ano, é a fonte de quase tudo o que Cos diz sobre si mesmo hoje. Foi também ele quem reimprimiu a visita de Guillory à adega iluminada, e provavelmente foi assim que a melhor testemunha da acusação passou a ser citada pela defesa.
Danflou fez a pergunta que as construções ouvem desde então, se eram "o palácio de um nababo exilado no nosso Ocidente, ou um templo de Brama". A resposta: "Um pouco por gosto, e um pouco por gratidão." Nas palavras dele, "o sr. d'Estournel encontrou mercados vantajosos em Calcutá, em Bombaim, e os oficiais ingleses concederam aos seus vinhos uma preferência de que ainda gozam".
O outro detalhe que ele dá é um nome. "Em toda a Europa, o Cos-d'Estournel, chamado retour de l'Inde, está em grande favor junto aos paladares mais finos." Retour de l'Inde, de volta da Índia, era nome de venda: as garrafas que tinham feito a viagem de ida e volta se vendiam com ágio, porque a época acreditava que a travessia melhorava o vinho.
Essa é provavelmente a explicação mais imediata para Bordeaux ter segurado a categoria durante tanto tempo. Uma reputação feita em Calcutá, e talvez feita pelo mar, não parecia, à primeira vista, um juízo sobre o vinho nos livros dos corretores.
Danflou acrescenta o dinheiro, que era o que interessava aos corretores. "Há vários anos", escreve, "os vinhos de Cos às vezes se vendem tão caro quanto os de Rauzan e Léoville."
A testemunha da própria acusação
A acusação em si foi posta no papel em 1849, em verso. Les grands vins de Bordeaux, de Pierre Biarnez, é um passeio pelo Médoc em dísticos rimados, publicado em Paris, e chega a Saint-Estèphe na página 46:
Saint-Estèphe ainda oferece, na sua larga extensão, ao lado de altos crus bourgeois, três crus de nobre raça. Orgulhoso de ser a delícia suprema dos nababos, Cos-Destournel pretende antes de tudo andar de igual para igual com nossos melhores Segundos, embora lhe fosse difícil igualar Rauzan, Mouton e Léoville. Depois destes, pode-se pô-lo na segunda categoria, desde que nos seja entregue em garrafa, honesto; pois, se for alterado por alguma mistura impura, nós o vemos partir para o Ganges sem pesar. Em vão os minaretes, agrupados nas suas encostas, exibem para o céu suas frontes orientais. Tais artifícios nos comovem pouco: precisamos de grandes vinhos, não de grandes edifícios.
« En vain des minarets, groupés sur ses coteaux, / Étalent jusqu'aux cieux leurs fronts orientaux, / Nous sommes peu touchés de pareils artifices ; / Il nous faut de grands vins, non de grands édifices. »
Pierre Biarnez, Les grands vins de Bordeaux : poëme, Paris, Plon Frères, 1849, p. 46
O último verso é o que todo mundo cita, e eu entendo o motivo; é um bom verso. Mas a passagem inteira está impressa, e no quinto verso a acusação concede a categoria. "Pode-se pô-lo na segunda categoria." Biarnez dá a Cos a classe 6 anos antes de os corretores decidirem, na mesma frase em que se recusa a perdoar os prédios.
Tampouco era um crítico imparcial. Uma página antes tinha defendido que Mouton pertencia aos Primeiros. Estava disposto a subir uma propriedade e decidido a segurar outra no lugar, e a diferença entre as duas era a arquitetura.
O poema dele é também, até onde pude apurar, a descrição impressa mais antiga das torres. Nenhuma fonte lida para este dossiê diz quando foram construídas.
A mesma comuna oferece uma contraprova. Montrose, o outro Segundo Cru de Saint-Estèphe em 1855, era um vinhedo aberto na mata cuja reputação Saint-Amant data só de 1834. Franck o tinha entre os Terceiros em 1845 e de novo em 1853, com a observação de que "vende-se com frequência como Segundo". Danflou, em 1867, encontrou ali uma casa "graciosa como uma villa italiana" e torre nenhuma.
Montrose chegou à segunda classe 10 anos depois de Cos, com uma villa onde Cos tinha pagodes. Naquela comuna, naqueles anos, dava para chegar à classe sem construir nada.
Ele perdeu tudo
Em 1852 o vinhedo mudou de mãos. A edição de 1853 de Franck registra a venda na tabela: Cos-d'Estournel, Saint-Estèphe, 1.150.000 francos, ao sr. Martyns, de Londres. O comprador era Charles Cecil Martyn, político inglês.
A razão da venda vem de 2 testemunhas, e elas não concordam. Saint-Amant culpa o homem: "sempre disposto a comprar e raramente a vender, esse velho maníaco vivia de expedientes", e empobrecia a cada ano "para pagar os juros mais ou menos usurários dos empréstimos que era obrigado a carregar".
Danflou culpa o mercado: "Quem em Bordeaux não sabe que durante vários anos os maiores vinhos sofreram em todos os mercados uma depreciação ruinosa para os proprietários, vários dos quais foram então à ruína? O sr. d'Estournel foi um deles."
Numa coisa concordam: ele comprou vinhedo até o fim. D'Armailhacq registra que o vizinho Cos-Labory "foi comprado pelo sr. d'Estournel pouco antes de morrer", e Saint-Amant mostra Martyn, "enormemente rico", arrematando-o em leilão com o resto.
D'Estournel morreu em 1853, aos 91 anos pelo relato da casa. Naquele ano a terceira edição de Franck reduziu o verbete a 3 palavras de livro-caixa: Cos-Destournel, aujourd'hui Martyns. Cos-Destournel, hoje de Martyn.
Em 1855 os corretores da Chambre syndicale des courtiers, o sindicato que guardava os livros de venda do comércio, montaram, para a Exposição Universal de Napoleão III, em Paris, a hierarquia que virou a Classificação de 1855. Não provaram nada nem visitaram ninguém. Ordenaram os crus pelo preço médio que cada um alcançara ao longo dos anos, e Cos entrou na segunda classe, ao lado de Rauzan e Léoville.
Os corretores confirmaram o Segundo Cru a um vinho que já não pertencia ao homem que o fizera. Na Exposição de Paris, a medalha de segunda classe do júri para Cos-d'Estournel apareceu, na lista de prêmios do próprio anuário, sob um único nome: Martyn.
A sentença
Falso. A Índia pagou antes que Bordeaux se curvasse. Os corretores puseram o vinho ao lado de Rauzan e Léoville, e os pagodes foram um bilhete de agradecimento escrito em pedra. Cos foi posto entre os Segundos Crus no manual do próprio comércio em 1845, por um compilador que pretendia não mudar nada; o vinho vendia-se para a Índia pelo nome enquanto o comércio de Bordeaux, nas palavras de d'Armailhacq, ainda contestava a categoria; e Biarnez, o único contemporâneo que pôs a acusação por escrito, concedeu a Cos a segunda categoria 4 versos antes de zombar das torres. A parte da acusação em que os zombadores tinham razão é o espetáculo, e a defesa admite isso. D'Estournel vendia o vinho e a história juntos, sob um nome que por si só valia um ágio, e a casa ainda vive disso. E perdeu a propriedade. O que o espetáculo não fez foi comprar a categoria, porque a categoria se media por preço, e esse preço estava sendo pago em Calcutá.
O anuário que Cocks fundou levou 72 anos para mencionar os prédios por escrito. Em 1922 a nona edição de Cocks e Féret pôs 6 versos no verbete de Cos, na página 259, tomados "do grande poeta dos vinhos da Gironda, Biarnez", e avisou que os citava "com algumas modificações". Biarnez tinha escrito que em vão esses minaretes exibem para o céu suas frontes orientais. A edição de 1922 imprime: com minaretes agrupados nas suas encostas, erguendo para os céus suas frontes orientais, orgulhoso de ser a delícia suprema dos nababos, eis Cos d'Estournel, que pode andar de igual para igual com todos os maiores crus classificados da Gironda. O poema escrito para condenar a propriedade fora editado até virar o anúncio dela, no livro de referência do próprio comércio, 73 anos depois.
O vinho
Cos se vende hoje no grupo que o comércio chama de Super Segundos, expressão de negociante e não categoria, já que a Classificação nunca ordenou as propriedades dentro de uma classe. O estilo da casa é o mais reconhecível de Saint-Estèphe: denso, trabalhado, inconfundivelmente construído, e não simplesmente feito. Ao lado de Montrose, no mesmo cascalho, é o de maior estofo, e a escolha entre os dois diz mais sobre quem escolhe do que sobre qualquer um dos vinhos. O 2020, sobre o qual escrevi em janeiro de 2026 a partir da garrafa de colecionador com os pagodes impressos em ouro sobre o vidro, é esse argumento no ponto mais alto, puro frescor e precisão, polido sem nunca ser pesado. Perto do fundo a garrafa diz C'était Cos sinon rien. Cos ou nada. Os zombadores de 1849 reconheceriam a confiança.
Cronologia
| Ano | O que o registro mostra |
|---|---|
| 1791 | Louis-Gaspard d'Estournel herda a colina de Cos. [o relato da casa] |
| 1824 | Traité de Franck, 1ª edição: Cos-Destournel Terceiro Cru, 1.500 a 1.800 francos o tonel. [Franck, 1ª ed.] |
| 1843 | O congresso dos vinhateiros visita a adega sem avisar: 5 lustres, assoalho de parquete. [Guillory 1843, na reimpressão de Danflou, 1866] |
| 1845 | 2ª edição de Franck: "duas ou três retificações". Cos é o único nome acrescentado aos Segundos. [Franck, 2ª ed.] |
| 1846 | Cocks, em Londres: Cos "pretende ser um segundo cru, embora ainda seja mais contestado que Pichon". [Cocks 1846, pp. 191 a 196] |
| 1849 | Biarnez: "precisamos de grandes vinhos, não de grandes edifícios", 4 versos depois de conceder a segunda categoria. [Biarnez, pp. 45 a 46] |
| 1850 | Cocks, em Bordeaux: Cos ainda entre os Terceiros, e "a mais bela propriedade desta excelente comuna". [Cocks 1850, pp. 221 e 242 a 243] |
| 1852 | Cos é vendido a Charles Cecil Martyn, de Londres, por 1.150.000 francos. [Franck, 3ª ed., tabela de vendas] |
| 1853 | 3ª edição de Franck: "Cos-Destournel, aujourd'hui Martyns". D'Estournel morre. [Franck, 3ª ed.; a casa, para a morte] |
| 1855 | Os corretores classificam Cos como Segundo Cru. D'Armailhacq: o comércio "por muito tempo contestou a categoria"; o vinho "muito estimado na Índia". [d'Armailhacq, p. 479] |
| 1855 | Saint-Amant: os nababos "só bebem Cos-Destournel"; o portão, "uma decoração teatral". [Saint-Amant, pp. 104 a 105] |
| 1866 | Danflou: Calcutá, Bombaim, os oficiais ingleses, retour de l'Inde, "um pouco por gosto, e um pouco por gratidão". [Danflou 1866] |
| 1867 | A nova edição de d'Armailhacq repete a syrah: "esta variedade merece ser propagada". [d'Armailhacq 1867, p. 70] |
| 1922 | Cocks e Féret, 9ª edição, p. 259: os versos de Biarnez reimpressos "com algumas modificações", em vão vira com. [Cocks e Féret, 9ª ed., p. 259] |
Fontes
Fontes de época, lidas no original.
- William Franck, Traité sur les vins du Médoc et les autres vins rouges du département de la Gironde, 1ª edição, Bordeaux, 1824, a classificação.
- William Franck, Traité sur les vins du Médoc, 2ª edição, Bordeaux, 1845, o preâmbulo da classificação e os segundos crus.
- William Franck, Traité sur les vins du Médoc, 3ª edição, Bordeaux, 1853, a classificação e a tabela de vendas de propriedades.
- Guillory aîné, Congrès des vignerons français, o relatório da segunda sessão, realizada em Bordeaux em 1843, a visita a Cos, tal como Danflou o reimprimiu em 1866.
- Charles Cocks, Bordeaux: Its Wines, and the Claret Country, Londres, 1846, pp. 191 a 196.
- Pierre Biarnez, Les grands vins de Bordeaux : poëme, Paris, Plon Frères, 1849, pp. 45 a 46.
- Charles Cocks, Bordeaux, ses environs et ses vins classés par ordre de mérite, Bordeaux, Féret fils, 1850, pp. 221 e 242 a 243.
- A. d'Armailhacq, La culture des vignes, la vinification et les vins dans le Médoc, Bordeaux, 1855, pp. 69 e 479.
- A. d'Armailhacq, De la culture des vignes, de la vinification et des vins dans le Médoc, 3ª edição, Bordeaux, Chaumas, 1867, p. 70.
- Charles Saint-Amant, Le vin de Bordeaux : promenade en Médoc, Bordeaux, 1855, pp. 104 a 105.
- Alfred Danflou, Les grands crus bordelais : monographies et photographies des châteaux et vignobles, primeira série, Bordeaux, 1866, a monografia de Cos-d'Estournel; a monografia de Montrose na série de 1867.
- Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins classés par ordre de mérite, 3ª edição, Bordeaux, 1874, p. 73.
- Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins classés par ordre de mérite, 5ª edição, Bordeaux, 1886, p. 551, os prêmios de 1855.
- Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins classés par ordre de mérite, 9ª edição, Bordeaux, 1922, p. 259.
O relato da própria casa, e a nota do autor.
- Château Cos d'Estournel, a história publicada pela casa, para a herança de 1791 e a morte de Louis-Gaspard d'Estournel em 1853, aos 91 anos.
- Antonio Assumpção, nota sobre o Cos d'Estournel 2020, Instagram, 21 de janeiro de 2026. @BordeauxReviews
Como isto foi verificado
Toda citação de época foi lida no texto original, numa biblioteca particular de mais de 244 mil documentos sobre vinho, o mais antigo de 1373. Quando uma edição inglesa é citada, mantém-se a redação dela; as demais traduções do francês são minhas, com o francês logo abaixo dos trechos que mais importam, para você cotejar as duas versões. Se alguma página citada aqui não disser o que eu digo que diz, escreva para antonio@bordeauxreviews.com e eu corrijo.
Para citar este artigo: Antonio Assumpção, "O Marajá de Saint-Estèphe era uma fraude?", Bordeaux Reviews, Château Case Files 02/70, 2026, https://bordeauxreviews.com/pt/case-files/o-maraja-de-saint-estephe-era-uma-fraude/.
Antonio "Guto" Assumpção vive na interseção entre o direito e o vinho. Advogado admitido na Flórida, em Nova York e no Rio de Janeiro, é também French Wine Scholar e Master of Bordeaux pela Wine Scholar Guild e possui a certificação WSET Nível 3. Antonio estuda, coleciona e degusta vinhos de Bordeaux há 20 anos, e seus artigos unem a análise detalhada ao olhar de um connoisseur sobre o mundo do vinho. Siga-o no Instagram em @BordeauxReviews.
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