Château

Château Meyney

51 hectares em 1 bloco entre o Montrose e o Calon Ségur, vinhedo dos monges feuillants a partir de 1625, sobre uma veia de argila azul de 3 metros de espessura, rara no Médoc.

Denominação
Saint-Estèphe
No Instagram
@chateaumeyney

O château

As vinhas do Meyney aparecem nos arquivos departamentais da Gironde em 1276. Pierre Forthon vendeu o lugar aos monges feuillants em 1625, e a casa, primeiro um convento, ficou pronta em 1662; no século XVII o lugar era conhecido como Prieuré des Couleys, o priorado de Couleys. A família Luetkens, que viera da Suécia para a França depois dos reveses de Carlos XII, o teve a partir de 1791, e William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, o imprime naquele ano com o nome antigo e o novo dono: Les Feuillans, Luetkens, 150 a 200 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas). Em 1855 um viajante que percorria o Médoc encontrou o Meyney-Lutkens ao lado do Calon-Ségur, com vinhas imensas e um vinho classificado como primeiro bourgeois. Os barões du Sault e os condes de Fumel o tiveram a partir de 1862, e em 1919 o barão du Sault o vendeu a Georges Cordier: 30 hectares de vinhas, 35 de prados ao longo do Gironde e 25 de terra arável, em 1 bloco retangular. A família Cordier o manteve até 2004, quando ele passou ao grupo Crédit Agricole.

Anne Le Naour dirige a propriedade e faz o vinho, com Boris Diallo no vinhedo e Thomas Hernandez como mestre de adega. O vinhedo tem 51 hectares em 1 bloco, a meio caminho entre o Montrose e o Calon Ségur, numa encosta de cascalho que sobe a 20 metros e drena naturalmente sobre argila e calcário, com a argila azul por baixo. É plantado com 50% de cabernet sauvignon, 35% de merlot e 15% de petit verdot, uma proporção antiga e rara de petit verdot, e as vinhas têm de 35 a 40 anos em média. A safra 2016 foi a primeira certificada ISO 14001 e Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), nível 3, pelo sistema coletivo do comércio de vinhos de Bordeaux; a conversão para o orgânico começou em 2021, e 2024 é o primeiro ano certificado.

A equipe prova as uvas todos os dias para definir a ordem da colheita; a fruta passa por 2 seleções, ótica desde 2011, e fermenta parcela por parcela em inox ou concreto. 1 terço do grand vin (o primeiro vinho da propriedade) faz a fermentação malolática em barricas novas, e o vinho passa de 12 a 18 meses em carvalho francês, com 1 barrica em 3 renovada a cada ano. O Prieur de Meyney, o segundo vinho, tem o nome do antigo priorado; passa 14 meses em carvalho francês, com 10% a 15% das barricas novas, quase não leva petit verdot e, em alguns mercados históricos, sai com o rótulo Chapelle de Meyney.

O Meyney é um vinho que recompensa a paciência, e já o vi em 2 idades. Em maio de 2024 provei o 1989 ao lado do 2010: o mais velho tinha todas as notas terciárias de que gosto, terra, cogumelos, nozes e trufas, com taninos redondos e macios, enquanto o 2010 ainda vivia de ameixas e amoras, com carvalho sutil e especiarias. O Chapelle de Meyney 2018, sobre o qual escrevi em novembro de 2025, mostrou o estilo da casa num ano maduro: fruta escura contida por linhas firmes e frescas.

De relance

Denominação
Saint-Estèphe
Comuna
Saint-Estèphe
Classificação
Sem classificação
Proprietário
O grupo Crédit Agricole, desde 2004; a família Cordier de 1919 a 2004
Direção
Anne Le Naour, diretora e enóloga; Boris Diallo, vinhedo; Thomas Hernandez, mestre de adega
Vinhedo
51 hectares em 1 bloco; vinhas de 35 a 40 anos em média
Solo
Cascalho sobre argila e calcário, sobre uma veia de argila azul de 3 metros de espessura
Uvas
Cabernet sauvignon 50%, merlot 35%, petit verdot 15%
Cultivo
ISO 14001 e Haute Valeur Environnementale, nível 3, desde a safra 2016; orgânico, certificado a partir de 2024
Adega
Triagem ótica desde 2011; 1 terço do grand vin com malolática em barricas novas; 12 a 18 meses em carvalho francês, 1 barrica em 3 nova
Vinhos
Château Meyney; Prieur de Meyney, rotulado Chapelle de Meyney em alguns mercados históricos
Os monges
Um convento dos Feuillants a partir de 1625; a casa pronta em 1662
Na história
Les Feuillans, de Luetkens, 150 a 200 tonneaux, em 1824

Fontes: Château Meyney, notre histoire · Château Meyney, notre vignoble · Château Meyney, notre savoir-faire · Château Meyney, nos engagements · Château Meyney, notre équipe · Château Meyney, Prieur de Meyney · Maison du Vin de Saint-Estèphe, Château Meyney · Guto Assumpção no Instagram, Château Meyney 1989 & 2010, 18 de maio de 2024 · Guto Assumpção no Instagram, La Chapelle de Meyney 2018, 14 de novembro de 2025

O registro

O Château Meyney está na denominação Saint-Estèphe.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

2

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