Château

Château Le Boscq

Um Saint-Estèphe à beira do Gironde, com Thomas Barton como arrendatário em 1749 e uma barcaça no rótulo, conduzido pela Dourthe desde 1995 e dela desde 2021.

Denominação
Saint-Estèphe

O château

Le Boscq fica junto ao estuário do Gironde, e foi o rio que fez o seu comércio: no século XVIII o vinho descia até o porto de Bordeaux de gabarre, uma barcaça, que hoje é o emblema dos rótulos. Em 1749 Thomas Barton, irlandês e um dos fundadores da casa de négoce que hoje é a mais antiga da Place de Bordeaux, arrendou a propriedade. Jules de Camiran a comprou em 1839. Charles Cocks, o inglês cujo Bordeaux, ses environs et ses vins saiu em 1850, a traz em nome dos Camiran naquele ano, com 130 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), e William Franck, na edição de 1853 do seu Traité sur les vins du Médoc, a conta entre os bons bourgeois cujos vinhos eram comparados aos de Pauillac. Em 1874 era um domínio em 2 partes, 50 hectares de belos prados embaixo e 30 de vinhas em cima, em elevações de cascalho sobre argila, com vinhos de boa cor e bom corpo.

Veio então Jean Grazilhon, o administrador. Ele comprou o domínio dos Camiran nos anos 1880: em 1886 a família tinha ficado só com o château, 20 hectares de prados e um pequeno clos de vinhas, e em 1889, depois de outras parcelas compradas de Eugène de Camiran, a propriedade era dele. Em 1891 construiu o château atual, e em 1932 Le Boscq foi classificado Cru Bourgeois. Em 1922 ele tinha 30 hectares de vinhas em cascalho muito forte e era contado como 1 dos crus mais antigos da comuna.

A Dourthe assumiu o arrendamento em 1995, remodelou o vinhedo e comprou a propriedade em 2021; Joachim Gilbert é o administrador. As vinhas ficam num alto e profundo cume de cascalho do Garonne e argila, a 9.080 pés por hectare em média, com poda Guyot Poussard, solo arado e capinado à máquina, e 550 metros de sebes novas; a propriedade tem Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), nível 3, e Terra Vitis. As uvas são colhidas à mão e selecionadas por triagem ótica e por densidade, numa adega em que nenhuma bomba toca a fruta, depois fermentadas por parcela em pequenas cubas de inox e envelhecidas em barrica em 2 adegas parcialmente subterrâneas. O 2025, colhido de 5 a 22 de setembro, tem 47% de cabernet sauvignon, 47% de merlot, 4% de petit verdot e 2% de cabernet franc. O segundo vinho é o Héritage de Le Boscq. Le Boscq foi Cru Bourgeois Exceptionnel na classificação de 2020 e não está na lista de 2025.

De relance

Denominação
Saint-Estèphe
Comuna
Saint-Estèphe
Classificação
Cru Bourgeois em 1932; Cru Bourgeois Exceptionnel em 2020; fora da lista de 2025
Proprietário
Dourthe, desde 2021; arrendatária a partir de 1995
Direção
Joachim Gilbert, administrador
Vinhedo
9.080 pés por hectare em média; Guyot Poussard
Solo
Cascalho do Garonne e argila, num cume alto
Uvas
O 2025: cabernet sauvignon 47%, merlot 47%, petit verdot 4%, cabernet franc 2%
Cultivo
Haute Valeur Environnementale, nível 3; Terra Vitis
Adega
Colheita à mão; triagem ótica e por densidade; barricas, em 2 adegas parcialmente subterrâneas
Vinhos
Château Le Boscq; Héritage de Le Boscq
Na história
Thomas Barton, arrendatário, em 1749; 130 tonneaux em nome dos Camiran em 1850; o château construído por Jean Grazilhon em 1891

Fontes: Dourthe, Château Le Boscq · Dourthe, Château Le Boscq 2025 · Maison du Vin de Saint-Estèphe, Château Le Boscq · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2020 · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc, a classificação de 2025

O registro

O Château Le Boscq está na denominação Saint-Estèphe.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

Daqui em diante

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