Moulis
Uma fita de vinhedo tinto de 12 quilômetros, a meio caminho entre Margaux e Saint-Julien, em ângulo reto com o estuário e sem nunca tocar a água: cascalho do Günz, argila e calcário, reconhecida em 1938.
O lugar
Moulis fica no meio da península do Médoc, a meio caminho entre Margaux e Saint-Julien: uma fita estreita de 12 quilômetros que entra terra adentro em ângulo reto com o estuário sem nunca chegar à água, com as vinhas entre 20 e 30 metros. A denominação é a comuna de Moulis e parcelas nomeadas de 3 vizinhas, Castelnau-de-Médoc, Lamarque e Listrac-Médoc; Avensan e Cussac-Fort-Médoc saíram quando os produtores de lá deixaram de reivindicá-la, e Arcins saiu na revisão aprovada em 2020. O solo corre em 3 faixas: cascalho do Günz a nordeste, argila e calcário do centro ao sul e cascalho de terraço alto a oeste. O cascalho serve à cabernet sauvignon; a argila com calcário serve à merlot. Os 634 hectares, cerca de 4% das vinhas do Médoc, fazem em média 25.000 hectolitros, nas mãos de uns 50 proprietários.
As regras
Só tinto, de cabernet franc, cabernet sauvignon, carmenère, malbec (cot, nas regras), merlot e petit verdot, sem proporção fixada para nenhuma delas. No mínimo 7.000 pés por hectare, em fileiras de no máximo 1,50 metro, como nas outras comunas do Médoc. A merlot precisa ser colhida com 189 g/l de açúcar e as outras castas com 180; o vinho precisa chegar a 11% de álcool natural, a 57 hectolitros por hectare com teto de 63. O desengace é obrigatório, e o vinho pronto pode guardar no máximo 2 g/l de açúcar. É envelhecido até 1º de junho e vendido a partir de 1º de julho do ano seguinte à colheita. O cahier des charges (o regulamento oficial da denominação), o regulamento oficial da denominação, foi alterado pela última vez em 22 de março de 2021.
Os nomes
O rótulo pode dizer Moulis ou Moulis-en-Médoc; os 2 nomes são 1 denominação. O nome vem dos moinhos, os moulins, da Idade Média, quando esta era terra de trigo; a vinha chegou no século XIII e fez fama no século XIX. O sindicato foi fundado em 1936 e a denominação reconhecida pelo decreto de 14 de maio de 1938. Nenhuma propriedade de Moulis está na Classificação de 1855; o prestígio da comuna se fez na lista dos bourgeois de 1932, que trazia 34 propriedades de lá, 14 delas Crus Bourgeois Supérieurs e 1 Cru Bourgeois Supérieur Exceptionnel.
- Cor
- Tinto
- Comunas
- Moulis, com parcelas nomeadas de Castelnau-de-Médoc, Lamarque e Listrac-Médoc
- Vinhedo
- 634 hectares, cerca de 4% do Médoc; 25.000 hectolitros por ano; uns 50 proprietários
- Solo
- Cascalho do Günz a nordeste, argila e calcário no centro e no sul, cascalho de terraço alto a oeste; de 20 a 30 metros
- Uvas
- Cabernet franc, cabernet sauvignon, carmenère, malbec, merlot, petit verdot
- Densidade
- 7.000 pés por hectare no mínimo, fileiras de no máximo 1,50 metro
- Rendimento
- 57 hectolitros por hectare, teto de 63
- Álcool
- 11% natural no mínimo; 189 g/l de açúcar para a merlot, 180 para as outras
- Adega
- Desengace obrigatório; no máximo 2 g/l de açúcar no vinho
- Venda
- A partir de 1º de julho do ano seguinte à colheita
- Classificados
- 5 Crus Bourgeois na classificação de 2025
- AOC desde
- 14 de maio de 1938; regulamento alterado em 22 de março de 2021
Fontes: FGVB, cahier des charges Moulis ou Moulis-en-Médoc, arrêté du 22 mars 2021 · FGVB, cahier des charges Moulis, les modifications de 2021
A pilha
O mesmo terreno em Moulis também pode ser rotulado Bordeaux, Bordeaux Supérieur, Crémant de Bordeaux, Médoc e Haut-Médoc. Um produtor escolhe a denominação sob a qual vende, e a mais estreita é quase sempre a mais cara.
Divide comunas nomeadas com Listrac-Médoc.
As denominações de Bordeaux são empilhadas, não postas lado a lado. O mapa desenha a pilha inteira. Abrir o mapa
Classificações que alcançam esta denominação: Os Crus Bourgeois du Médoc.
Châteaux neste site
Notícias de Moulis
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