Château

Château Phélan Ségur

O Saint-Estèphe de um negociante irlandês, montado em 1805 e 1810 ao lado do Montrose e do Calon Ségur, cujas salas de cubas de 1834 foram ridicularizadas antes de o Médoc copiá-las.

Denominação
Saint-Estèphe
No Instagram
@phelansegur

O château

Bernard O’Phelan, negociante irlandês de Tipperary, comprou o Clos de Garramey em 1805 e o domaine Ségur de Cabanac, que tinha sido do conde de Ségur, em 1810, e fez deles 1 só propriedade. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, anota a troca naquele ano: o antigo proprietário, Mercier Terrefort, o novo, Phélan, com 200 a 250 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas). O filho, Frank Phélan, herdou em 1841 e foi prefeito de Saint-Estèphe por 30 anos. Por 75 anos o vinho saiu como Ségur-Garramey; em 1874 era um domínio de 140 hectares, 65 de vinhas, 50 de prados e 25 de mata de carvalho. Só no começo do século XX tomou o nome atual, que chegou ao papel como Château Phélan-Ségur em 1901.

Phélan também mudou o jeito de construir salas de cubas no Médoc. Em 1834 construiu salas de cubas de um novo modelo nas suas 3 propriedades do Médoc, para impedir que o vinho perdesse a sua essência, e a sociedade de agricultura da Gironde lhe deu uma medalha por isso. O modelo foi discutido e até ridicularizado durante anos, e depois copiado: em 1883 Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, citam juntos o Mouton-Rothschild, o Giscours, o Issan e o Ségur-Garramey como exemplos do novo tipo de sala de cubas.

A família Gardinier teve a propriedade por cerca de 30 anos, com Thierry Gardinier assumindo a gestão em 1º de setembro de 1993, e hoje ela pertence a Philippe Van de Vyvere, armador belga. Véronique Dausse a dirige, com Stéphane Rougé no vinhedo e Fabrice Bacquey na adega; Michel Rolland foi o consultor até sua morte, em março de 2026.

Os 70 hectares ficam nas elevações e planaltos de Saint-Estèphe, ao lado dos vinhedos do Montrose e do Calon Ségur, em 3 solos: cascalho rico em húmus no alto das elevações de Fontpetite, argila e cascalho em Chanchot e cascalho arenoso no meio das encostas de Fontpetite. São plantados em alta densidade, com 58% de cabernet sauvignon, 39% de merlot, 1,5% de cabernet franc e 1,5% de petit verdot. O solo é arado, o que quase dispensa o herbicida, o adubo costuma ser orgânico, e as traças são controladas por confusão sexual, em vez de inseticida. Cerca de 100 colhedores fazem a colheita à mão em cerca de 12 dias; a fruta é selecionada à mão, em mesas vibratórias e, desde 2011, por triagem ótica, fermenta cerca de 10 dias e macera mais uns 20, e faz a fermentação malolática em barrica. O carvalho novo nunca passa de 50% das barricas, que vêm de 5 tanoeiros fiéis à casa. O Frank Phélan é o segundo vinho, e a propriedade faz também o La Croix Bonis. Provei o 2015 em fevereiro de 2024. Um pouco áspero no início, melhorou na taça: aromas marcantes de amora e madeira, sabores concentrados, os taninos começando a encontrar o equilíbrio, e pode melhorar com mais tempo. O 2014, que provei no château e sobre o qual escrevi em outubro de 2025, é estruturado, aromático e feito para envelhecer com elegância.

De relance

Denominação
Saint-Estèphe
Comuna
Saint-Estèphe
Classificação
Sem classificação
Proprietário
Philippe Van de Vyvere; antes dele, a família Gardinier, por cerca de 30 anos
Direção
Véronique Dausse, diretora; Stéphane Rougé, vinhedo; Fabrice Bacquey, mestre de adega
Consultor
Michel Rolland, até sua morte, em março de 2026
Vinhedo
70 hectares nas elevações e planaltos de Saint-Estèphe, em alta densidade
Solo
Cascalho rico em húmus e cascalho arenoso em Fontpetite; argila e cascalho em Chanchot
Uvas
Cabernet sauvignon 58%, merlot 39%, cabernet franc 1,5%, petit verdot 1,5%
Cultivo
Solo arado; adubo em geral orgânico; confusão sexual em vez de inseticida
Adega
Colheita à mão por cerca de 100 colhedores; triagem ótica desde 2011; malolática em barrica; carvalho novo nunca acima de 50%
Vinhos
Château Phélan Ségur; Frank Phélan; La Croix Bonis
O nome
Ségur-Garramey até o começo do século XX
Na história
200 a 250 tonneaux em 1824; as novas salas de cubas de 1834

Fontes: Château Phélan Ségur, une histoire de familles · Château Phélan Ségur, en terre de Saint-Estèphe · Château Phélan Ségur, le travail de la vigne · Château Phélan Ségur, la vinification · Château Phélan Ségur, l’élevage · Château Phélan Ségur, l’esprit Phélan Ségur · Maison du Vin de Saint-Estèphe, Château Phélan Ségur · Guto Assumpção no Instagram, Château Phélan Ségur 2015, 15 de abril de 2024 · Guto Assumpção no Instagram, Château Phélan Ségur 2014, 26 de outubro de 2025

O registro

O Château Phélan Ségur está na denominação Saint-Estèphe.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

2

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