Château

Château Gressier Grand Poujeaux

A parte do irmão numa herança dividida em 1820: cascalho em Grand Poujeaux que os descendentes dele guardaram até 2003, quando passou à parte da irmã, o Chasse-Spleen, e que segue vendido com nome próprio.

Denominação
Moulis

O château

O Gressier Grand Poujeaux tira o nome de um senhor Gressier e do lugarejo de Grand Poujeaux, na elevação de cascalho onde fica também o Chasse-Spleen. Em 1820 uma herança indivisa partiu o domínio: o irmão ficou com o Gressier Grand Poujeaux, e a parte da irmã virou o Chasse-Spleen. O vinho da família foi conhecido cedo. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, põe a viúva Gressier em primeiro lugar entre os produtores de Moulis naquele ano, e André Jullien, o negociante de vinhos de Paris cuja Topographie de tous les vignobles connus, de 1816, percorreu os vinhedos do mundo, aponta os vinhos do château e de M. Gressier como os preferidos em Poujeaux na sua edição de 1832.

A filoxera, as guerras e as crises puseram à prova os sucessivos Gressier, que pelo caminho viraram Saint-Affrique. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, imprimem pela primeira vez o nome Gressier-Grand-Poujeaux em 1868, em nome do barão de Saint-Affrique; em 1874 ele encabeça os crus bourgeois supérieurs de Moulis, com 70 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), em nome das Mmes Gressier e de Saint-Affrique, e em 1922 aparece em nome de B. de Saint-Affrique. Esteve entre os crus bourgeois da classificação de 1932. Nos anos 1960, quando o INAO tentou rever a classificação de 1855, o Gressier Grand Poujeaux e o Chasse-Spleen sonharam por um tempo em virar terceiros crus; o projeto logo foi esquecido. A mesma família teve a propriedade até 2003, quando a vendeu ao vizinho Chasse-Spleen, e as 2 partes de 1820 voltaram a ter 1 só dono.

A família Merlaut, por meio de Céline Villars, neta de Jacques Merlaut, e do marido dela, Jean-Pierre Foubet, manteve o nome e o corte tradicional de 50% de cabernet sauvignon e 50% de merlot. Os 10 hectares ficam sobre cascalho assentado em calcário com estrelas-do-mar fósseis e sobre argila no calcário de Listrac, com vinhas de 35 anos em média, e têm a certificação Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas) de nível 3. O vinho é feito em cubas de inox e de cimento com temperatura controlada e passa 12 meses inteiramente em madeira, 20% dela nova.

De relance

Denominação
Moulis
Comuna
Moulis-en-Médoc
Classificação
Sem classificação
Proprietário
Château Chasse-Spleen, da família Merlaut, desde 2003
Direção
Céline Villars e Jean-Pierre Foubet
Vinhedo
10 hectares; vinhas de 35 anos em média
Solo
Cascalho sobre calcário com estrelas-do-mar fósseis; argila no calcário de Listrac
Uvas
Cabernet sauvignon 50%, merlot 50%
Cultivo
Haute Valeur Environnementale, nível 3
Adega
Cubas de inox e de cimento; 12 meses inteiramente em madeira, 20% nova
A casa
Também o Château Chasse-Spleen, Moulis
Na história
A viúva Gressier em primeiro lugar em Moulis em 1824; primeiro dos crus bourgeois supérieurs de Moulis em 1874; cru bourgeois em 1932

Fontes: Château Chasse-Spleen, Château Gressier Grand Poujeaux · Château Chasse-Spleen, os outros vinhos · Moulis-en-Médoc, Gressier Grand Poujeaux · Moulis-en-Médoc, Chasse-Spleen e Brillette

O registro

O Château Gressier Grand Poujeaux está na denominação Moulis.

Cru Classé

Somente por convite.

Daqui em diante

Teste o seu Moulis · Encontrou um erro? Correções