Château
Château Pomeys
Um dos nomes antigos de Moulis, de um cavaleiro de Carlos VII em 1452 e entre os melhores da comuna já em 1874, hoje conduzido por Patrick Meynard ao lado do Lalaudey.
- Denominação
- Moulis
- Classificação
- Cru Bourgeois
O château
O Pomeys tem um passado longo. Em 1452 pertencia ao chevalier de l’Isle, que defendeu as tropas de Carlos VII; no século XVII foi de Gaspard de Courtenay e, em 1658, da viúva dele, Magdeleine du Dufort, e entre os donos seguintes estão o marechal de Duras e, em 1763, Pierre de Montalier. Os livros do comércio passam a trazê-lo no século XIX. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o listam a partir de 1868 em nome de F. Dubos, négociant, com 80 a 100 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), e em 1874 já entre os crus bourgeois supérieurs: um domínio de cerca de 400 hectares, 45 deles de vinhas sobre cascalho assentado em argila e calcário, cujos vinhos estavam entre os melhores da comuna e deviam em parte a sève à idade do vinhedo, onde, diziam os moradores, estavam as vinhas mais velhas do Médoc. Ganhou medalha de prata em Paris em 1878, tinha passado à viúva de Dubos em 1886 e em 1922 pertencia a J. Barennes, com 40 tonneaux.
A família Barennes ficou com ele até 2008, quando Patrick Meynard, já dono do Château Lalaudey, o comprou; as 2 propriedades pertencem juntas à SCEA Châteaux Lalaudey & Pomeys. O Pomeys foi Cru Bourgeois na primeira classificação, de 1932, e é Cru Bourgeois nas classificações de 2020 e 2025. Fica entre Margaux e Saint-Julien, numa elevação de cascalho terciário de origem pirenaica, com 50% de merlot e 50% de cabernet sauvignon e vinhas de 25 anos em média.
Não se usa herbicida e o solo é trabalhado. As vinhas passam por desfolha e colheita verde; as uvas são colhidas tarde e à mão, escolhidas parcela por parcela, selecionadas no vinhedo e de novo depois do desengace, e não são esmagadas. Seguem-se uma maceração antes da fermentação, remontagens, délestages e uma longa permanência nas cubas, em 18 cubas de concreto e 2 cubas troncônicas de madeira de 50 hectolitros, todas com controle de temperatura, e o vinho envelhece inteiramente em barricas de carvalho francês. Éric Boissenot assessora a vinificação e os cortes.
De relance
- Denominação
- Moulis-en-Médoc
- Comuna
- Moulis-en-Médoc
- Classificação
- Cru Bourgeois em 1932, 2020 e 2025
- Proprietário
- Patrick Meynard, desde 2008, pela SCEA Châteaux Lalaudey & Pomeys
- Consultor
- Éric Boissenot
- Vinhedo
- Vinhas de 25 anos em média
- Solo
- Cascalho terciário de origem pirenaica
- Uvas
- Merlot 50%, cabernet sauvignon 50%
- Cultivo
- Sem herbicidas; solo trabalhado; colheita à mão
- Adega
- 18 cubas de concreto; 2 cubas de madeira de 50 hectolitros; barricas de carvalho francês
- Vinhos
- Château Pomeys
- Na história
- O chevalier de l’Isle em 1452; entre os crus bourgeois supérieurs já em 1874; medalha de prata em Paris em 1878
Fontes: Syndicat de Moulis, Château Pomeys · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, Château Pomeys · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2025 · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2020
O registro
O Château Pomeys é Cru Bourgeois, na denominação Moulis.
Cru Classé
Somente por convite.
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