Château

Château Tour de Pez

Um Saint-Estèphe de 19 hectares em 39 parcelas em Pez, antigo cru Lhereteyre, batizado em 1931 com o nome de uma torre demolida 2 anos depois, e desde 2019 de uma empresa da Allianz.

Denominação
Saint-Estèphe

O château

No século XVII a terra pertencia à abadia de Verteuil; um ato de 1772 a chama de Maison de Lhériteyre, e em 1838 ela foi inscrita como cru com o nome de A Lhereteyre. Foi esse o nome que o comércio conheceu. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, trazem A Lhereteyre em 1868 entre os crus artisans, dividido entre Andron e Jean Grazillou; de 1874 a 1899 foi Lhereteyre, de Osmin Duret, com 40 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), entre os crus bourgeois, e em 1922 Cru Lhereteyre, de André Raymond, com 20. A família Soulard o rebatizou de Château Tour de Pez em 1931 e, nas reformas, derrubou a torre em 1933.

A família Bouchara o comprou em 1989; depois ele pertenceu por alguns anos ao Château Lilian Ladouys, e em 2019 passou à Vignobles de Larose, filial autônoma do grupo Allianz sob a Allianz Real Estate, como a 4ª das suas propriedades, ao lado do Larose-Trintaudon, do Domaine Perganson e do Château Arnauld. Os novos donos mudaram muita coisa de uma vez: o trabalho do solo voltou em 2019, com cobertura de trevos e gramíneas escolhidos, e desde aquele ano toda uva é colhida à mão, por 25 pessoas ao longo de 2 semanas, e passa por triagem ótica. A maceração a frio chegou com a safra 2020.

Os 19 hectares reúnem 39 parcelas em 3 zonas, Haillan, Coutelin e Hôpital, sobre argila e argila calcária, com a rocha de giz aflorando em alguns pontos, plantadas a 8.000 pés por hectare, 1 metro por 1, como é tradição em Saint-Estèphe. O merlot lidera, com cabernet sauvignon e 11% de cabernet franc, vinificado à parte e dosado conforme a safra. A propriedade é certificada Terra Vitis. O vinho passa 14 meses em barricas de carvalho, 70% novas e 30% de 1 ano, escolhidas entre 5 ou 6 tanoeiros em provas às cegas; o segundo vinho é Les Hauts de Pez. O Tour de Pez foi Cru Bourgeois na classificação de 2020 e não está na de 2025.

De relance

Denominação
Saint-Estèphe
Comuna
Saint-Estèphe, o lugarejo de Pez
Classificação
Cru Bourgeois em 2020; fora da lista de 2025
Proprietário
Vignobles de Larose, do grupo Allianz, desde 2019
Vinhedo
19 hectares em 39 parcelas; 8.000 pés por hectare
Solo
Argila e argila calcária sobre giz
Uvas
Merlot, cabernet sauvignon, cabernet franc 11%
Cultivo
Terra Vitis; solo trabalhado desde 2019
Adega
Colheita à mão; triagem ótica; 14 meses em carvalho, 70% novo
Vinhos
Château Tour de Pez; Les Hauts de Pez
A casa
Também o Château Larose-Trintaudon e o Château Arnauld, Haut-Médoc; Domaine Perganson
Na história
Lhereteyre, cru bourgeois com 40 tonneaux, de Osmin Duret, de 1874 a 1899

Fontes: Château Tour de Pez, home · Château Tour de Pez, nossa história · Château Tour de Pez, nas vinhas · Château Tour de Pez, na adega · Vignobles de Larose, a história · Vignobles de Larose, a organização · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2020 · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2025

O registro

O Château Tour de Pez está na denominação Saint-Estèphe.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

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